quinta-feira, 10 de abril de 2008

JORNAIS DO FUTURO


Chris McGillion foi editor da primeira página do Sydney Morning Herald e é, actualmente, coordenador do programa de jornalismo na Charles Sturt University (Austrália).

Ele escreveu dois textos, divididos em duas partes, sobre o futuro da actividade. Pode ser lido aqui:
parte 1, sobre o valor dos níveis académicos no jornalismo, e parte 2, cinco lições da geração Y sobre os jornais.

A informação foi recolhida previamente do blogue
editorsweblog, que aconselho a todos os investigadores e alunos de jornalismo uma pesquisa nele.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

FEIRA DO LIVRO

OS SIMPSONS NÃO GOSTAM DA VENEZUELA


Melhor: os Simpsons fazem mal ao governo venezuelano.

"A entidade reguladora da comunicação social da Venezuela instaurou um processo à estação privada Televen por violação da Lei da Responsabilidade Social. Tudo porque a Televen transmitia os Simpsons às 11h00, num horário sem restrições para crianças" (Público online de hoje de manhã).

Lê-se no comunicado do regulador que o programa e a hora em que é emitido "atentan contra la formación integral de niños, niñas y adolescentes. [...] En este sentido, este ente regulador reitera una vez más su total apego a la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela y a la Ley de Responsabilidad Social en Radio y Televisión".

Sempre pensei que os Simpsons eram um atentado à liberdade de imprensa, informação e formação dos países :). Basta ver as tropelias do seu último filme, exibido em finais do ano passado. São excessivamente contestatários para mentes serenas como as que parecem governar aquele país. Melhor ainda, os Simpsons são uma família de falhados, broncos; eu não os gostava de ter por perto, pois eles, em vez da solução de problemas, são criadores de mais problemas. O grande problema é que eles não se apercebem, coitados. Claro, são apenas desenhos animados e não se exige mais inteligência de bonecos feios (se calhar até cheiram mal).

Possivelmente, o próximo passo do governo venezuelano - ou de um seu regulador - será proibir a reunião ou o simples encontro de mais do que uma pessoa. Democracias!!!

UM PROJECTO DE PÓS-DOUTORAMENTO – QUE ME LEMBREI DE ESBOÇAR HOJE MAS NÃO VOU FAZER (2)


[continuação do texto do dia 6]

Uma segunda grande mudança que podemos encontrar nestes últimos 40 anos prende-se com o consumo da música. A rádio, em 1968, já tinha passado pelo seu período de ouro, ocupada que estava com a concorrência crescente da televisão, meio de comunicação que começava a massificar-se por essa altura. A rádio perdia, assim, audiências mas soube reduzir essa perda graças a uma alteração tecnológica que, apesar de inventada décadas antes, ganhava peso: a modulação de frequência.

A nova tecnologia, explorada em novas frequências hertzianas, trouxe outras estéticas em termos de programação e uma nova geração de profissionais, mais jovens, de cultura cosmopolita e de formação académica superior. Ao mesmo tempo, e como resultado disso, começou uma especialização das rádios, atravessada por um período rico experimental, o das rádios piratas ou livres na segunda metade da década de 1980 – movimento muito sentido nos países da Europa do Sul – ou rádios comunitárias – nos países da América do Sul. A perda de audiências em geral ficava compensada pela angariação de audiências especializadas.

Apesar de números mais baixos, esses nichos de mercado eram importantes para a publicidade, pois esta pode-se orientar melhor para os potenciais clientes de produtos e serviços. A estratégia de medição de audiências passou por esse movimento de fragmentação de públicos ou audiências, facilitando o contacto graças a mensagens mais bem direccionadas.

