Seguem-se ligações a 21 observatórios de cultura e centros de investigação associados à cultura (alguns não actualizam a sua informação há algum tempo, o que pode significar descontinuidade de actividades):
1) Centre for Cultural Policy Research, 2) CIRCLE - Cultural Information and Research Centres Liaison in Europe (Polónia), 3) Cultural Common – Center for Arts and Culture), 4) Cultural Policy Institute (Roménia), 5) European Institute for Comparative Cultural Research, 6) Fundación Interarts (Barcelona, Espanha), 7) Lab For Culture, 8) Observatório Culturale del Piemonte – Itália, 9) Observatório das Actividades Culturais de Portugal, 10) Observatório das Políticas Culturais da África/ Observatory of Cultural Policies in Africa, 11) Observatoire de la Culture et des Communications du Québec (Québec, Canadá), 12) Observatoire des Politiques Culturelles (Grenoble, França), 13) Observatoire des Mutations des Industries Culturelles (Saint-Denis, França), 14) Observatório de Cultura Urbana de Bogotá (Bogotá, Colômbia), 15) Observatório de Industrias Culturales (Buenos Aires, Argentina), 16) Observatório Vasco de la Cultura (Bilbao, Espanha), 17) Ossservatorio Culturale e Reti Informative (Lombardia, Itália), 18) Observatorio Internamericano de Políticas Culturales, 19) Osservatorio Culturale del Piemonte (Turim, Itália), 20) The Budapest Observatory e 21) ICAn - Institute for Cultural Analysis (Nottingham, Reino Unido).
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
OS JORNALISTAS NA PERSPECTIVA DE BALZAC E DE FIALHO
Não sei se Fialho de Almeida, quando editou o texto Os Jornalistas no livro Pasquinadas (1890, reeditado em 2009), conhecia o texto de Honoré de Balzac, Monografía de la prensa parisina (1843, reeditado em castelhano em 2009). Mas noto muito mais semelhanças do que diferenças entre estes dois textos separados por 47 anos, além das diversas alusões a textos franceses na escrita de Fialho.
Do trabalho de Fialho, já fiz uma curta referência aqui. Para ele, o jornalismo era um sítio de passagem, de preferência para o parlamento e para as actividades públicas e empresariais, ou "aposentadorias", como escreveu.
Do jornalista nefasto de Fialho salta-se para a caracterização mais fina e irónica de Balzac. Este escritor foi também jornalista e mesmo patrão de jornais (Le Figaro, La Caricature, Rénovateur, Quotidienne, La Chronique de Paris, Le Siècle, Revue Parisienne), algo que não soube fazer muito bem porque levou alguns desses empreendimentos à rápida falência. Para Balzac, havia dois tipos fundamentais de jornalista: 1) publicista (o jornalista que se aproxima rapidamente da vida política, como Fialho também analisou, o panfletário, o escritor de artigos de fundo), 2) crítico (o universitário, o que escreve sobre grandes obras, o folhetinista e até o anónimo).
A leitura de Balzac, quase 150 anos depois, mantém muita actualidade. A edição que consultei traz três textos introdutórios (Javier Díaz Noci, Antonio López Hidalgo e Pedro J. Crespo, o editor), que colocam muito bem a obra no seu tempo e cultura.
Do trabalho de Fialho, já fiz uma curta referência aqui. Para ele, o jornalismo era um sítio de passagem, de preferência para o parlamento e para as actividades públicas e empresariais, ou "aposentadorias", como escreveu.
Do jornalista nefasto de Fialho salta-se para a caracterização mais fina e irónica de Balzac. Este escritor foi também jornalista e mesmo patrão de jornais (Le Figaro, La Caricature, Rénovateur, Quotidienne, La Chronique de Paris, Le Siècle, Revue Parisienne), algo que não soube fazer muito bem porque levou alguns desses empreendimentos à rápida falência. Para Balzac, havia dois tipos fundamentais de jornalista: 1) publicista (o jornalista que se aproxima rapidamente da vida política, como Fialho também analisou, o panfletário, o escritor de artigos de fundo), 2) crítico (o universitário, o que escreve sobre grandes obras, o folhetinista e até o anónimo).
