segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

SOBRE A SOCIOLOGIA DO JORNALISMO


Na sociologia do jornalismo, há duas correntes distintas. A primeira, liberal-pluralista, indica que o mercado tem mecanismos de correcção e que as notícias são produzidas livremente, isto é, os jornalistas podem publicar as notícias mais incómodas num ou noutro meio de comunicação. A segunda, radical, diz que as empresas de jornalismo são capitalistas e os jornalistas nunca conseguem escrever livremente, condicionados por recursos financeiros ou por pressões vindas externamente ou da própria direcção do meio. Alguns investigadores, nomeadamente os oriundos do universo anglo-saxónico têm produzido uma terceira corrente, em que celebram as vantagens das duas posições anteriores: nem sempre o mercado resolve as contradições, pois se verifica uma pressão dos poderes (político, económico), mas existem forças de equilíbrio devido à presença de meios de comunicação em concorrência permanente.

José Pacheco Pereira (Público, 6 de Dezembro) tem uma visão que oscila entre a segunda e a terceira posição. No texto em apreço, ele parte de um acontecimento (2º Encontro Nacional dos Centros Novas Oportunidades) para constatar a manipulação noticiosa. No caso, e apesar da não prevista, a intervenção do Primeiro-Ministro foi o centro das notícias televisivas. Embora Pacheco Pereira veja como muito positivo o arranque da iniciativa das Novas Oportunidades, a sua presença nesse acontecimento permitiu-lhe observar como se passa a recolha e produção noticiosa. Após a intervenção do Primeiro-Ministro, os jornalistas foram-se todos embora, o que levou o historiador e articulista do Público a acrescentar à sua comunicação uma referência à politização e governamentalização da iniciativa.

O peso da pressão política sobre os media e sobre os jornalistas é o mote da entrevista de Rosa Pedroso Lima feita a Luís Miguel Viana, director de informação da Agência Lusa (Expresso, 6 de Dezembro). A Lusa tem vários sócios, entre os quais o Estado, com 50% de capital, pelo que é previsível os "telefonemas dos gabinetes" ministeriais. Viana desvaloriza, dizendo que a pressão é igual em outros locais onde trabalhou, como o Público e o Diário Económico: "Não há mudança de padrão naquilo com que ligo agora em relação àquilo com que lidei nos últimos 20 anos". Se a jornalista que entrevista insiste na pressão, o jornalista entrevistado nega. Sobre o tema que tem empolado a discussão em torno da isenção e objectividade da agência - 0,1% do crescimento económico é visto pela agência como crescimento enquanto outras perspectivas apontam para a estagnação - o jornalista acha inatacável a primeira posição.

A entrevista vem, se quisermos, dar razão a Pacheco Pereira, quando este fala em pressão. Mas a pressão é sempre exercida, reafirma Luís Miguel Viana. A conclusão aponta para uma relação entre fontes poderosas e jornalistas como de equilíbrio muito instável e a pender com frequência para o lado das fontes. O exercício do jornalismo livre e independente é uma busca permanente. Isso faz-se com jornalistas conhecedores e fortes, sem o cutelo da precariedade de trabalho que está na base de muitas das contradições apontadas por Pacheco Pereira, apoiados em organizações jornalísticas com uma linha editorial coerente e saúde financeira quer na venda de exemplares ou audiências e na publicidade associada aos seus produtos mediáticos.

Uma das possibilidades de revitalizar a independência é o surgimento de novos meios, nomeadamente na imprensa (apesar dos anos mais recentes terem mostrado uma perda de influência dos media impressos). Uma proposta recente é a revelação do lançamento de um jornal diário em 2009, pertencente ao grupo económico Lena. Martim Avillez Figueiredo (em entrevista a Anabela C. Campos, Expresso, 6 de Dezembro) demarca-se da etiqueta "colado ao PS", o actual partido no poder político, ao defender que o seu projecto é "um jornal preocupado em trazer para as suas páginas e para o online opiniões e escolhas editoriais que ponham as pessoas a pensar". O jornal do grupo Lena procura o público-alvo ocupado pelo Público, classe exigente em investir em informação, mais a sul que a norte.