O walkman e, depois, o mp3 (mais conhecido por iPod, marca que ganhou hegemonia nos seus compradores) marcaram ou representaram uma filosofia de vida distinta. A rádio deixava de ser fixa e passava a ser mais móvel (movimento iniciado com o rádio transístor nos anos de 1960, quando se viam as pessoas com o aparelho quase colado ao ouvido). O movimento foi semelhante ao do telefone. Isso significa nomadismo e liberdade, além da necessidade de construir os seus programas ou conjunto de músicas a ouvir, deixando de ser controlado pelo programador.


Aqui, há uma contrapartida: deixa de existir a possibilidade de encantamento que se pode esperar do programador e passa-se a ter a preocupação de trabalhar o próprio conteúdo. O gravador de fita magnética e de cassetes já criara esse hábito, mas a massificação foi agora muito maior. O walkman é contemporâneo do aumento de disponibilidade de viajar e de descobrir e encontrar outras pessoas e sociedades. Ouvir música deixa de ser um hábito de consumo apenas em casa mas em qualquer parte onde se esteja. O walkman, e mais especialmente o mp3, levam o indivíduo a consumir mais música mas menos através do rádio.

A construção de programas de música leva a duas consequências: criação de redes sociais que trocam ficheiros com músicas, especializando o grupo com estéticas e gostos próprios e de grupo de fãs que se pode fechar; abandono da escuta da rádio, por ser um sistema orientado do programador para o ouvinte; actualização permanente, possível num período da vida (final do secundário e durante os primeiros anos de universidade), mas de menor intensidade no período seguinte (profissão, família), o que torna o gosto estético adquirido rapidamente obsoleto.

Do mesmo modo que nas telecomunicações, o hábito de ouvir música torna obsoletos os equipamentos – o que significa que a geração e meia que falei no começo deste texto seja decomposta em mais níveis geracionais (subgeracionais) de cada cinco ou seis anos, correspondendo ao período do final do secundário e do começo da universidade.

Quanto a profissões, se as ligadas ao rádio se mantêm, nasce ou amplia-se um novo conceito, o do amador cujas competências se aproximam do profissional (o pro-am de Chris Anderson, em A cauda longa). Isso está a ser mais evidenciado pelas tecnologias ligadas à imagem, como o vídeo ou os blogues.

Podemos rever o movimento actual de amadores profissionais como o que ocorreu no começo da rádio no começo da década de 1920, embora o movimento actual seja muito mais massificado e com criatividade mais alargada, dada a maior oferta de serviços e tecnologias.

[continua]

terça-feira, 8 de abril de 2008

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE LIONEL BALTEIRO NA FNAC DE VISEU

CONFERÊNCIA DE CIDADES INTERCULTURAIS


A conferência de cidades interculturais realiza-se em Liverpool (cidade capital da cultura 2008), de 1 a 3 de Maio, acontecimento integrado na Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

A conferência pretende ter um olhar novo sobre migração, diversidade e vida urbana e como as diversas comunidade podem cooperar de modo a produzir harmonia em vez de antagonismos.

Políticos e gestores de políticas de cidades como Londres, Madrid, Berlin, Lyon, Stuttgart, Roterdão, Turin, Nápoles, Istanbul, Bremen, Marselha, Gdansk, Leicester, Manchester e Liverpool partilharão experiências e fornecerão exemplos de trocas interculturais e vantagens sociais, culturais e económicas.

Para mais informações ver http://inter.culture.info/icc.

[dica de Carlos Filipe Maia, a quem agradeço]

LIÇÃO DE FRANCÊS - 4


Bonjour,
C'est beau le pain, les légumes, les fruits, les compotes... Nous (les portugais) avons mis de côté cette tradition du marché en plein air au nom de l'hygiène et du cosmopolitisme. Et voilà qu’on l’admire chez des gens que personne ne soupçonne de provincialisme. Ces marchées sont une belle école de vie, où des vendeurs échangent avec les clients des recettes, leur apprennent le nom du pain, des fleurs... des façons de vivre. On discute tout: les élections prochaines, les nouvelles de la journée, sans se cacher. Ils sont au milieu de la place de la cathédral, à côté de la médiathèque, des endroits pleins de charme, qui se font « des abris - conditions de la ville, énergie de la culture » !!!
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Naschmarkt, certamente o mercado mais colorido de Viena.
"Là où signifiant clignote et devient motivé en se rapprochant du signifié, moi je me sens attirée par ce plaisir ingénu qui essaie d’effacer l'arbitraire...C'est dur de faire parler la langue: ou comment se faire/donner plaisir en jouant avec les couleurs (des mots).

