sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PROVA DE AUTOR

PROVA DE AUTOR é um projecto artístico, experimental e sensível, da autoria da fotógrafa Susana Paiva, dedicado à produção, promoção e difusão de projectos editoriais singulares, nomeadamente livros de artista. O projecto visa recentrar o poder de decisão, frequentemente detido por outrém, no próprio autor. PROVA DE AUTOR retoma assim uma ideia há muito abandonada – a da liberdade artística individual. PROVA DE AUTOR subsiste exclusivamente graça a um conjunto de apoios individuais por parte de cidadãos que acreditam na mais valia de projectos sensíveis desta natureza.

Ver mais em PROVA DE AUTOR.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PINTURA DE JOSEF BOLF

A Galeria Arthobler (Rua Miguel Bombarda, 624, Porto) apresenta a primeira exposição individual do artista checo Josef Bolf, Matt glass of double doors, a partir de 17 de Setembro. Nascido 1971 em Praga, os temas mais comuns no trabalho de Josef Bolf andam em torno da vulnerabilidade, do infantilismo, da destruição e a limitação da comunicação, tentando trabalhar o mais autêntico possível com o que quer transmitir – emoções e estados de espírito.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA EM SETÚBAL

RADIO EVOLUTION

The conference will be held at the Instituto de Educação building, situated at the University of Minho campus in Braga. Wednesday morning programme (opening):

terça-feira, 6 de setembro de 2011

LITERACIA VISUAL, POR ISABEL CAPELOA GIL

O último texto e a última frase de um livro são marcantes, pois representam o final da leitura e aquilo que ficou mais recentemente na nossa memória. Assim, retenho o que escreve Isabel Capeloa Gil: "Revelando a hostilidade como categoria contingente e situada, [o filme] In the Valley of Elah apresenta, no estado de excepção do Hollywood pós-político, a exigência de uma renovada literacia, que abarque o indistintivo, o ambivalente, a crítica [...]" (p. 290).

"Visualidade, violência e a construção da hostilidade no cinema" é o título do último capítulo do livro Literacia Visual, de Isabel Capeloa Gil, há pouco tempo publicado (Edições 70). O capítulo analisa o cinema de guerra - aquele que incide em sequências de combate mas também na formação discursiva apoiada no sistema político-social da indústria cinematográfica (p. 271), com a autora a distinguir inimigo e hostilidade aplicados ao filme de Paul Haggis, In the Valley of Elah (2007), depois de circular por textos de Richard Sennett, Carl Schmidt, Michel Foucault, Sigmund Freud e Jacques Lacan.

Dividido em duas partes, o livro contém textos de conferências proferidas nomeadamente em Utreque, Londres, Filadélfia, Braga e Lisboa e ilustra a grande erudição da autora, que percorre os clássicos gregos e latinos (Platão, Aristóteles, Lucrécio) e modernos e pós-modernos (Lacan, Baudelaire, Benjamin, Musil, Freud, Grusin, Barthes), e abrange saberes que vão da psicologia à literatura, da filosofia à história. Cinema e fotografia são os media mais destacados nos seus textos, mas também a literatura (e os pequenos contos em especial, em Edgar Allan Poe, Robert Musil e J. M. Coetzee). A noite, o conflito, a guerra, a catástrofe, a ruína, a visibilidade e o invisível, mas também o distanciamento, a reflexividade, a remediação, a modernidade e a pós-modernidade, a fragmentação e a memória, são tópicos centrais observados e que, apesar de escritos para ocasiões e espaços distintos, apresentam uma notável unidade orgânica. O óptico, o visual, os instrumentos para ver (binóculo, óculo), a máquina fotográfica e a de filmar acompanham todo o volume.

Se a primeira parte trata dos dispositivos do olhar (que encontramos mais aprofundados no primeiro texto), a segunda parte é dedicada à visualidade e à violência (que seguimos melhor no sexto e último texto do volume).

