quarta-feira, 28 de abril de 2010

SONDAGENS EM BLOGUES

A ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) deliberou sobre uma "queixa de Raquel Martins pela publicação de sondagens em blogues de Matosinhos, designadamente no blogue de Narciso Miranda, sem que as mesmas tenham sido acompanhadas das respectivas fichas técnicas exigidas pela lei. Considerando que a Lei das Sondagens supõe a existência de uma intervenção mediada por entidade sujeita a regulação da ERC para que se possa aplicar e verificando que os blogues não são subsumíveis no conceito de órgão de comunicação social, o Conselho Regulador deliberou não dar provimento à queixa apresentada" (sublinhado meu; ver o documento aqui, com data de 17.2.2010).

CANAL DE MÚSICA

Segundo o sítio Meios & Publicidade, a RTP projecta um canal de televisão para a área musical, podendo implicar uma associação com a Portugal Telecom (PT).

APOIO AO CINEMA

Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, afirmou que haverá a entrega de 6,6 milhões de euros pelo Estado ao Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual (FICA) até final de Junho. Esse valor provém do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

terça-feira, 27 de abril de 2010

INDÚSTRIAS CULTURAIS NO BRASIL

  • Lisboa, 27 abr (Lusa) - As diversas indústrias culturais podem vir a representar, para as economias do Brasil e América Latina, um contributo maior do que os setores da soja ou pescas, destacou hoje um responsável do ministério da Cultura brasileiro. "No Brasil e na América Latina as expetativas são de que as industriais culturais representem entre cinco e sete por cento do PIB, mais do que o setor da soja, da pesca ou construção civil", afirmou o secretário do ministro da Cultura do Brasil. Armando Ferreira, que esteve em Lisboa para falar sobre os desafios e oportunidades da língua portuguesa e a sua dimensão cultural, no ISCTE, salientou a importância e necessidade de "investir na cultura, que hoje é um dos setores de ponta da nova economia" [RTP].

MÁQUINAS E ARTE

JAZZ EM AGOSTO NA GULBENKIAN

INDÚSTRIAS CULTURAIS NA UNIÃO EUROPEIA

  • "As indústrias culturais e criativas (ICC) são factor de desenvolvimento, disseram e repetiram estudos científicos revelados ao longo dos últimos anos. E quem pode operar mudanças, os políticos, parece ter já incorporado o discurso. Falta passar à prática. Para isso, como ferramenta, a Comissão Europeia criou um Livro Verde, um documento que pretende estruturar o sector e que veicula uma mensagem clara: se quiser fortalecer-se economicamente, a Europa deve investir mais em sectores como a música, o cinema, os media, a moda, as artes plásticas, o design, a publicidade, a arquitectura, o turismo cultural, as artes performativas ou o património" (Vítor Belanciano, Público Online de hoje) [ver blogue aqui].

TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO

As tecnologias de comunicação são como os supermercados: têm sempre alguma coisa nova. Nos últimos 30 anos, ouvimos continuamente falar de novas tecnologias. De início, o termo referia-se aos gravadores de vídeo ou à televisão por cabo, depois ao computador portátil e agora à internet. Em cada período, as pessoas acreditam que o novo aparelho substitui e elimina o antigo, que os media pessoais substituem os media de massa, que finalmente os indivíduos se expressam sem intermediários e que as novas comunidades (e as redes sociais) juntam as pessoas de todo o mundo. Os reformistas acreditam que uma nova tecnologia resolve os problemas da educação e da democracia, enquanto as Cassandras percepcionam os novos media como uma ameaça à cultura ou aos direitos dos cidadãos.

[tradução livre do começo do livro de Patrice Flichy (2007). The internet imaginaire. Cambridge, MA, e Londres: The MIT Press]

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OS DIAS DA MÚSICA

Nos Dias da Música, de sexta-feira até ontem, venderam-se quase trinta mil bilhetes, com uma taxa de ocupação das salas a rondar os 87%. O tema foi As Paixões da Alma.

No próximo ano, o Centro Cultural de Belém acolherá o tema Da Europa ao Novo Mundo, com música criada entre o final do século XIX e o final da Segunda Guerra Mundial.