ps: j'ai rien contre le délice des plaisirs simples, au contraire!
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FOTOGRAFIA


Encontram-se abertas as inscrições para o workshop Fotografia e Performance, pela formadora Susana Paiva, em 24 e 25 de Maio, no Auditório Teatro das Beiras, na Covilhã. Segundo os promotores:
  • Nascido da necessidade de aprofundar os conceitos e práticas na área da fotografia de espectáculo, apresenta-se agora uma segunda acção de formação de carácter teórico-prático em torno dos conceitos de fotografia e performance.Com base em projectos fotográficos de grandes nomes da fotografia internacional se traçará uma ponte entre fotografia e artes do espectáculo, criando pequenas narrativas imagéticas que espelharão as performances definidas pelos participantes.
Ver mais em http://www.quartaparede.com ou http://quarta-parede.blogspot.com. Contactos para inscrição: qp@quartaparede.com.

NASCHMARKT (VIENA)

Naschmarkt, certamente o mercado mais colorido de Viena.


PRÉMIOS DE TEATRO


De acordo com a informação veiculada pelo blogue Prémios de Teatros, vão ser instituidos este ano os Prémios Guia dos Teatros de 2007. O blogue agradece a todos os seus leitores o envio das suas nomeações para o mail guiadosteatros@gmail.com referentes às categorias de melhor peça, encenador, texto original português, adaptação, tradução, espectáculo solo, espectáculo infantil, actor, actriz, actor num papel secundário, actriz num papel secundário, elenco conjunto, actor/actriz revelação, musical, música original, direcção musical, cenografia, figurinos, coreografia, desenho de luz e sala de teatro.

Para mais informações ver o próprio
blogue.

CICLO DE CONFERÊNCIAS PARA O ESTUDO DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA


Iconografia Religiosa das Invocações Nacionais, dias 29 a 31 de Maio de 2008. Mais informações em aqui.

Segundo a organização das conferências, "este II Ciclo de Conferências pretende, não apenas suscitar o interesse pelo estudo da Iconografia da Devoção em Portugal (santos, beatos, mártires e invocações), como ainda accionar a abordagem objectiva de um tema que, apesar de recorrentemente focado, nunca foi verdadeiramente metodizado. Exercício de sistematização inédito em Portugal, reunirá um vasto e qualificado número de investigadores, cujos trabalhos contribuirão para o conhecimento e valorização de uma tão relevante área de estudos".

Local: Universidade Católica Portuguesa.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

COMERCIALIZAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E MARKETING DE AUDIOLIVROS


No próximo dia 15, pelas 18:00, no Auditório do Goethe-Institut Portugal em Lisboa, realiza-se uma mesa redonda dedicada ao tema Comercialização, distribuição e marketing de audiolivros, em alemão e português (tradução simultânea).
  • A arte acústica e os audiolivros estiveram em destaque no Goethe-Institut Portugal no último ano. Depois de um animado debate na conferência realizada no final de Novembro de 2007, queremos agora aprofundar a discussão com mais um evento dedicado ao tema. Após consultar várias editoras ligadas a esta área, seleccionámos como tema do próximo evento a Comercialização, distribuição e marketing de audiolivros. Dos desafios criados pelo download de ficheiros áudio à gestão de uma loja online, pretendemos incentivar o debate relativamente a práticas inovadoras de comercialização e marketing, tais como parcerias com empresas de aluguer de automóveis e estações de serviço, sem nunca esquecer a importância do contacto e cooperação com as livrarias tradicionais (informação dada pela organização da mesa redonda).
A mesa redonda contará com a presença de editores portugueses e um especialista alemão: Anke Hardt (directora comercial da Hörverlag de Munique), Sandra Silva (gerente da 101 noites), Albertina Dias (gerente da Solutions by Hardt) e João Cabral (editor da MHIJ Editores). Moderação: José Afonso Furtado (Fundação Gulbenkian).