Dos dispositivos do olhar, a autora destaca a imagem do coelho-pato, usada em obras de transição do século XIX para o XX. Um dos pressupostos é que a visão não é apenas uma característica biológica e natural mas enquadrada pela sociedade e cultura (p. 13). A literacia visual vem desse princípio, que exige competências múltiplas e se encara como a necessidade de cultura para ler as imagens (p. 15). A literacia visual invoca a capacidade crítica da leitura (p. 23). Barthes, Foucault, Mirzoeff e Mitchell são alguns dos autores referenciados. A autora destaca diversos tópicos: imagem como não sendo produto natural ou transparente ou verdadeiro, literacia visual além da concepção linguística das imagens, transdisciplinar, interrelacional, revisionista e com estratégia de cidadania (pp. 24-30).

Sobre a visualidade e violência, Isabel Capeloa Gil vê-as como conceitos relacionados, além da aliteração dos termos (p. 271). A visualidade é uma estrutura da mediação, pressuposto da apropriação do real pelo olhar. Por seu lado, a violência reside no olhar do sujeito e que se projecta no ecrã, conferindo prazer perverso ao espectador que sente a dor e o infortúnio do observado. O filme acima identificado conduz ao texto teórico da autora. Mais à frente, ela identifica a mimésis como estando dentro das categorias de inimigo e próximo (p. 290).

Antes, a autora escrevera sobre a domesticidade do conflito e a fotografia de Martha Rosler e "quando a mulher regressa", dois belos ensaios sobre a guerra e a representação dos indivíduos - o homem na frente da batalha e a mulher no trabalho durante a guerra; o regresso do homem, traumatizado pela guerra e querendo recuperar o emprego, o que leva a um idealizar da mulher no regresso ao lar (e ao normal), ao mesmo tempo que se questiona a femme fatale na mulher alemã, amante e espia, dentro do cânone do cinema noir. A isso, Isabel Capeloa Gil chama a arqueologia da regressão (p. 234), citando filmes como I'll Be Seeing You e The Search.

Como disse acima, ela trabalha com frequência pequenos contos, alguns marginais dentro da obra dos autores estudados, além de construir relações novas e de leitura estimulante. Lembro Baudelaire e a remediação em Benjamin, o negro em Edgar Allan Poe, a ideia do coelho-pato, que dá duas perspectivas de uma situação mas que a autora considera escasso e defende múltiplas interpretações. Ela volta à remediação em Benjamin e Spike Lee sobre as inundações de New Orleans: a de 1927, relatada num programa radiofónico por Benjamin, numa série sobre catástrofes; a de 2005, com o furacão Katrina e do qual Spike Lee faz um documentário, mostrando as pessoas e o que lhes aconteceu.

O texto sobre sapatos é central na primeira parte do livo. Isabel Capeloa Gil desenvolve e entretece três conceitos - fetiche, reificação e fragmentação. O fetichismo parte do que é criado artificialmente, do produto (p. 60). Ela analisa Marx e Simmel nas suas concepções de alienação e hegemonia. Parte de Baudelaire e acaba em Benjamin, com os lugares, as mulheres, as passagens, os objectos como candeeiros e a moda (os sapatos). Os sapatos, escreve, são metonímias retóricas da dualidade entre alienação e redenção (p. 69). Os sapatos, dentro da moda, mesclam o estético com o social e o psicológico. Baudelaire diria que tudo o que é adorno da mulher serve para ilustrar a sua beleza (p. 73). Em Benjamin, o sapato representa mais do que um desejo (p. 74). O sapato (ou a perna revelada) constitui um fragmento da mulher que o homem alienado deseja possuir.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

AINDA MAIS ESTUDOS IBÉRICOS

A ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies) tem investigadores que trabalham em áreas distintas como literatura, estudos culturais, geografia, história oral e memória, destando-se o empenho em entender as narrativas não dominantes e até esquecidas (aproximando-se, curiosamente, do tema dos media negligenciados da conferência de Março último de comunicação em Carleton, Ottawa, a que assisti).