A entrada desse novo jornal traz uma maior competitividade ao meio da informação. Pegando em conceitos de Pierre Bourdieu, o campo social passa a ter mais agentes sociais que provocam uma adaptação do campo e o estabelecimento de novos equilíbrios. O combate à rotina favorece, ainda que indirectamente, a liberdade e a produção de ângulos diferentes nas notícias. Mas não podemos esquecer factores como a concorrência (que pode desencadear o uso de notícias leves e sensacionalistas para vender), a descapitalização (proveniente da actual crise e que conduz a realinhamentos com o poder de serviço, como indicam as palavras de Eduardo Cintra Torres sobre a SIC no seu último artigo no Público, 5 de Dezembro), a existência de jovens jornalistas (com contratos precários e ainda sem uma forte cultura jornalística) e os baixos níveis de literacia do país, que levam a maioria a consumir produtos mais frágeis de informação (publicações sobre televisão ou futebol) e a mantém alheada do espaço público e político das ideias.

domingo, 7 de dezembro de 2008

NA MORTE DE ALÇADA BAPTISTA

O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu hoje em Lisboa, aos 81 anos (nasceu em 1927). De entre outras actividades, foi director de O Tempo e o Modo (1ª série), autor de livros como Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus (1971), Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança (1982) e Os Nós e o Laços (1985) e defensor da liberdade e dos direitos do homem. Retiro da notícia do Público a imagem do "escritor de afectos", "com uma sensibilidade feminina", como um dia disse de si mesmo.

LANÇAMENTO DO LIVRO DE TIAGO BAPTISTA

Vai ser no dia 9, pelas 18:30, na Livraria Pó dos Livros, à rua Marquês de Tomar, 89 A, Lisboa. O apresentador vai ser João Bénard da Costa, director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. O livro chama-se A Invenção do Cinema Português.

SANTOS (LISBOA) - UM BAIRRO CRIATIVO


"Criar um laboratório dedicado à produção e mostra de design, promover a recuperação do Jardim Nuno Álvares e disponibilizar Internet sem fios nas ruas e esplanadas são alguns dos projectos da Associação Empresarial do Bairro de Santos. Após três anos de actividade, a associação orgulha-se de ter colocado a zona no mapa como «cluster do design», mas lamenta a falta de apoios públicos", lê-se no Público de hoje em artigo escrito por Inês Boaventura.

Gustavo Brito é o presidente do Santos Design District, com quinze associados e outros parceiros como restaurantes, museus e o teatro A Barraca. O mapa abaixo, que retirei da edição do jornal Público, exemplifica melhor a importância deste bairro criativo (para ver melhor, clicar em cima da imagem). Sem ordem de preferência ou hierarquia, enuncio algumas das entidades ali presentes: museus (Museu da Marioneta, Museu das Comunicações, Museu Nacional de Arte Antiga, Centro Português de Serigrafia), (escolas superiores e de formação ligada à arte e tecnologias (Universidade Autónoma, IADE, ETIC), Livraria Guarda Mor e Teatro A Barraca.

PINTURA DE ANA PIMENTEL NA GALERIA SETE (COIMBRA)

A partir de 13 Dezembro (21:30) e até 17 de Janeiro de 2009, Ana Pimentel expõe, na Galeria SETE (Av. Elísio de Moura,53, Coimbra), um conjunto de obras subordinadas ao título Flowers & Champagne.

Do texto de apresentação da exposição, lê-se: "A partir de um elaborado e organizado processo de trabalho, a Obra de Ana Pimentel incide na ligação entre Arquitectura e a Natureza. A Arquitectura foi sempre um elemento central na construção da sua Obra, sendo indissociável desta, o conceito de Tempo e de Identidade. A Arquitectura, como elemento que molda a nossa vida quotidiana e que qualifica o espaço construído em que nos movemos, sendo aqui o elemento tempo essencial para a sua percepção. A Identidade dos Espaços físicos ou sensoriais surge na Obra de Ana Pimentel, associada a elementos comuns que constituem com o passar do tempo, também eles elementos da nossa própria Identidade, na medida em que nos apropriamos deles. Sejam essas referências, o cheiro de uma flor, a memória de um Lugar, o toque distinto de um bordado, o sabor de um fruto, ou o som de um Espaço".