Para obter mais informações, contactar:
audiolivros@lissabon.goethe.org.

OS BLOGUES SEGUNDO O OBERCOM


De um estudo agora divulgado pelo OberCom (Bloguers e Blogosfera .pt), conclui-se que os blogues são um meio de introdução pouco difundido (somente 20% das pessoas sabe o que é um blogue), os blogueiros portugueses têm maioritariamente perfil jovem (adolescente e jovem adulto), perfil mais acentuado entre os produtores de conteúdos de blogues, maioritariamente do sexo masculino, estudantes do ensino secundário e superior.

Conforme o mesmo estudo, a blogosfera em geral não é dominada pela prática jornalística nem pela agenda dos meios de comunicação tradicionais, canalizando preferências para a leitura, interacção e produção de blogues relacionados com entretenimento e lifelogs (discurso de tipo confessional), seguindo-se os blogues sobre comunicação e cultura e sobre temas polémicos da agenda noticiosa dos media tradicionais. É ainda incipiente a percepção da generalidade dos blogueiros portugueses quanto à utilização do meio para fins comerciais e profissionais.

Nota metodológica: resultados recolhidos através de inquérito por questionário a amostra representativa da população portuguesa (2000 indivíduos, com oito ou mais anos, residentes em Portugal Continental), no âmbito de estudo sobre a Sociedade Portuguesa em Rede 2006 (CIES-ISCTE), com a coordenação de Gustavo Cardoso (Cardoso, Espanha e Gomes, A Sociedade em Rede em Portugal 2006) e trabalho de campo realizado pela MetrisGfK durante o 2º trimestre de 2006.

NARRATIVAS FÍLMICAS E VIDEOJOGOS


  • Os filmes e os videojogos são na actualidade duas das formas mais relevantes da paisagem mediática, da criação artística e das indústrias culturais. Se o cinema se tornou um dos meios dominantes de expressão e criação ao longo do século XX, os videojogos têm-se apresentado, desde o fim daquele período, como um seu sério concorrente – e em diversos aspectos: no que respeita, por exemplo, à evolução tecnológica, à invenção formal, à relevância económica ou à influência social.

    Esta ideia de concorrência não deve, porém, denotar qualquer presunção de incompatibilidade. Pelo contrário, qualquer observação atenta permite verificar que é, sobretudo, numa lógica de integração e reciprocidade que estas duas manifestações culturais coabitam: por um lado, inserindo-se, frequentemente, em estratégias de produção e promoção convergentes ou mesmo coincidentes; por outro, propiciando uma recíproca influência artística, fazendo transitar gramáticas, temáticas e estilísticas entre os dois universos criativos.

    O trabalho que agora apresentamos propõe-se compreender e explanar as relações entre estes domínios, e fazê-lo de um ponto de vista muito específico: escusando-nos à abordagem economicista, sociológica, política ou psicológica e elegendo uma perspectiva sistemática – interessa-nos perceber os filmes e os videojogos a partir da sua organização formal e da sua lógica funcional. Esta é, estamos em crer, a estratégia epistémica mais pertinente para a compreensão daqueles tipos de texto enquanto realidades discursiva e fenomelogicamente complexas, isto é, a abordagem que melhor pode contribuir para a compreensão das relações entre as partes e o todo dos objectos em análise e da relação destes com os seus utilizadores. Tentaremos, assim, a inventariação de elementos e princípios específicos de cada tipo de texto e a averiguação das articulações e dissensões latentes ou manifestas que exibem no contexto da sua criação e da sua utilização.
Este é o começo do texto Narrativas Fílmicas e Videojogos, de Luís Nogueira, livro que resulta da tese de Doutoramento apresentada na Universidade da Beira Interior em Julho de 2007 e que pode ser consultado aqui.