No último sábado, Margaret Anne Clarke, da Universidade de Portsmouth (Senior Lecturer in Portuguese), apresentou uma comunicação intitulada Memories of resistance: oral history in Portugal, onde definiu história oral que se aproxima de algum do trabalho que tenho vindo a realizar e que me foi útil pela comparabilidade metodológica. Segundo Clarke, na história oral articulam-se memória, avaliação e pequena história (a quase anedota), cuja fluidez das conversas com os entrevistados permite construir um quadro mais alargado de compreensão do passado e, por isso, possibilitar o encontro entre a história e as vidas individuais, entre mundos privados e acontecimentos de interesse geral. Do mesmo modo que se trabalha a interacção entre narrativa, imaginação e subjectividade, também ocorre a relação com factos subjectivos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MAIS ESTUDOS IBÉRICOS

Christopher Tulloch, da Universidade Pompeu Fabra (Barcelona) falou hoje de uma investigação em que está envolvido sobre os correspondentes estrangeiros durante o período de transição para a democracia em Espanha (1975 em diante). O conjunto de factos (morte de Francisco Franco, restauração da monarquia, transição democrática, questão do País Basco e legalização do Partido Comunista espanhol) despertou a atenção dos media internacionais, levados a estabelecerem uma comparação com outro momento histórico daquele país, a Guerra Civil, dado o conjunto de ingredientes e que atraiu muitos jornalistas correspondentes. Os investigadores envolvidos na pesquisa fizeram consulta de arquivos, recolheram memórias de antigos jornalistas e os seus depoimentos (Madrid, Paris, Washington, Berlim). Uma das conclusões marcantes foi sobre o perfil dos jornalistas: os mais novos tiveram o baptismo jornalístico internacional, os mais velhos haviam feito a cobertura da guerra do Vietname, passado por Portugal em 1974 e tinham uma visão pessimista da situação, que não veio a revelar-se deste modo. Em 1977, um quarto dos correspondentes era de proveniência da Alemanha, prova do interesse deste país pelos acontecimentos em Espanha.

Durante o dia, ouvi comunicações sobre televisão (estudos comparativos da ficção em Espanha e Portugal), memória histórica em Espanha (como documentários sobre a Guerra Civil). E também a comunicação plenária do escritor Use Lahoz sobre a novela enquanto elemento de recuperação da memória.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ESTUDOS IBÉRICOS EM GLASGOW

A guerra civil de Espanha acabou em 1939, mas ainda há marcas: o professor Willy Maley, da Universidade de Glasgow, fez uma comunicação (Far distant, far distant: Scottish volunteers in the Spanish Civil War), onde fez referências ao seu pai James, jovem combatente na guerra. Maley fez pesquisa científica, ouviu o pai, contactou com outros antigos combatentes, estabeleceu conexões, contextualizou e traçou um quadro singular desse acontecimento violento. Apesar da distância entre a Escócia e a Espanha, a ligação acende memórias velhas que servem ainda de tema de discussão e de análise.

Foi assim que começou hoje a 32ª conferência da ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies) organizada pelas Universidades de Glasgow e West of Scotland. Ainda ouvi as colegas portuguesas Gisela Silva Guevara, Margarida Rendeiro e Ana Cachola. Amanhã e sábado de manhã prosseguem os trabalhos que se repartem em áreas distintas como literatura, arte, media e história dos países ibéricos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DESENHOS DE INÊS ALMEIDA

Inês Almeida expõe desenhos e aguarelas Páginas de Agosto, na Leya na CE Buchholz, em Lisboa, de 1 a 30 de Setembro. Ver o blogue da artista (http://finalmenteines.blogspot.com/).

INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS

http://industriasculturaisecriativas.blogs.sapo.pt/ é um blogue da Red(e) Ibero-americana Território & Economia Cultural e Criativa e/ou Territorio & Economía Cultural y Creativa. A acompanhar.

ALMA NOVA (1915-1918)

Na sua 2.ª série, a Alma Nova, (nascida em Faro, em 1914), tinha já escritório em Lisboa. Deixara de se auto-intitular "revista ilustrada de propaganda algarvia" para ser simplesmente "revista ilustrada" e, pouco depois, "revista mensal ilustrada pelo ressurgimento das Artes, Letras, Ciências e da Pátria". Não perdeu de imediato o seu pendor regionalista, expresso num programa que visava "zelar pelos interesses geraes do paiz e promover a propaganda de todas as suas regiões, sob o ponto de vista industrial, comercial e do Turismo".