A leitura de Balzac, quase 150 anos depois, mantém muita actualidade. A edição que consultei traz três textos introdutórios (Javier Díaz Noci, Antonio López Hidalgo e Pedro J. Crespo, o editor), que colocam muito bem a obra no seu tempo e cultura.
terça-feira, 6 de abril de 2010
FECHOU A LOJA AQUI AO LADO
Era uma loja de boa imagem, com um nome a condizer pois tinha um y no meio. Hoje, reparei que a montra estava tapada com uma folha a toda a sua dimensão e a mensagem habitual a informar que, para qualquer assunto, devia ser contactado um número de telefone. Não muito longe, no centro comercial, vi que três lojas encerraram nestes últimos dias.
No último sábado, Helmut Kohl, o antigo chanceler alemão, fez 80 anos. Como lembrava Timothy Garton Ash (li o seu texto no El Pais, de 2 de Abril), Kohl foi o chanceler da união europeia económica e, por sorte, da unidade alemã. A Alemanha de Angela Merkel é, agora, um país normal, como o são os outros dois grandes europeus: França e Reino Unido. Por isso, na recente crise grega, e portuguesa e espanhola, tomou uma atitude de menor dinamismo. Primeiro, a Alemanha tem de pensar em si; só depois é que pensa nos outros. Já chega ser o motor da economia e o pagador dos desvarios económicos dos outros. Talvez o melhor seja criar dois níveis da moeda euro: o nordo ou neuro, mais forte para os países do norte, e o sudo ou pseudo, mais frágil para os países do sul. Garton Ash, oriundo de um país que manteve a sua moeda, a libra, o que permitiu uma forte desvalorização o ano transacto e o equilíbrio da balança comercial (com os seus produtos a exportarem mais), é pessimista. Talvez esta Primavera represente o princípio do fim da eurozona, escreveu. E, agora que se anunciam eleições para o Reino Unido, em que os conservadores são os mais que prováveis vencedores, os eurocépticos crescem, mesmo que aquele país não esteja na zona euro. A Alemanha - que renunciou ao seu amado marco - fica com mais razão moral, o que a permite estabelecer acordos com outras partes do mundo, como recentemente com a Rússia, para cobrir as suas necessidades energéticas, sem qualquer crítica dos outros parceiros europeus.
Numa importante entrevista a Teresa de Sousa no Público de ontem, Eduardo Lourenço concluia que a Europa não é ninguém como actor político, pois a Alemanha ou a França são muito mais importantes em si que a União Europeia. Além que o Reino Unido é um país dúplice: por um lado, parece um cavalo de Tróia, pois nunca se pode contar muito com aquele país; por outro lado, é o único país que teve uma visão da globalização quando teve o seu império colonial. Pessimista, Lourenço não percebe o papel da França, paradigma de tanta coisa, como a língua das elites, que desapareceu em 50 anos. Repete que a França tem elites fantásticas, mas elas não sabem o que fazer com a globalização. Sobre Portugal, o velho pensador entende que aceitamos a Europa passivamente, com benefícios e sem responsabilidades.Coloca apenas uma perspectiva optimista: a classe jovem viaja muito, passou a ter as mesmas regalias que a grande burguesia antes das duas guerras mundiais, quando se andava sem passaporte.
Talvez tudo isto explique o encerramento da loja que tinha um y no meio do nome da marca. Numa crescente esquizofrenia nacional, ouvimos dizer que a nossa produtividade é muito baixa, mesmo se comparada com a grega, que tem uma dívida pública maior. Será mais fácil à Grécia sair do precipício em que se enterrou do que o nosso pequeno país.