JOVENS CRIADORES 2008


Já o indiquei no passado dia 3, mas volto a frisar a importância do concurso Jovens Criadores 2008, agora na sua 12ª edição.

Iniciativa conjunta do Instituto Português da Juventude e do Clube Português de Artes e Ideias e destinada a dar a conhecer artistas em início de carreira, até os 30 anos, de nacionalidade portuguesa ou residentes no país, as inscrições decorrem até 12 de Maio.



Informações : Clube Português de Artes e Ideias, telefone 213230090/1 ou e-mail jovenscriadores@mail.telepac.pt ou www.artesideias.com.

LIÇÃO DE FRANCÊS - 3


Bonsoir,
Tout ça pour vous dire que votre sujet m'a enthousiasmé: Mai 68, les nouvelles tecnologies, ce qui a changé dans les comportements...Qu'est-ce qu'on peut demander de mieux? Tout est là... On y est tous...
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Être à l'aise
quand on entre dans un texte et on s'y sent bien on le lit à notre aise, selon nos attentes, nos désirs. Moi, j'ai commencé à lire ce message et inconsciemment à changer la place du - i - dans les mots du titre...
bonjour

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domingo, 6 de abril de 2008

CORREIO DOS LEITORES


Domingo, 6 de Abril de 2008 17:57
Olá
Estou a estudar Relações Públicas e Publicidade, 1º ano.
Tenho uma cadeira de Teorias e Modelos da Comunicação, tenho um trabalho para fazer...escolher uma teoria e um modelo e aplicá-los aos dias de hoje! Estou "atrofiada" não me sai nada....alguma dica?
Obrigada
Gostei do seu blogue!
Cump's
(Nome)

Resposta: James Carey, o introdutor dos cultural studies americano, tem uma teoria com dois modelos: 1) transmissão, como o transporte de ideias e mensagens de um local para outro, de um emissor para um receptor, como um jornal faz habitualmente, modelo que é popular na universidade, 2) ritual, em que a comunicação é uma função social de construção de solidariedade e reafirmação de valores comuns dentro de uma comunidade.
No modelo de transmissão, o meio diz-nos o que aconteceu; no modelo ritual, o meio diz-nos o que somos.
Leitura: James Carey (1992). Communication as culture. Routledge: Nova Iorque e Londres.
Onde adquirir o livro: encomenda através da Amazon do Reino Unido (www.amazon.co.uk)
Cumprimentos,
(Nome)

Domingo, 6 de Abril de 2008 18:07
Caro (Nome),
Queremos agradecer a sua generosa ajuda ao ter-nos ajudado a divulgar (actividade). Reparámos, contudo, que já não consta do "Indústrias Culturais".
Foi-lhe enviado novo material, caso tenha disponibilidade para voltar a pôr online essa informação.
Antes de mais, muito obrigado pelo seu interesse ao ajudar-nos a promover a (actividade).
Atentamente,
(Nome)

Resposta: Por favor, envie esse material (no email anterior não vinha qualquer attach).
Cumprimentos,
(Nome)

Domingo, 6 de Abril de 2008 18:30
Caro (Nome),
Gostaríamos muito de poder contar com a sua participação na terceira edição das (Nome) que se realizam na próxima (dia de semana) em (local). A sua experiência na blogosfera constituiria, sem dúvida, um grande contributo para o debate.
Se puder participar, por favor efectue a sua inscrição através dos contactos que estão no convite.
Com os melhores cumprimentos,
(Nome)