Ana Pimentel vive e trabalha no Porto. Ao longo do seu percurso, recebeu diversos prémios e distinções, como o 1º Prémio SOCTIP, Jovens Pintores (1991), o 1º Prémio GALP do Instituto Superior Técnico de Lisboa (1991), Prémio Aquisição BP OIL EUROPE (Bruxelas 1992), Prémio VESPEIRA (1993), Prémio IBERDROLA (Espanha 1994), Prémio MDS/ SONAE (2000), Menção Honrosa Prémio MACAU de Pintura (Macau 2001), Prémio ESPECIAL do JÚRI (Marinha Grande 2004). Este ano, realizou uma exposição Individual na ISM Gallery (Miami) e integrou exposições colectivas na Primo Piano Gallery (Lecce, Itália) e na Galerie Denise Van de Velde (Aalst, Bélgica).

FOTOGRAFIAS DE CARLOS ROMÃO

Estas duas imagens mostram paisagens de Ervedosa do Douro, S. João da Pesqueira, e foram tiradas por Carlos Romão, do blogue Cidade Surpreendente, a quem agradeço autorização para reprodução. Este blogue é uma permanente e agradável surpresa.

CONCERTOS DE NATAL

sábado, 6 de dezembro de 2008

ESTUDOS DO JORNALISMO NO CONGRESSO DA SOPCOM

A todos os investigadores interessados no campo dos estudos jornalísticos, convidam-se a apresentar propostas de comunicação ao 6º Congresso da SOPCOM (conjuntamente com o 4º Encontro Ibérico Ibérico, na Universidade Lusófona, Lisboa, em 14 e 15 de Abril de 2009). O prazo para o envio de propostas acaba no próximo dia 15.

As comunicações poderão incidir em estudos empíricos sobre a realidade portuguesa e o contexto internacional, incluindo estudos de caso e trabalhos comparativos, bem como em estudos de pendor mais teórico e/ou metodológico. Valorizam-se especialmente os seguintes: 1) Questões éticas e de deontologia, 2) Abordagens de natureza histórica, 3) Perfil e redefinição da profissão, 4) Relação entre públicos e jornalismo, 5) Questões de epistemologia do jornalismo, 6) Empresas mediáticas e condições de exercício da profissão, 7) Formação inicial e contínua, 8) Impacto das tecnologias, 9) Jornalismo especializado, 10) Fontes jornalísticas e agenda das redacções, 11) Regulação e auto-regulação em jornalismo.

Para consultar as condições de apresentação das propostas, recomenda-se a consulta do sítio do congresso (SOPCOM 2009), na secção Call for Papers (zona em cuja parte final se encontra o formulário próprio).

II JORNADAS DE REFLEXÃO ESTRATÉGICA DA ARTEMREDE


É no próximo dia 11, pelas 10:00 e no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, que se realizam as Jornadas de Reflexão Estratégia da
ARTEMREDE (2008-2015), projecto de desenvolvimento cultural centrado na qualificação da actividade dos teatros dos seus associados.

As jornadas alargam-se a

  • diversos agentes públicos e privados das áreas da cultura, do ensino, do desenvolvimento regional, no sentido de contribuir para o debate sobre estas temáticas. As cidades são hoje o verdadeiro espaço colectivo de pertença simbólica, de desenvolvimento da cidadania, de criação e distribuição de conhecimento, riqueza e cultura. Assim, há que desenvolver políticas de cidade que valorizem a identidade, o património e as formas de expressão artística num quadro de aprofundamento da educação para a cultura e de reforço da igualdade de acesso e de participação nas actividades culturais.