LIVRO SOBRE CURTAS-METRAGENS

A Agência da Curta Metragem, que promove, programa e distribui a produção nacional de curta-metragem, faz agora 10 anos. Nesse contexto, organiza uma série de iniciativas em que se incluem o lançamento do livro e programa itinerante de cinema Agência, Uma Década em Curtas, o debate "O Futuro Próximo: uma década de curtas-metragens em Portugal" e associação à Festa “Club Docs Indie Party".

O livro será lançado amanhã 27 de Abril, pelas 17:30, no Palácio Galveias (Lisboa). Tem coordenação de Daniel Ribas (investigador universitário) e Miguel Dias (director do Curtas Vila do Conde e Agência da Curta Metragem), em colaboração com Dario Oliveira (director do Curtas Vila do Conde), e reúne uma série de textos da autoria de Miguel Dias, Augusto M. Seabra (crítico de cinema), Daniel Ribas, Davide Freitas (programador e produtor da Agência da Curta Metragem), e entrevistas/conversas a alguns realizadores nacionais por Daniel Ribas, Sérgio C. Andrade (jornalista), Manuel Halpern (jornalista), João Lopes (crítico de cinema) e Rui Xavier (realizador e fotógrafo).

domingo, 25 de abril de 2010

JORNAL 57

Em texto publicado no número 41 da revista Jornalismo e Jornalistas (já aqui referida), Álvaro Costa de Matos escreve sobre O jornal 57 e o Movimento de Cultura Portuguesa: história & memória. Contextualiza o aparecimento do jornal 57: lançado no importante ano de 1957, época em que, apesar da ditadura política, se assistiu a uma forte viragem em parte proporcionada pelo Diário Ilustrado e pela consolidação de revistas e jornais, casos da Vértice (1942-), do Globo (1943-1959), do Panorama (1941-1959), de O Tempo e o Modo (1961-1977), da Revista Filosófica (1951-1958) e de Filosofia (1954-1961).


O jornal 57 editou 11 números, com média de 3 a 4 números por ano, o que revela uma certa irregularidade. Dirigido por António Quadros, contou com a colaboração de outras figuras importantes do pensamento da época, como Orlando Vitorino, Afonso Cautela, Luís Zuzarte, Francisco Sottomayor, Ernesto Palma, Azinhal Abelho, Alfredo Margarido e Ana Hatherly. À colaboração literária juntou-se uma menor colaboração plástica, dada a assunção do texto em detrimento da imagem: Jorge Costa, Santiago Areal, Vieira da Silva e António Botelho.

No jornal 57, António Quadros assumiu o lugar de maior destaque, com textos sobre filosofia da história, estética e arte, existencialismo, ensino, cultura e ciência, dança e cinema, além de recensões e crítica literária. O programa filosófico e cultural do jornal era a filosofia portuguesa, como a conferida por Sampaio Bruno e Leonardo Coimbra, a necessidade dos "novos" assumirem a potencialidade criadora no sentido de um destino e missão como a que Camões, Guerra Junqueiro, Teixeira Pascoaes e Fernando Pessoa assumiram.

Álvaro Matos considera muito elevado o contributo do jornal 57, em especial o dinamismo e valorização da cultura portuguesa e o contributo dado ao conhecimento e divulgação de pensadores como Hegel, Nietzsche, Freud, Voltaire, Balzac, através de traduções, e da publicação de originais portugueses como Afonso Botelho, Natércia Freire e Agustina Bessa Luís.

Álvaro Matos é coordenador da Hemeroteca Municipal de Lisboa e investigador do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

BRASÍLIA

Gostei de ler o artigo de Jorge Marmelo sobre Brasília na passada quarta-feira, dia 21 de Abril, no jornal Público (link aqui).

  • "Temos uma qualidade de vida muito melhor do que no Rio de Janeiro ou São Paulo, apesar de os problemas estarem aumentando com o crescimento da cidade e o desenvolvimento das regiões próximas. Mas a violência não é tanta [como noutras cidades brasileiras] e temos um céu lindo. E o traço do arquitecto", diz a bióloga, recordando os versos de Linha do Equador, a canção de Caetano Veloso: "Céu de Brasília, traço do arquitecto/gosto tanto dela assim."