Resposta: Eu publicitei o evento no meu blogue http://industrias-culturais.blogspot.com.
Não tenho possibilidades de estar presente, dado que (dia) tenho aulas durante toda a tarde (horas).
Desejo muito sucesso ao evento.
Cumprimentos,
(Nome)

FEIRAS DA PÁSCOA EM VIENA

UM PROJECTO DE PÓS-DOUTORAMENTO – QUE ME LEMBREI DE ESBOÇAR HOJE MAS NÃO VOU FAZER (1)


Em 2008, passam 40 anos do Maio parisiense. Não pretendo aqui fazer uma análise política nem de costumes, mas aproveitar a data para questionar o modo como as tecnologias da informação retrataram o movimento desse Maio e o que terá alterado até aos nossos dias. 40 anos são quase duas gerações – melhor, geração e meia.

Peguemos em algumas tecnologias, como o telefone fixo e o telefone móvel ou celular e a fila de atendimento no banco e o levantamento de caixa no multibanco ou a passagem via verde na auto-estrada. O que se ganhou? O que se perdeu? Que novas profissões? Que profissões desapareceram? Que hábitos novos?

Como hipótese teórica de trabalho – a confirmar ou não no final da minha investigação – julgo haver alterações como mais rapidez nos contactos humanos, mas igualmente mais fugazes e menos duradouros, com mais informalidade, maior especialização e necessidade de actualização, tecnologias mais amigáveis e de substituição rápida (descontinuidade tecnológica) associada à moda (a máquina mais recente como pequeno maior estatuto social).

Durante décadas, o telefone fixo foi uma peça feia, pesada, com cor preta dominante, um serviço lento, em que a comunicação "caía" frequentemente, provocando irritação nos seus utilizadores, e preços muito elevados. Além da lentidão, a oferta de serviços era escassa, pouco inovadora, e o processo de instalação de um telefone seguia um caminho burocrático, quase a exigir uma cunha para avançar mais rapidamente. Lento e caro repercutia-se no modo de uso – chamadas com mensagens curtas reflectiam essa mentalidade de controlo apertado de custos. A massificação do telefone deu-se nos anos 1970, campanha que vinha timidamente desde os anos 1950. A área da produção das empresas de telefones comandava, mas os anos 1970 e década seguinte promoveram a hegemonia da área comercial e de marketing. O telefone deixava de ser um produto e passava a serviço.

O surgimento dos primeiros telemóveis marcou o espanto mas não provocou a massificação – dada a dimensão e, em especial, os custos associados. Em Portugal, 1985 marca a data do lançamento dos primeiros telemóveis, coincidindo com a adesão do país à União Europeia (então CEE) e com o aparecimento dos centros comerciais (Amoreiras) e a ampliação da rede de auto-estradas. No dobrar e durante a década de 1990, o telefone celular deixou de ser um equipamento de estatuto social e massificou-se, em especial com o lançamento do cartão pré-pago, tecnologia adequada para países pobres e em vias de desenvolvimento, para quem o controlo dos gastos continua a ser um elemento essencial.

A concorrência entre empresas nos telefones celulares – o que não acontecera no telefone fixo, um serviço público – levou rapidamente à oferta de múltiplos serviços para captação de novos clientes. Embora nem sempre os mais adequados aos clientes – fazendo com que instituições de consumidores estivessem sempre alerta –, o certo é que novos terminais e novas funcionalidades foram sendo oferecidas enquanto diminuia o preço por chamada. Isto é, ao baixar o custo aumentou o tempo de duração das chamadas, levando a uma quase moda de falar por tudo e por nada, numa espécie de competição onde "eu recebo mais chamadas do que tu".

As redes sociais – ainda antes da internet – solidificaram-se graças ao uso permanente do telemóvel (que também é um instrumento de controlo para se saber o que o outro está a fazer embora não se saiba aonde, dada a mobilidade geográfica dada pelo aparelho).