No primeiro número da série, o Algarve merece destaque na cobertura do Congresso Regional Algarvio e em artigos de natureza etnográfica e toponímica. Ao seu fundador, Mateus Martins Moreno, juntam-se António Júdice Bustorff e Saavedra Machado (respectivamente como co-director e director artístico), e ao corpo original de colaboradores, maioritariamente ligados ao Algarve, por nascimento ou actividade profissional, vieram juntar-se nomes proeminentes do modernismo literário e artístico português. Ver mais aqui.

domingo, 28 de agosto de 2011

PARCERIA ENTRE PORTO EDITORA E ASSÍRIO & ALVIM

O Grupo Porto Editora e a editora Assírio & Alvim estabeleceram acordo de parceria, o qual incide nas áreas de edição e distribuição com autonomia editorial. Esta relação surge depois da Porto Editora ter comprado as livrarias Bertrand, o que ilustra um reforço na cadeia de valor do livro por parte daquele grupo.

ANUÁRIO DO OBERCOM

Foi lançada a nova edição do Anuário da Comunicação que compila, edita e sintetiza os mais recentes indicadores de Media e Comunicação em Portugal, com coordenação científica de Rita Espanha e Gustavo Cardoso e investigação de Maria João Taborda (ver aqui). São 144 páginas com informação apresentada em quadros nas áreas indicadas: televisão, cinema, vídeo, áudio, rádio, consolas e videojogos, imprensa, telecomunicações, tecnologias da informação e publicidade, que procurarei analisar melhor em próxima oportunidade. Por exemplo, em termos de share de audiência média da rádio de 2003 a 2010 (p. 58), os dados são os seguintes:

ABRIR OS COFRES: CINEMA INDUSTRIAL

Em 1985, Luís de Pina, director da Cinemateca entre 1982 e 1991, programou uma sessão de cinema industrial no âmbito do I Encontro Nacional Sobre o Património Industrial. Este Encontro afirmou a importância do estudo e salvaguarda do património e da arqueologia industrial em Portugal. Mas os filmes então apresentados também mostraram como o género foi um arrojado terreno de experimentação formal de realizadores mais conhecidos pelos seus trabalhos na área do cinema de ficção. Agora, de 2 a 28 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa vai mostrar filmes sobre construção naval, construção de estradas, de automóveis e montagem de vias férreas, documentários das décadas de 1930 e 1940 filmados por alguns dos mais importantes realizadores portugueses daquele período.

Ver mais informações em http://www.cinemateca.pt/.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CALL FOR PAPERS

The International Symposium on Media Innovations 19-20 April 2012 @ University of Oslo Scholars, editors, producers, and executives from around the world will gather in Oslo to discuss innovation in the media industry. The Symposium is a small, but very intense conference that examines the state of media innovations. Keynote Speaker: Professor Lucy Küng, Jönköping International Business School.

The Media Innovations symposium explores how changing technologies, and changing modes of usage and engagement with media bring about innovation and transformation of the media sector. Organizers invite submissions for papers on the following themes and any other related topics: * New media services, * New players in the media landscape, * New roles of users, * New practices by existing media organizations. Please, email your 750-word extended abstract by 1 November 2011 to symposium@mediainnovations.no. Abstract acceptance will be announced in December 2011. Full paper deadline 1 March, 2012. Best paper award will be announced during the conference. Selected papers from the symposium will be published in an anthology. For more information, please visit: http://www.mediainnovations.no/.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

CLUBE LITERÁRIO

Na programação, estava prevista uma sessão de poesia. Não se realizou mas fomos ver a exposição de aguarelas de Antonieta Castro e beber uma bebida ao piano-bar, recheado de obras de José Rodrigues, o pintor e escultor do Porto. O Clube Literário tem sessões de música ao vivo, com regularidade, exposições temporárias e uma livraria muito agradável, onde se podem encontrar obras menos divulgadas como monografias de sítios e espaços da região do Porto.