No último sábado, Helmut Kohl, o antigo chanceler alemão, fez 80 anos. Como lembrava Timothy Garton Ash (li o seu texto no El Pais, de 2 de Abril), Kohl foi o chanceler da união europeia económica e, por sorte, da unidade alemã. A Alemanha de Angela Merkel é, agora, um país normal, como o são os outros dois grandes europeus: França e Reino Unido. Por isso, na recente crise grega, e portuguesa e espanhola, tomou uma atitude de menor dinamismo. Primeiro, a Alemanha tem de pensar em si; só depois é que pensa nos outros. Já chega ser o motor da economia e o pagador dos desvarios económicos dos outros. Talvez o melhor seja criar dois níveis da moeda euro: o nordo ou neuro, mais forte para os países do norte, e o sudo ou pseudo, mais frágil para os países do sul. Garton Ash, oriundo de um país que manteve a sua moeda, a libra, o que permitiu uma forte desvalorização o ano transacto e o equilíbrio da balança comercial (com os seus produtos a exportarem mais), é pessimista. Talvez esta Primavera represente o princípio do fim da eurozona, escreveu. E, agora que se anunciam eleições para o Reino Unido, em que os conservadores são os mais que prováveis vencedores, os eurocépticos crescem, mesmo que aquele país não esteja na zona euro. A Alemanha - que renunciou ao seu amado marco - fica com mais razão moral, o que a permite estabelecer acordos com outras partes do mundo, como recentemente com a Rússia, para cobrir as suas necessidades energéticas, sem qualquer crítica dos outros parceiros europeus.
Numa importante entrevista a Teresa de Sousa no Público de ontem, Eduardo Lourenço concluia que a Europa não é ninguém como actor político, pois a Alemanha ou a França são muito mais importantes em si que a União Europeia. Além que o Reino Unido é um país dúplice: por um lado, parece um cavalo de Tróia, pois nunca se pode contar muito com aquele país; por outro lado, é o único país que teve uma visão da globalização quando teve o seu império colonial. Pessimista, Lourenço não percebe o papel da França, paradigma de tanta coisa, como a língua das elites, que desapareceu em 50 anos. Repete que a França tem elites fantásticas, mas elas não sabem o que fazer com a globalização. Sobre Portugal, o velho pensador entende que aceitamos a Europa passivamente, com benefícios e sem responsabilidades.Coloca apenas uma perspectiva optimista: a classe jovem viaja muito, passou a ter as mesmas regalias que a grande burguesia antes das duas guerras mundiais, quando se andava sem passaporte.
Talvez tudo isto explique o encerramento da loja que tinha um y no meio do nome da marca. Numa crescente esquizofrenia nacional, ouvimos dizer que a nossa produtividade é muito baixa, mesmo se comparada com a grega, que tem uma dívida pública maior. Será mais fácil à Grécia sair do precipício em que se enterrou do que o nosso pequeno país.
A EUROPA E OS MEDIA EM LIVRO
Lançamento do livro de Ana Isabel Martins, no próximo dia 12 de Abril, pelas 18:00, no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. Berna).
MASON SOBRE A CULTURA DE ACESSO LIVRE
- As gerações mais jovens encontram sempre uma forma de rebelião; agora é feita mais com os media e a tecnologia do que com o vestuário e a música. O grande factor de choque não está ali. A rebelião hoje reside em se ser mais esperto" (Matt Mason, 2008, The pirate's dilemma, pp. 225-226).
Optimista, ou melhor integrado (na definição de Umberto Eco, a que se opõe o apocalíptico), Mason faz a apologia do mercado, do acesso livre, do punk como torrente inovadora e experimental. O pirata, segundo o autor, é aquele que nos últimos 60 anos se tem apropriado de ideias e privilégios que entraram no domínio público sem o controlo de ninguém. O pirata associa-se à cultura juvenil que partilha informação, propriedade intelectual e espaço público, concorre, colabora e coexiste num ambiente em que são banidas as velhas ideias sobre o tratamento da informação. Liga-se à cultura amadora DIY (Faça você mesmo) e cria valor para a sociedade (página 235).