    Victor Alegria, um português de 71 anos que chegou a Brasília há quase 47, fugido do Estado Novo, e que reclama a capital brasileira como uma segunda pátria, tem uma visão equidistante: reconhece os problemas da cidade, da violência e miséria da periferia à inadequação da cidade aos pedestres. "Quem não tem carro, sofre. Brasília é corpo, cabeça e rodas", diz. Mas, acrescenta, "tem possivelmente o melhor nível de vida do Brasil", "uma das melhores assistências médicas, boas moradias, muito lazer e bons restaurantes" [parcela de texto de Jorge Marmelo].
[imagem e vídeo originalmente colocados no blogue em 25 de Novembro de 2008]


sábado, 24 de abril de 2010

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO

Sábado, 1 de Maio pelas 21:00, a Casa da Animação [Rua Júlio Dinis, 210, Ed. Les Palaces, Porto] promove a apresentação pública do filme de animação O Homem da Cabeça de Papelão, com a presença dos autores do filme, Luís da Matta Almeida e Pedro Lino. Estes conduzirão uma conversa informal com público sobre o processo criativo e aspectos ligados à produção da obra.

No mesmo dia será inaugurada a exposição O Homem da Cabeça de Papelão. Apoiado na lógica narrativa do filme, o visitante acompanha os passos do processo de produção: da escrita do guião a um fluxo contínuo de imagens - estudos visuais e de personagens, storyboard, layouts, esboços para animação e desenhos finais – pontuado por algumas peças audiovisuais que revelam line tests, gravação de vozes e making of.

O filme, de Luís da Matta Almeida e Pedro Lino, baseia-se no conto homónimo de João do Rio e conta a história de Antenor, que tinha um defeito terrível: só dizia a verdade, a verdade verdadeira. A família tudo tentou para o curar, em vão. Já adulto, consulta um relojoeiro que lhe oferece uma cabeça de papelão para substituir a sua, enquanto esta estiver a ser arranjada. Com esta nova cabeça nada voltará a ser como antes (informação fornecida pelos promotores). Ver o trailer aqui.

TRIBOS URBANAS

O texto que provocou a leitura alargada ao grupo foi o de Carles Feixa e Laura Porzio, a partir de fotografias de Mireia Bordonada, intitulado "Um percurso visual pelas tribos urbanas em Barcelona", e incluído no livro organizado por José Machado Pais, Clara Carvalho e Neusa Mendes de Gusmão O Visual e o Quotidiano (2008).

Apresenta-se dividido em duas partes, uma teórica e outra empírica, com base nas fotografias de Mireia Bordonada. O texto organiza um percurso através das tribos urbanas conduzido pela máquina fotográfica, procurando os discursos e os significados culturais produzidos em lugares distintos (p. 109).

Assim, a análise debruça-se sobre as culturas e estilos juvenis em Barcelona, a partir da segunda metade da década de 1970, e a produção teórica em volta desse tema. Primeiro, foi a promoção de estudos de opinião sobre consumo cultural e audiovisual e subculturas (culturas emergentes, delinquência juvenil, haxixe), multiplicidade de estilos (el pijo, com identidade da classe alta, marcha nocturna e makinero, como resultado dos novos locais de diversão e da música electrónica). Nos finais da década de 1980 e começo da seguinte, são visíveis os estudos como balanço teórico-conceptual, bem como os trabalhos sobre ultras do futebol, skinheads e okupas e etnografias com novas metodologias e enquanto resultado da expansão da investigação universitária, nomeadamente em teses de doutoramento, além de relatórios aplicados e ensaios gerais. Apesar de espaço escasso, o texto dedicou atenção às culturas juvenis do punk e do hip-hop/rap e do graffiti.

Para a presente década, os autores enunciam três grandes tendências das culturas juvenis em Espanha: 1) activismo (alternativos, antiglobalização, neo-hippismo na moda),  2) cultura da dança (techno, fashion, rave), 3) difusão da internet e geração de "culturas de quarto" e comunidades virtuais (cyberpunks, hackers).

As culturas juvenis mostram hibridação e identidades variáveis e efémeras. Nos meus próprios contactos, verifiquei as conclusões do texto. Após a leitura, uma entrevistada dizia que, quando se procura o mundo do trabalho, há a tendência para retirar piercings e disfarçar tatuagens. O jovem adulto considerava o graffiti como um período curto na adolescência, reconhecendo o risco e a imaturidade dessa intervenção cívica. Outros leitores falaram de subculturas que o texto não indica: os emos, as lolitas. A sua análise fica para outra ocasião.