Do programa, consta a conferência A Cultura e as Políticas de Cidades, com a participação de Pedro Costa (investigador em Planeamento Regional e Urbano e docente do ISCTE) e Pascale Bonniel-Chalier (Formadora e Consultora na área da Cultura do Conselho da Europa e da Câmara de Lyon). Na segunda parte da reflexão, será apresentado o Plano Estratégico da ARTEMREDE (inscrições para o e-mail: artemrede@artemrede.pt).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PARTIDO POLÍTICO COM CANAL DE TELEVISÃO ONLINE

Tenho um grande apreço por Rui Marques. Ele escreveu uma das mais sólidas teses de mestrado que eu conheço, depois editada pela Porto Editora. Título: Timor-Leste: o Agendamento Mediático (2005). No blogue, analisei a sua obra aqui e aqui.

No ano lectivo passado, vi com muito agrado a sua inscrição no programa de doutoramento da Universidade Católica, após uma passagem muito útil para o país como segundo principal responsável e depois como responsável máximo do ACIME (Alto-Comissariado para e Imigração e Minorias Étnicas). Mas rapidamente me apercebi que o seu interesse estava na política. Estava na fase de criar o MEP (Movimento Esperança Portugal). Desde então tenho recebido na minha caixa de correio electrónico newsletters do MEP, não por ter aderido ao seu movimento mas pela amizade e respeito mútuo que se instalou entre nós aquando da sua passagem no mestrado.

Homem ligado às tecnologias digitais, Rui Marques é o obreiro da relação forte e inovadora do seu movimento com a internet. Por isso, registo o lançamento, ontem, do canal de televisão online, com vídeos que incluem iniciativas do movimento.

ELIHU KATZ NA UNIVERSIDADE DE LEEDS NO DIA 9

O professor Elihu Katz vai ser o conferencista do colóquio (lecture) Jay Blumler deste ano no Institute of Communications Studies da Universidade de Leeds.

Elihu Katz é professor na Annenberg School of Communication da Universidade da Pennsylvania e é um dos mais conceituados autores dos media, tendo escrito ou co-escrito textos como Personal Influence (com Lazarsfeld), Media Events (com Daniel Dayan, e de que existe uma tradução em português), Mass Media and Social Change e Broadcasting in the Third World. A conferência terá lugar às 17:00 do dia 9 no auditório Clothworkers Centenary e debruçar-se-á sobre o trabalho mais recente de Katz, O Fim da Televisão?

Para os organizadores do evento, será uma ocasião imperdível para os que se interessam pelo papel social dos media, a história dos media e a comunicação política contemporânea.

AINDA A UNIVERSIDADE DE LEEDS - CONFERÊNCIA SOBRE CULTURAS VIVAS

Living Cultures – Contemporary Ethnographies of Culture é o tema da conferência de dia e meio organizada pelo Institute of Communications Studies da Universidade de Leeds em 30 e 31 de Março de 2009. Objectivo: investigar os processos que implicam o significar e o consumo, produção e mediação simbólicos.

Conferencistas convidados (Keynote speakers): Professor Georgina Born (University of Cambridge) e Professor Les Back (Goldsmiths College, University of London). Comissão organizadora: Media Industries Research Centre (MIRC), Professor David Hesmondhalgh, Dr. Mark Rimmer (m.rimmer@leeds.ac.uk), Dr. Chris Paterson e Anna Zoellner.

Para apresentar comunicações, o call for papers termina a 16 de Janeiro de 2009, devendo escrever um texto de candidatura até um máximo de 250 palavras. O endereço de email para esclarecimentos e envio de propostas é ics-conferences@leeds.ac.uk.

ELEMENTOS PARA UMA CULTURA DA CELEBRIDADE

Diz Jessica Evans que a celebrização é o processo pelo qual alguém fica celebridade, é o processo em que se fabrica a celebridade, processo de um inegável significado social e político (2005: 12-13). Eis o grande tema de Evans – a celebrização ou manufactura mediática das celebridades –, dentro do livro Understanding media: inside celebrity. A cultura da celebridade torna-se uma tendência crescente dentro da actual sociedade, assente em nivelamento social, democracia populista e declínio cultural, sendo por isso criticada. Argumenta-se a exploração comercial de um conjunto de tecnologias dos media – comprar e vender produtos mediáticos no mercado. Uma audiência pode determinar quem se torna celebridade, caso de programas da "televisão da realidade" como o Big Brother, em que o público expressa as suas preferências votando o vencedor.