Não sei se deva traduzir pirate's dilemma por dilema de piratas ou dilema pirata, mas o essencial é seguir o pensamento de Mason. A história começou com o movimento punk, diz ele. Mas, num momento de reconsideração, vai buscar a verdadeira origem ao realismo, ao impressionismo, ao dadaísmo e ao surrealismo, ao situacionismo e aos artistas radicais que nas décadas de 1950 e 1960 promoveram ideias sobre a arte, o graffiti, a prosa e o cinema - isto é, o détournement -, antes de entrar no punk. Os verdadeiros momentos criadores seriam os singles de música Anarchy in the U.K. e God save the Queen, dos Sex Pistols. Empresário: Richard Branson, o das lojas Virgin e dos aviões da mesma marca. Ao punk, Maton chama de furacão. Os músicos do punk não sabiam tocar, a verdadeira vantagem, pois bastava pensar em tocar e cantar para concretizar a ideia, a mudança cultural fundamental da sua geração (os dadaístas e os surrealistas já haviam feito o mesmo). Curioso: apesar dos seus ideias, os punks seriam recuperados pelo capitalismo e tornaram-se empresários e publicitários, fazendo o mesmo daquilo contra o qual se haviam rebelado, até a mudança de cor de cabelo. A marca (e o seu rendimento económico) torna-se o máximo.
Os melhores capítulos do livro The pirate's dilemma são aqueles em que Matt Mason escreve directamente sobre música, como o segundo (O Tao dos piratas), sobre a cultura Dj, e o terceiro capítulos (Inventámos a remistura), sobre a evolução musical e sociológica do disco e do hip-hop. A cereja em cima do bolo vem na página 141: "As histórias que surgem neste livro são sobre as fronteiras que se deitam abaixo. O punk democratizou os meios de produção. Os piratas ignoraram as velhas restrições sobre as ideias novas. Vimos como pode ser útil a remistura, e como os artistas de graffiti exigem os espaços públicos para os seus interesses privados. Todas estas ideias são sobre a partilha e uso de informação em novos sentidos". Garagens, experimentalismo, downloads, cultura do cut-'n'-paste, flash mobs, derrube de valores, livre acesso, (sub)culturas juvenis, comunicação viral, vídeos virais, tendências temporárias, marcas, graffiti, arte de rua (street art), empreendedorismo, liberdade, Dj, punk, hip-hop e capitalismo são palavras que percorrem todo o livro. Se o punk foi o começo de tudo, o hip-hop atinge a universalidade, como escreve na página 176: "O hip-hop não reconhece ou respeita a tradição no seu sentido tradicional. Ele cresceu numa comunidade a que tinha sido roubada a sua história, e enquanto muitas culturas definiram e confinaram a sua história há muito tempo, o hip-hop está além disso porque não se sobrepôs a nenhuma mas é o resultado de uma nova capacidade de nos falar por todas [as culturas]. O hip-hop tinha uma licença para operar no Bronx [...], agora tem uma licença para operar em toda a parte".
Leitura: Matt Manson (2008). The pirate's dilemma: how hackers, punk capitalists and graffiti millionaires are remixing our culture and changind the world. Nova Iorque: Allen Lane, 276 páginas; logo do livro por Ji Lee.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
FORMAÇÃO EM TELEVISÃO E CINEMA
A segunda edição da pós-graduação em Televisão e Cinema da Universidade Católica (Lisboa) vai arrancar em Maio próximo. Junto dois dos trabalhos finais realizados na primeira edição, além da apresentação da formação pelos coordenadores científico e pedagógico. Mais informações aqui.
CICLO NOITES UTÓPICAS
8 de Abril (quinta-feira), às 21:30, no Teatro-Cine de Torres Vedras, com entrada livre. Tema: Projectos de Intervenção Artística. Convidadas: Gisella Mendoza (Directora Artística do Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa) e Ana Mathiotte (Directora Artística do projecto Ritmical da Rua). Saber mais aqui e aqui.