Leitura de base: Carles Feixa, Laura Porzio e Mireia Bordonada (2008). "Um percurso visual pelas tribos urbanas em Barcelona". Em José Machado Pais, Clara Carvalho e Neusa Mendes de Gusmão (org.) O Visual e o Quotidiano. Lisboa: ICS, pp. 87-113

sexta-feira, 23 de abril de 2010

IEN ANG EM LISBOA

Ien Ang, conhecida mundialmente pelo seu texto Desperately seeking audiences (1991), estará em Lisboa (Universidade Católica Portuguesa, edifício da Biblioteca Universitária João Paulo II, Sala Brasil) na próxima quarta-feira, dia 28 de Abril, às 15:00. Título da conferência: Making Art and Scholarship Matter: Navigating the Collaborative Turn.

A professora Ien Ang lecciona Estudos Culturais e é directora fundadora do Centre for Cultural Research da Universidade de Western Sydney.

DIA MUNDIAL DO LIVRO

O Diário de Notícias de hoje dedica três páginas ao Dia Mundial do Livro, focando os dez anos de existência de livros electrónicos no país.

Lê-se no começo do trabalho de Pedro Fonseca: "Mais de dez anos após o lançamento dos primeiros livros electrónicos em Portugal, é hoje lançada a primeira associação entre um fabricante de leitores de livros electrónicos (e-reader) e uma editora nacional. A Samsung revela o seu E60 (disponível em Junho) e a parceria com a Babel para disponibilizar conteúdos multimedia para esses dispositivos".

José Afonso Furtado, especialista em livros electrónicos, tema sobre o qual tem escrito muito, aparece no jornal a dizer o que pensa sobre os novos livros. Para ele, "A tendência é para a compra de fragmentos de informação. Os utilizadores querem apenas a informação de que necessitam, numa filosofia de acesso cada vez mais rápido e permanente e de qualquer local".

MUTAÇÃO DAS INDÚSTRIAS CULTURAIS (II)

A rádio e a televisão não são hoje prisioneiras das ondas hertzianas como nas décadas passadas. Com a internet, já não existem os constrangimentos ao crescimento de canais de distribuição. Por isso, não se pode dizer que a rádio é somente FM ou a televisão VHF e UHF como se não diz que o jornal tem apenas edição em papel.

A rádio tem outro aspecto a salientar. Os estudos de opinião indicam que as pessoas gostam de ouvir rádio, mas os programadores tendem a introduzir histórias nos seus programas. Os ouvintes acabam por ser “apanhados” pelas narrativas. O Jogo da Mala da Renascença foi um êxito na década de 1980, com António Sala como um dos radialistas protagonistas. Na RFM, quando a radialista da manhã Carla Rocha resolveu casar o tema foi muito discutido dentro do programa. As histórias do nascimento do seu filho e a substituição dela durante a sua ausência por maternidade e o concurso criado para encontrar outra radialista trouxeram picos de audiências à estação.

A rádio continua a manter uma característica fundamental, a da criação e manutenção de uma comunidade de ouvintes, quer na rádio linear e hertziana quer na rádio não linear e de internet. As redes sociais acreascentam-se como novo espaço de ligação entre rádio e comunidades, como o Facebook. A estratégia principal é ter uma comunicação apelativa em FM e mantê-la no online.

A internet possibilita também a existência de acções de promoção de programas e a subsequente possibilidade de captação de investimento publicitário que tem escapado aos media tradicionais. Estima-se que o retorno publicitário da rádio na internet atinja um valor de 3 a 5%, pequeno ainda mas com grandes possibilidades de crescer, a partir de um investimento nos novos media por parte das estações na ordem dos 20%/30% anuais.

[Ver primeiro texto deste tema em 10 de Abril de 2010]

ANTÓNIO SALA EM ANÁLISE NO PÚBLICO

Saído da Rádio Renascença há pouco tempo, o radialista fala das suas memórias profissionais em entrevista. A ler.