Há regras rigorosas e violentas. Primeiro, a celebridade hoje em voga será inevitavelmente esquecida amanhã. Cada celebridade distingue-se das outras, pelo talento, pelo reconhecimento em si ou porque se é famoso porque se é famoso. Segundo, se a antiga celebridade era lendária ou nobre, referencial de virtude, honra e integridade, hoje ela tem uma obsessão narcisista, pertence a uma cultura que prefere a gratificação instantânea a recompensas de longo prazo. Diminui a fronteira entre esferas sociais e institucionais, público e o privado, a notícia e o entretenimento. Terceiro, a celebridade é a metáfora da condição da sociedade contemporânea ligada a valores culturais do efémero e do superficial. Quarto, a celebridade depende dos media para existir. Evans nota que, entre 1890 e 1930, os media (fotografia, imprensa, filme) criaram ideias novas e importantes sobre as estrelas. Quinto, o carisma das celebridades é dado por uma distância face à sua audiência. Esta distância é simultaneamente próxima e longínqua, julgando-se partilhar a intimidade (a casa ou o novo namorado que aparecem na revista, a ideia de pessoa como nós, com alegrias e problemas como nós) mas a que se junta o fabrico constante de informação para manter a atenção sobre a celebridade (excentricidade, polivalência), verdadeiro ou inventado.

A celebridade requer mediação, estabelecendo um forte significado dos textos que circulam na criação da imagem de uma pessoa. É aquilo a que Jessica Evans chama de persona mediada da celebridade (persona em latim significa máscara usada por um actor), designação que recorda a celebridade como categoria absolutamente dependente dos media.


Se as celebridades mediáticas vinham do teatro e da revista, juntaram-se depois as estrelas do cinema, traduzidas pelas personagens que representam num dado filme e pelas suas vidas privadas. Passou a existir uma intertextualidade de indivíduos e de filmes, primeiro restringida à prática profissional (personagens representadas no filme), depois reconhecidas pelo rosto, nome e vida privada.

Na década de 1920, continua Evans, o jornalismo de celebridades nos Estados Unidos tornava-se constante. Hollywood passaria a ser a terceira principal fonte noticiosa dos Estados Unidos. Os valores do entretenimento e o sistema das estrelas de cinema fundiam-se com a reportagem noticiosa, enquanto enfraqueciam as distinções entre vida pública e privada.

Leitura: Jessica Evans e David Hesmondhalgh (ed.) (2005). Understanding media: inside celebrity. Milton Keynes: Open University Press

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

MEDIA & JORNALISMO

Cristina Ponte, directora da revista Media & Jornalismo, conjuntamente com Nelson Traquina e Carla Baptista, fala do número mais recente da revista sobre os cem anos do ensino do jornalismo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MAKE INTERNET TV

A seguir o sítio Make Internet TV, que contém instruções passo a passo para a produção, edição e publicação online de vídeos. Em breve, o Make Internet TV mostrará pequenos vídeos experimentais. O sonho de cada indivíduo ser produtor e difusor de televisão parece próximo.

AUDIÊNCIAS DE TELEVISÃO

"Em Novembro de 2008, a TVI obteve 30,5% de share de audiência, a RTP1 registou 25,8%, a SIC obteve 23,8%, a RTP2, 4,9% e o cabo e outros canais 15,0%" (dados da Marktest Audimetria/MediaMonitor).


O top de programas de Novembro é o que segue:

JOALHARIA

Ver o sítio da Escola de Joalharia do Birmingham Institute of Art and Design.

JORNADAS DE COMUNICAÇÃO NO INSTITUTO DE NOVAS PROFISSÕES 2008/2009

ANTÓNIO LOBO ANTUNES


O escritor português António Lobo Antunes recebe o Prémio FIL em Guadalajara, México (imagem do jornal El Pais).