ASSOCIAÇÃO ALAGAMARES PROMOVE ENCONTRO DE ESCRITORES
No dia 14 de Abril, pelas 21:00, a associação cultural Alagamares promove um encontro com escritores sintrenses no Espaço Reflexo (Rua Heliodoro Salgado, Sintra, pedonal). Apresentados por Jorge Telles Menezes, estarão para falar da sua obra e autografar algumas delas os escritores Sérgio Luís Carvalho, Marta Amado, Augusto Carlos e Gonçalo Nuno Neves.
A Alagamares é uma associação cultural com sede em Galamares (Sintra) fundada em Março de 2005 e promove o debate e a acção cultural nas áreas da história, património, artes e ambiente (ver mais informações aqui).
A Alagamares é uma associação cultural com sede em Galamares (Sintra) fundada em Março de 2005 e promove o debate e a acção cultural nas áreas da história, património, artes e ambiente (ver mais informações aqui).
quarta-feira, 31 de março de 2010
PÁSCOA
O blogueiro vai descansar uns dias das tarefas profissionais e da escrita neste espaço. Desejo uma boa Páscoa a todos os leitores do Indústrias.
FILMES
Por coincidência, vi os filmes Estado de Guerra (The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow, 2008) e O Mensageiro (The Messenger, de Oren Moverman, 2009) um a seguir ao outro. Há uma complementaridade de temas - no que me parece ser mais do que acaso. A guerra no Iraque tem tido fortes repercussões na opinião pública americana e mundial em geral e nos realizadores de cinema em particular. Em Estado de Guerra, a história decorre no próprio Iraque, com o olhar dos americanos sobre si mesmos, em especial como um grupo de soldados sapadores procura neutralizar as minas colocadas em solo urbano. É um filme complexo sobre os horrores da guerra e da posição dos soldados em país estrangeiro: valores, solidariedade entre si, o olhar incompreensivo sobre o outro (a outra cultura). Em O Mensageiro, a acção passa-se nos Estados Unidos, com uma equipa de soldados a comunicar directamente a familiares a morte de soldados em combate. Aqui também se forma uma solidariedade entre soldados, com os momentos de intervenção e tempos livres a cruzarem-se, realçando o perfil psicológico dos soldados nessas duas atitudes. Nos dois filmes, o país (Estados Unidos) não aparece retratado de modo positivo, antes nos fica a ideia de país imperialista em que a vida individual pouco conta.
terça-feira, 30 de março de 2010
ENCONTRO DE INDÚSTRIAS CULTURAIS EM BARCELONA
Da esquerda para a direita: Gabriela Canavilhas, Fadila Laanan e Ángeles Gonzalez-Sinde (ministras da cultura de Portugal, Bélgica e Espanha), a jornalista espanhola Milagros Perez, Androulla Vassiliou (comissária da Cultura e da Educação), Bernd Neumann e Marcus Rantalla (ministros da Cultura da Alemanha e da Finlândia) na cerimónia de encerramento do Fórum Europeu de Indústrias Culturais, hoje em Barcelona. O fórum foi a preparação da reunião informal de amanhã, que envolve na mesma cidade de Espanha os ministros europeus da cultura [informação e imagem retirada do sítio Fotoglif]. Para ver uma entrevista com a ministra espanhola, Ángeles González-Sinde, feita ontem, clicar aqui (a Espanha detém no presente semestre a presidência da União Europeia). Nessa entrevista, a ministra fala da publicação ainda em discussão do livro verde da Comissão Europeia para as indústrias culturais e criativas, que atende às especificidades regionais da União. Os dados recolhidos serão úteis para identificar os caminhos da cultura e o emprego criado pelas diferentes indústrias culturais.
NÚMEROS DA REDE SOCIAL LINKEDIN
A rede social LinkedIn tem 60 milhões de membros em todo o mundo, com escritórios nos Estados Unidos (sede na Califórnia), Índia, Holanda e Austrália. Vai abrir um outro escritório, no Canadá, país que viu subir de um para dois milhões de membros nos últimos 12 meses. O canadiano ligado à LinkedIn tem em média 40 anos de idade, com os dois sexos em equilíbrio, um rendimento de 110 mil dólares e muitos trabalham nas 500 empresas colocadas na Fortune.