Que alterações nas profissões das telecomunicações? Os empregados de centrais telefónicas (genericamente designados por mecânicos) desapareceram em pouco mais de dez anos, muitos deles dificilmente reconvertíveis da perspectiva tecnológica. As telefonistas acumularam funções de recepcionistas ou secretárias e, em muitos casos, as máquinas substituiram as suas funções. Mais tarde, outras funções foram transferidas para computadores. Em termos de uso, e para além da massificação (há mais telefones celulares que habitantes em muitos países ocidentais) e do crescente uso do equipamento para chamadas, o salto foi dado com a oferta de serviços. De mensagens (SMS) aos toques de telefone e, mais recentemente, à possibilidade de fazer imagens fixas e em movimento, tornando o terminal um equipamento multifunções, sendo crescentemente a menos importante a inicial – telefonar. Mas o equipamento permite também jogar jogos e a futura massificação da internet passa por esse aparelho.

Assim, os hábitos em torno do equipamento mudaram muito profundamente, fazendo dele uma das tecnologias que mais mudou o comportamento humano, como estar sempre acessível e actualizado, numa mistura cada vez maior entre público e privado (o telefone, ao tornar-me sempre acessível, estabelece um continuum entre a actividade profissional e o contacto profissional mesmo nas horas de descanso ou lazer).


[continua]

sábado, 5 de abril de 2008

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS


No dia 18, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano consagrado ao "património Religioso e Espaços Sagrados". Em Oeiras, o programa inclui uma visita guiada ao património religioso do centro histórico do concelho, no sábado dia 19. Começa às 9:30 e depende de inscrição prévia. No próprio dia 18, há a tertúlia dedicada ao tema, na galeria-livraria Verney, com Isabel Boavida, Jorge Miranda e João Luís Cardoso; já no dia 19, pelas 21:30, haverá ainda um concerto de órgão na igreja matriz de Oeiras, por Rui Paiva.

[lido na agenda cultural 30 DIAS, de Oeiras]

EXPOSIÇÃO SOBRE JOÃO ABEL MANTA


De 10 a 28 de Abril, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadora (CNBDI), estará patente a exposição Um sabor de desenho, homenagem a João Abel Manta.

A FNAC EM "OS MEUS LIVROS"


O tema de capa da revista Os Meus Livros de Abril é a literatura africana. A publicação traz igualmente um boa entrevista com Alice Vieira, quatro páginas dedicadas às fotobiografias e duas páginas aos livros sobre o desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann.

Mas o que fixei foi a entrevista dada por Enrique Martinez, director-geral da FNAC Espanha e responsável pela região da península ibérica (inclui, pois, Portugal). Ficamos a saber que as lojas que mais livros vendem são as situadas no centro das cidades (Chiado em Lisboa e Santa Catarina no Porto). 25% do total da facturação respeita a livros (média: 60% de produtos técnicos, 40% de produtos editoriais, que inclui discos e livros, logo 15% são discos). Martinez define as suas livrarias como tendo uma ampla gama de oferta, mais de 150 mil referências, em que os vendedores são independentes nas escolhas (ofertas, promoções e destaques), têm um nível de educação médio ou alto e são jovens.

A FNAC trabalha com mais de 500 editoras, sendo 350 consideradas pequenas. A rotação de títulos elevada é defendida porque a quota de ecrã de televisão ou o metro quadrado da livraria a isso leva. A alternativa a essa rotação parece ser a internet, que tem crescido bastante mas não ultrapassa ainda o 1,5% da facturação. O cartão FNAC é um elemento de fidelização de clientes, havendo hoje mais de 240 mil aderentes, que representam 40% das vendas. Com 12 lojas vão abrir mais três este ano, esperando ter 20 lojas em 2011. Cada loja custa cerca de 3,5 milhões de euros. Em 2007, a FNAC começou o projecto de responsabilidade social "Infotecas FNAC/AMI" em V. N. de Gaia.

MERCADO CULTURAL AO VIVO


É o título do curso promovido a partir de 17 de Maio, em São Paulo (Brasil).