A PROFISSÃO DE JORNALISTA

Escreve Inês Sequeira hoje no Público: "O número de jornalistas em Portugal multiplicou-se por seis desde meados dos anos 80. A velha tribo que aprendeu a profissão "na tarimba" deu lugar a redacções com horários de trabalho e vida lá fora para lá do jornalismo, mas as preocupações com o que será o futuro do profissão estão cada vez mais vivas".



A jornalista destaca uma investigação coordenada por José Rebelo, trabalho ainda a publicar: "Os mais novos representam hoje a grande maioria dos jornalistas, mas estão também a envelhecer: a idade com mais peso vai dos 30 aos 40 anos e representa 44,1 por cento dos profissionais, de acordo com os dados dos titulares de carteira profissional em 2006. Seguem-se os profissionais com 41 a 55 anos (26,8 por cento). E as dificuldades na entrada, enquanto crescem pressões para a saída, reflectem-se também aqui: até aos 29 anos, são apenas 16,8 por cento; com mais de 55, 12,2 por cento".

FIGURANTES PARA FILME NO BRASIL

Com base numa notícia de A Tribuna Online, fica a saber-se que hoje e amanhã se aceitam candidatos a mil (1000) figurantes do filme Lula, o Filho do Brasil, a rodar em breve (ver endereço da empresa de casting no link acima).

Característica principal dos candidatos: idade mínima de 18 anos, pois o filme aborda a trajectória do presidente brasileiro desde o seu passado como sindicalista. Também se podem inscrever portadores de deficiência (a notícia não indica outros pormenores). Bilhete de identidade e uma fotografia são outros requisitos para a candidatura.

A concorrência é forte, pois já há 400 inscritos. Por ser um filme de época, 90% dos figurantes serão de sexo masculino. A história inicia-se com a partida do pai de Lula para São Paulo, em 1945, e termina com a morte da mãe, em 1980.

JORNAIS E REVISTAS

Jornais e Revistas é o nome do sítio que fornece gratuitamente um resumo diário de imprensa. No final da página tem a seguinte "Nota Legal":

O Jornais e Revistas é um portal que procura e organiza jornais e revistas, para permitir uma experiência mais rica por parte dos leitores. Garantimos também um acesso directo ao site de cada publicação. O conteúdo de cada publicação é da inteira responsabilidade das respectivas equipas editoriais. O Jornais e Revistas procura garantir em absoluto todos os direitos de autor de cada publicação.



Para mim, como para qualquer leitor de imprensa, é um sítio fantástico. Além da imprensa diária, tem também informação sobre revistas semanais, remetendo sempre para os sítios da internet. Para mim, passou a ser uma tarefa diária a consulta do Jornais e Revistas, antes de tomar a decisão de comprar exemplares em papel.

As perguntas são: este é um serviço legal? O sítio paga mesmo direitos de autor?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

6º CONGRESSO DA SOPCOM

De 14 a 18 de Abril de 2009, na Universidade Lusófona (Lisboa). Além do 6º congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), decorrerão o 8º Congresso LUSOCOM e o 4º Congresso IBÉRICO, com os temas Sociedade dos Media: Comunicação, Política e Tecnologia, Comunicação, Espaço Global e Lusofonia e Redes, Meios e Diversidade Cultural no Espaço Ibérico.


O sítio do congresso é aqui.

EXPOSIÇÃO COIMBRA FORA D'HORAS EM LYON

Com fotografias de José Maria Pimentel, até 19 de Dezembro de 2008, no âmbito do EUNIC Lyon, no Goethe Loft em Lyon (informação enviada por Graça Fróis, a quem agradeço).

TEATRO DA ESCOLA DA NOITE (COIMBRA)

A Escola da Noite estreia 700 máscaras à procura de um rosto ou Um artista da fome, no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 21:30, no Teatro da Cerca de São Bernardo.

Na instalação teatral serão expostas mais de 700 máscaras concebidas e construídas por António Jorge e que inclui a abordagem do texto Um artista da fome, de Franz Kafka.


O Teatro da Escola da Noite fica na Cerca de São Bernardo, em Coimbra. Para saber mais, consultar o sítio do teatro Escola da Noite.