AFINAL, FELISBELA LOPES NÃO SERÁ PROVEDORA

A mesma fonte, onde li ontem sobre a possível nomeação de Felisbela Lopes para provedora do telespectador da RTP, indica hoje que o Conselho de Opinião daquela estação pública rejeitou o nome. Agora, fala-se em José Rebelo, docente do ISCTE e membro do próprio Conselho de Opinião da RTP.

INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO EM MARÇO DE 2010

Segundo a Media Monitor, a Euro RSCG foi a agência com mais investimento publicitário durante o mês de Março, com € 35,5 milhões, a preços de tabela, seguindo-se a Ogilvy & Mather (€ 28,9 milhões) e a Publicis (€ 23,9 milhões). Dos anunciantes, o primeiro é Unilever (€ 20,3 milhões), seguido pela P&G (€ 13,8 milhões) e a L’Oreal (€ 13,1 milhões) [fonte: Meios & Publicidade].

quinta-feira, 22 de abril de 2010

FELISBELA LOPES APONTADA PARA PROVEDORA DO TELESPECTADOR

Felisbela Lopes, docente da Universidade do Minho e pró-reitora daquela universidade, está apontada para suceder a José Manuel Paquete de Oliveira, que cessa agora as suas funções. De Felisbela Lopes, cuja obra no domínio da televisão é notável, tem-se escrito aqui no blogue.

Votos de muito sucesso no novo cargo.

CURSO DE FOTOGRAFIA

A partir de 18 de Maio, às terças-feiras, durante seis semanas, com cada sessão das 20:00 às 22:00, vai começar o curso O Fotográfico como Retrato e "Readymade". O curso "experimentará em torno destas questões, convocando o readymade, a fotografia, o cinema, a pintura e o digital, o rosto e o corpo, a identidade, a paisagem e a cartografia, a ausência e a presença, o verdadeiro e o falso, a realidade e a fantasia, a unicidade e a multiplicidade" (texto da organização). Professor: José António Leitão. Saber mais aqui.

CULTURASCÓPIO

Dora Santos Silva, do blogue Culturascópio, modernizou a imagem do seu meio de comunicação, aproximando-o de um sítio. Bem estruturado e com rubricas distintas e actualizadas. Envio daqui as minhas congratulações.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CALL FOR VIDEOS

Audiovisual Thinking is the world's first journal of academic videos and now announces the launch and Call for Videos of that online journal. Audiovisual Thinking is a pioneering forum where academics and educators can articulate, conceptualize and disseminate their research about audiovisuality and audiovisual culture through the medium of video. International in scope and multidisciplinary in approach, the purpose of Audiovisual Thinking is to develop and promote academic thinking in and about all aspects of audiovisuality and audiovisual culture. Advised by a board of leading academics and thinkers in the fields of audiovisuality, communication and the media and hosted by Copenhagen University, the journal seeks to set the standard for academic audiovisual essays now and in the future. The Audiovisual Thinking Journal is edited by (in alphabetical order): Thommy Eriksson, Chalmers University of Technology, Göteborg, Petri Kola, University of Art and Design, Helsinki, Sanna Marttila, University of Art and Design, Helsinki, Oranit Klein Shagrir, Hebrew University, Jerusalem, and Inge Sørensen, University of Copenhagen. Video submissions are welcome from all fields of study - namely from the areas of the Arts, Journalism, Media and Communication studies - and, as one would expect, the main criteria for submissions are that the discussion and thinking are conveyed through audiovisual means. Submit your video here.

AUDIÊNCIAS DA RÁDIO (1º TRIMESTRE DE 2010 FACE A 2009)

Foram divulgados pela Marktest os dados referentes à audiência de rádio no primeiro trimestre de 2010. Coloquei os dados de share de audiência comparando-os com igual período de 2009.

Rádio Sim e Mega FM (Grupo Renascença), M80 e Cidade FM (Grupo Media Capital Rádio) e Antena 3 (Grupo RDP) foram estações que subiram. O reach semanal (indicador do número de indivíduos que ouvem rádio pelo menos uma vez por semana) diminuiu de 83,5% em 2009 para 80,8% em 2010 (universo: 8311409 indivíduos com mais de 15 anos em Portugal continental).