A obra exposta da aguarelista, dividida por três núcleos, mostra paisagens urbanas (as pontes sobre o Douro), os barcos, as casas. Ela prossegue uma obra coerente, simples e de cores e formas agradáveis. A aguarela presta-se aos seus objectivos: a claridez da cor por oposição ao nebuloso da forma, que remete para o onírico e a harmonia (imagem retirada da página de Antonieta Castro no Facebook).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ARQUITECTURA DO PORTO

A revista Travel Leisure considera São Bento uma das catorze estações ferroviárias mais bonitas do mundo, lembrando a arquitectura parisiense do século XIX. O edifício é do arquitecto Marques da Silva (1916), que assinou alguns dos mais notáveis prédios da avenida dos Aliados, ali ao pé. As paredes da entrada da estação têm vinte mil azulejos em cerâmica do artista Jorge Colaço e demoraram 11 anos a concluir.

O jornal Público de hoje dá destaque à estação (cujo projecto de reabilitação global está parado), mas releva também outra arquitectura da cidade do Porto, nomeadamente o edifício da Vodafone, na avenida da Boavista, dos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães, eleito edifício do ano 2010 pelos leitores do sítio ArchDaily. No mesmo ano, foi também classificado como um dos vinte escritórios mais criativos do mundo pelo sítio de cultura e design The Cool Hunter.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

COMPETIÇÃO


Jogar às cartas é uma actividade frequente no espaço público com homens idosos e sem pouco ou nada para fazer. Certamente uma forma de convívio, ela denota pouca criatividade e movimento, podendo observar-se na Alameda D. Afonso Henriques (Lisboa) ou no Castelo do Queijo (Porto), numa só mesa ou em grande competição, em permanentes férias grandes. Por vezes, os homens levam caixotes de papelão abertos onde colocam as cartas e estão assim a tarde toda, até o sol desaparecer. Há os que jogam e os que observam, mirones esforçados por não tomarem partido e denunciarem a carta que o jogador vai mostrar como trunfo.

O que mais me impressiona é quando há uma reportagem na televisão sobre aumento do custo de vida ou doenças e o repórter entrevista um destes homens, conseguindo arrancar poucas frases convincentes para o objectivo jornalístico.

GRAFFITI


A alta chaminé denota a existência de uma fábrica, na parte sul de Espinho, mesmo junto a terra de pescadores. Ficou a chaminé e o espaço em volta é um parque de estacionamento poeirento mas que serve os veraneantes em busca de uma praia doce. Na base da chaminé, foi feito um graffiti em quatro partes, com data de 2010. Não consegui apurar mais nada.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

RIPE@2012

In Sydney, Australia, Value for Public Money; Money for Public Value. The 6th bi-annual RIPE conference will bring together scholars and industry partners in public service media in Sydney, Australia from September 5 – 8, 2012. So please mark your calendars and begin making preparations to attend. Our sixth conference is co-hosted by the University of Sydney and the Australian Broadcasting Corporation (ABC). A Call for Papers will be published in early autumn 2011, so please stay tuned for more information. We will begin updating the RIPE website soon (http://www.ripeat.org/). This is the first RIPE conference hosted in the southern hemisphere and aims to broaden this unique initiative in public service media research and industry concerns beyond Europe and North America to embrace work in Oceania, South and South-east Asia. Accordingly, submissions are particularly invited from scholars of public service media in the global south. The language of the conference is English.

sábado, 13 de agosto de 2011

GRUPO DE TRABALHO SOBRE SERVIÇO PÚBLICO

O grupo de trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social, de que sabia já o nome de João Duque como presidente, será ainda constituído por António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, Felisbela Lopes, Francisco Sarsfield Cabral, João do Amaral, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco, segundo li no Público online. Haverá conclusões dentro de dois meses.


COLISEU DO PORTO

Já lá vi circo, cinema e ópera. Depois, o espaço enfrentou uma luta grande, quando uma igreja evangélica pretendeu comprá-lo para lugar de culto. A cidade intelectual defendeu o património cultural e o Coliseu voltou a ser o que era, embora o cinema hoje não utilize salas tão grandes como a que o espaço alberga.