MUDANÇA DE IMAGEM.

Agradecemos a vossa visita mais tarde. Introduziremos novas facilidades assim que for possível. Mas prometemos ser breves.

Incluo os anteriores templates (à esquerda, em especial o de baixo, que esteve na internet sensivelmente desde Fevereiro de 2005), como indico na mensagem de 17 de Março de 2006. À direita, em baixo, o template que vigorou desde 20 de Outubro de 2006, com design de José Nunes, a quem agradeço todo o apoio (a fotografia da imagem representava Maria Arliette Rodrigues Moreira, pequena cantora da Rádio Peninsular, Lisboa, nos começos dos anos de 1930, numa homenagem à rádio). O novo template apresenta-se a partir de uma proposta de Elke di Barros (Templates e Acessórios) e está na minha página desde o final da tarde de hoje (a imagem do frontispício representa a placa da rua dos irmãos Lumière, em Lyon, França, numa homenagem ao cinema).

REFORMA ORTOGRÁFICA


Recebi a seguinte informação do grupo Abril (Brasil):

Grupo Abril antecipa reforma ortográfica em seus livros e revistas

4,5 milhões de livros das editoras Ática e Scipione já foram impressos com as novas regras; revistas da Editora Abril serão publicadas com a reforma a partir de 1º de janeiro de 2009

São Paulo, 1º de dezembro de 2008 – O novo acordo ortográfico já faz parte das publicações do Grupo Abril e de várias ações da empresa. Na Abril Educação, que reúne as editoras Ática e Scipione, os primeiros passos rumo à nova ortografia foram iniciados em maio, por meio da revisão dos livros do catálogo e da diagramação. A partir de janeiro de 2009 todas as revistas publicadas pela Abril, além de outras comunicações do Grupo também já estarão adaptadas às novas regras.

A integração de diversas áreas internas do Grupo Abril permitiu ainda levar a discussão à comunidade. Preocupada com a adaptação dos professores às mudanças, o Grupo Abril, representado pela Fundação Victor Civita em conjunto com a Abril Educação e a área de Serviços Editoriais, promove no dia 4 de dezembro, às 17h30, um encontro sobre as principais mudanças do novo acordo ortográfico na Praça Victor Civita.
[texto continua, mas não publico aqui essa extensão]

Há um mês atrás um editor de Brasília dizia-me que, a partir do próximo ano, os seus livros iriam transitar da ortografia antiga para a nova. E, em Portugal, quem publicita a mudança ortográfica? Mesmo que não se concorde, de que se está à espera? De enfiar a cabeça na areia?

A TELEVISÃO DA CPLP


O Ministério da Cultura do Brasil vai realizar em 2009 o primeiro DocTV CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Prevê-se ainda a realização de concursos de documentários nos países envolvidos, além de oficinas de produção e a exibição dos filmes realizados nas televisões públicas de todos os países.

Para Paulo Alcoforado, director de audiovisual da Secretaria do Audiovisual do ministério brasileiro, participarão no projecto os oito países da Comunidade e a região autónoma de Macau, na China.


No próximo mês de Janeiro, representantes dos países-membros encontrar-se-ão na cidade de Salvador para uma oficina de planeamento executivo. Após três meses de preparação, serão feitos concursos nacionais. Os seleccionados participarão de oficinas de criação durante dois dias em Moçambique.

Fonte: Cultura e Mercado (27 de Novembro)

O USO DO YOUTUBE PELOS JORNAIS AMERICANOS


Mark S. Luckie apresenta um mapa interactivo em que detalha os jornais americanos que utilizam o YouTube e ligam às suas páginas de internet.

Os jornais com páginas no YouTube vão do
Honolulu Advertiser, do Hawaii, ao Chicago Tribune, de Illinois, e ao Washington Post, e incluem jornais em 41 estados.

As páginas incluem vídeos com notícias e outras aplicações para assinantes e visitantes. O blogueiro Andy Dickinson tem também
mapa semelhante dos jornais do Reino Unido.


Fonte: The Editors Weblog (texto de Rosemary D'Amour)