CONVERGING PATHWAYS TO NEW KNOWLEDGE

"Technology has brought fundamental change into our society ─ change that we can describe in tectonic terms as a ‘digital shift’. However, this digital shift is about much more than new online tools, greater efficiency, speed or relentless tides of information. Technology has changed how we think. The digital shift is about new ways of working, new ways of reflecting, new approaches to problem solving and, as a result, new ways of building and sharing knowledge" (Katherine Watson, Director of LabforCulture, Converging Pathways to New Knowledge, 2010).

SALAMANCA NA SEMANA SANTA

terça-feira, 20 de abril de 2010

TVI

André Cerqueira é o novo director de programas da TVI. Passa a acumular com o cargo de director da Plural, empresa do grupo dedicada à ficção. Substitui Luís Cunha Velho, responsável pela direcção de programas desde Agosto de 2009, quando José Eduardo Moniz saiu.

UM DIA A FALAR DE IMAGENS

4 de Dezembro de 2006.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

LEITURA FRESCA DA REVISTA JJ

Recebi agora o número 41 da revista Jornalismo e Jornalistas, com quatro temas de capa: blogosfera e media, imprensa e ambiente, entrevista ao anterior provedor do leitor do jornal Público e história do jornal 57. No interior, destaco o artigo de António Granado.

Trata-se de um número a quem vou dedicar especial atenção, pelo que li e pelo que concordo e discordo. No primeiro tema, os blogues são apreciados do ponto de vista interno dos jornalistas (ou colunistas de jornais), pelo que não há uma tese que conduza ao ponto de interrogação. Lembro que o assunto foi levantado no primeiro encontro de blogues promovido pela Universidade do Minho em 2003, pensando-se que a blogosfera poderia substituir o jornalismo. Além disso, o título situa os media mas o que vemos são jornalistas a falarem da blogosfera, o que me parece igualmente não bem conseguido no texto (embora haja uma entrevista a uma jornalista da rádio e outra a um jornalista da televisão).

Do trabalho de Rui Brito Fonseca, há uma análise de 388 artigos sobre ambiente em jornais nacionais no período de 1976 a 2005, com três tópicos: tema, discurso do risco e do benefício, e newsplay (que o autor não traduz e causa algum embaraço - será desempenho da notícia? papel da notícia? impacto da notícia? agendamento?, relacionado com destaque, dentro de uma lógica de sensacionalismo). As figuras, com recurso a gráficos, são ininteligíveis (o ideal é pôr quadros clássicos com números dentro). Da bibliografia, sinto a falta dos textos de Luísa Schmidt e de Gonçalo Pereira, para mais vindo de um estudante de doutoramento do ISCTE. Contudo, fica um registo de interesse, quando o autor assinala 1986 como ano em que os jornais começaram a prestar mais atenção aos temas do ambiente, devido à entrada do país na União Europeia e porque os governos começavam a ter mais estabilidade política.

Salto para a crónica de António Granado. Fixo-me em dois pontos, o primeiro sobre o ensino do jornalismo estar desfasado da realidade social, tecnológica e económica, o que considero ser um bom tema para discussão. O segundo é sobre o conceito e prática do gatekeeper, que o jornalista e docente universitário entende já não ter razão de existir. Aqui não me parece haver razão em António Granado. Ao jogar com os termos ingleses gatekeeper (aquele que selecciona assuntos para notícias) e gravekeepers (guardadores de sepulturas), não explica que hoje existem novos gatekeepers. O manancial de informação é tão grande que cada cidadão precisa de quem escolha e aponte perspectivas. Nós não conseguimos ver 500 canais de televisão ou um milhar de sítios da internet por dia. Ao princípio, ficamos fascinados com a oferta exuberante mas, depois, rendemo-nos a dois a três canais ou dois ou três sítios, por manifesta falta de tempo e de critérios de auto-selecção. Penso sempre no que escreveu Anthony Smith sobre a abundância da informação e no que Michael Schudson disse quando reflectiu que o mundo precisa dos jornalistas como aqueles que separam a notícia dos acontecimentos e fazem uma interpretação desses factos.

A revista Jornalismo e Jornalistas é uma publicação regular do Clube dos Jornalistas. Tem uma informação na ficha técnica (p. 3) que, infelizmente, já não corresponde à verdade: o programa de televisão CJ acabou em 16 de Dezembro de 2009, como se pode ler aqui.