[ver mais informação em
http://www.escolasaopaulo.org/]

SOBRE OS INTELECTUAIS


No âmbito das actividades do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (Universidade Católica Portuguesa), a professora Maria Laura Bettencourt Pires vai dar uma conferência no próximo dia 10, pelas 15:00 (Sala Brasil, edifício da Biblioteca, 1º andar, na UCP), intitulada Public Intellectuals - Past, Present and Future.

Laura Pires é docente daquela universidade, tendo-se notabilizado na investigação e produção literária nas áreas da cultura e da cultura americana.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

IGREJAS DE VIENA


As igrejas são Votiv, Santo Agostinho, Schotten, catedral de Santo Estevão (Stephans) e S. Pedro.


LIÇÃO DE FRANCÊS - 2


Bonjour,

Bien trouvé ! J'aime le titre: il fait preuve d'un humour chaleureux, bienveillant. Et de l’imagination...On aime tous se faire surprendre et avoir de belles surprises!

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

JOVENS CRIADORES 2008


Estão abertas as inscrições para o concurso Jovens Criadores 2008, iniciativa conjunta do Instituto Português da Juventude e do Clube Português de Artes e Ideias e destinada a dar a conhecer artistas em início de carreira (até aos 30 anos), de nacionalidade portuguesa ou residentes no país.

As áreas a concurso são Artes Plásticas, Banda Desenhada, Ilustração, Ciber Arte, Fotografia, Vídeo, Dança, Música, Design de Equipamento, Design Gráfico, Joalharia, Moda e Literatura.
Inscrições até 12 de Maio.

Para saber mais, ver o sítio
http://www.artesideias.com/ ou através do e-mail: jovenscriadores@mail.telepac.pt.

PRÉMIO CRIATIVIDADE EM MULTIMEDIA


A ZON Multimedia está a promover o Prémio ZON Criatividade em Multimedia, com dois objectivos: 1) incentivar e contribuir para a promoção e desenvolvimento da indústria multimedia e audiovisual em Portugal, e 2) distinguir trabalhos que reflictam os valores da ZON Multimedia (competência, inovação e diversidade).

Os trabalhos serão distribuídos em 3 categorias: 1) aplicações, 2) conteúdos multimedia, e 3) curtas-metragens.


Para saber mais, consultar o sítio ZON Multimedia ou o email premiozon@zon.pt.

BLOGUES E EMPRESAS EM DISCUSSÃO



No dia 10 de Abril, pelas 15:00, no Museu da Electricidade (Lisboa), vai discutir-se o tema Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?, no que será a terceira edição das Conversas Unicer [via PrintScreen].

O debate contará com a presença de António Pires de Lima (Unicer), bem como Bruno Giussani (blogueiro, investigador, empresário e antigo director de estratégia do Fórum de Davos), António Granado (editor do Público Online), Eduardo Correia (professor de gestão), Luís Paixão Martins (consultor de comunicação), Maria João Nogueira (responsável da plataforma dos blogues da Sapo) e Paulo Querido (jornalista e blogueiro).

LA SONNAMBULA, DE VINCENZO BELLINI


A história da ópera de Bellini conta-se depressa: Amina está noiva de Elvino, mas é vista perto do quarto do conde Rudolfo. Elvino zanga-se com ela e anuncia a retomada de uma relação antiga com Lisa. O conde nega qualquer envolvimento e diz que Amina é sonâmbula, o que explica o comportamento dela. O regresso de Elvino para junto de Amina é lento e ocupa todo o segundo acto.

A representação na Wiener Staatsoper teve Patrizia Ciofi como Amina, Antonino Siragusa como Elvino e In-Sung Sim como Rodolfo.



Procurei no Google informações de Patrizia Ciofi, que ilustrassem melhor a magnífica voz, e descobri um pequeno vídeo no
YouTube, a não perder (O mio babbino caro, de Gianni Shicchi).