Leio agora que está em obras, orçadas em cerca de 200 mil euros, dentro de "um projecto mais vasto que pretende ainda criar um Museu do Coliseu, transformar o Salão Ático e abrir uma esplanada no terraço" (Público). O revestimento negro do chão e das colunas do átrio, colocado na década de 1970, vai ser substituído por um em marmorite mais claro, conforme José António Barros, presidente da Associação dos Amigos do Coliseu do Porto (AACP). As obras arrancaram esta semana com a colocação de um taipal e a saída de muito entulho. Razões: o desaparecimento das bilheteiras e das vitrinas onde eram colocados os cartazes de divulgação dos espectáculos.

Em Setembro, o Coliseu reabre com ópera e concertos Promenade (fotografias da fachada e da rua Passos Manuel, onde fica o Coliseu, feitas a partir de telemóvel).

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

GRAFFITI DE LISBOA

"Uma lista divulgada pelo The Guardian coloca o graffito feito pelos irmãos brasileiros Os Gémeos, o italiano Blu e o espanhol Sam3, num prédio devoluto na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, no top 10 dos melhores trabalhos de arte urbana do mundo" (Público; retirei a imagem da mesma notícia).

QUADRAS POPULARES NAS LOJAS DE PÓVOA DE VARZIM

No dia 18 de Junho passado, as lojas da rua da Junqueira e dos Cafés, em Póvoa de Varzim, decidiram prolongar o dia de trabalho e fizeram uma festa que incluiu um concurso de quadras populares nas suas montras, em campanha do comércio ao ar livre. Encontrei ainda algumas delas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SOBRE A TELEVISÃO PÚBLICA

"O economista João Duque foi o nome escolhido pelo Governo para coordenar grupo de trabalho que vai definir o conceito do serviço público na área da comunicação social", indica hoje o Público online. Ler o que escrevi sobre o assunto aqui.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

VIDA

Pela portada fechada e pelas cadeiras vazias do restaurante à esquerda da imagem, adivinha-se-se que é domingo. Na praça, um grupo de homens falava acaloradamente, perto de um automóvel, enquanto indivíduos mais velhos se sentavam isolados nos bancos do jardim mesmo junto à igreja, onde a missa estava a acabar. Um deles comia. As paredes riscadas e grafitadas encontram-se numa zona onde havia muito trabalho ligado ao porto. As actividades deslocalizaram-se, as lojas fecharam, o mercado da ribeira perdeu a importância. Ali, há magníficos edifícios, um deles identificado pelo nome do arquitecto e pelo ano de 1947 mas muitos encontram-se para alugar, o que me intrigou. Na esquina, a rapariga olhava para o telemóvel, esperando clientes, ainda não era meio-dia. Ontem, à noite, depois do teatro (Marat/Sade), vi no passeio da rua uma rapariga de saia branca a dançar, enquanto também esperava. Um jovem a conduzir um carro antigo pôs-se a olhar mas não parou. Na televisão, o ministro justificava os recentes aumentos de serviços públicos. Ou então eram as imagens do julgamento de Mubarak no Egipto; não percebi muito bem, pois os televisores dentro da loja não permitiam ouvir o som. Parece que o destino das cidades antigas é tornarem-se lugares decadentes, sórdidos, perdidos, de escassa poesia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

UM BALNEÁRIO, ALI AO LARGO DO CALVÁRIO (LISBOA)

EXD’11/LISBOA CHEGA A 28 DE SETEMBRO

"De 28 de Setembro a 27 de Novembro, a EXD’11 promete novamente fazer de Lisboa o palco da discussão e reflexão mais desafiante em torno do design, arquitectura e criatividade contemporânea. Privilegiando ideias e experiências, a Bienal proporciona uma plataforma de diálogo envolvente e estimulante sobre estas disciplinas e seu potencial transformador" (texto da organização). Ver mais em http://www.facebook.com/experimentadesign.

EM BUSCA DA CIDADE PERDIDA