COMUNIDADES PÚBLICO
"Dos blogues às dúvidas sobre questões de justiça, passando pelas transmissões em directo e sugestão de notícias à redacção, os leitores podem agora entrar em contacto mais facilmente com os jornalistas do Público". Eis a nova forma de fazer o jornal: "leia e comente nos nossos blogues, sugira notícias à redacção, envie-nos fotografias e vídeos, acompanhe as nossas webcams".
CULTURA E COMUNICAÇÃO EM DISCUSSÃO EM SÃO PAULO
Entre ontem e amanhã, decorre o III Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina: integrar para além do mercado, organizado pelo CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação na América Latina) da ECA USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). O simpósio reune investigadores, docentes, estudantes e académicos em geral "para a promoção de debates sobre as perspectivas de integração da América Latina no âmbito da cultura e comunicação". O tema remete para as mudanças no "cenário das indústrias culturais continentais, das políticas culturais na região e mesmo à maior visibilidade da temática da diversidade cultural, hoje reconhecida como direito humano pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)" [Universia].
CULTURA NA GALIZA
"O obxectivo deste informe é ofrecer unha panorámica sobre o impacto da crise económica no ámbito cultural. Aínda que as fontes de 2009 ás que se poden ter acceso son aínda moi limitadas, cremos que o interese que suscita a materia xustificaba un avance de resultados. Pese a todo, cómpre tomar con certa cautela as análises, dada a provisionalidade dalgunhas fontes e a ausencia de datos en operacións estatísticas habitualmente explotadas polo Observatorio da Cultura Galega cando se dispón dunha perspectiva máis ampla" (Consello da Cultura, Primeira avaliación do impacto da crise económica no ámbito cultural de Galicia). Teatro, cinema, livro, emprego e ocupação laboral, empresas culturais, comércio externo e intracomunitário e índice de prços no consumo de produtos culturais são as áreas analisadas. Das conclusões, o relatório indica: "De entrada semella que a edición e o audiovisual son as actividades económicas que máis sofre na crise. Dado o seu gran peso relativo no sector, teñen un perigoso efecto arrastre. Pola contra, observamos un repunte da creación e de outras actividades de carácter cultural, o cal podería levara a pensar que, sobre todo no tecido empresarial máis pequeno, se están atopando nichos de mercado (presumiblemente interno), seguramente tamén aproveitando a capacidade que están tendo os prezos de corrixirse á baixa".
INDÚSTRIAS CRIATIVAS EM AUGUSTO M. SEABRA
"Ora, se o estudo [de Augusto Mateus sobre o sector cultural e criativo em Portugal] é sem dúvida importante, também há que dizer que a vulgarização das ideias de Richard Florida sobre as “cidades criativas” se transformou num tópico do novo capitalismo da sociedade de informação e do conhecimento. Sem dúvida que a cultura engloba as indústrias culturais, aliás de âmbito reduzido em Portugal (uma indústria da edição livreira flagelada pela sua própria sobreprodução, uma indústria discográfica em crise e uma indigente indústria de telenovelas sem perspectivas de exportação), mas já as agora tão na moda “indústrias criativas” são de um âmbito que em boa parte tem mais a ver com a estrita economia" [Augusto M. Seabra, 28.3.2010, em Letra de Forma, inicialmente editado no jornal Público].
PRÁTICAS E POLÍTICAS CULTURAIS
Novos Trilhos Culturais - Práticas e Políticas é o novo livro coordenado por Maria de Lurdes Lima dos Santos, José Machado Pais. Ainda sem o conhecer, retiro a seguinte informação do sítio do ICS:
- Este livro explora possíveis «novos trilhos culturais» num contexto de novos rumos societais. Isto tanto a nível das práticas quanto das políticas. Espera-se que ele possa contribuir para uma reflexão em torno de múltiplos questionamentos que inquietam investigadores e agentes culturais. Por exemplo, quais os mecanismos de promoção ou gestão da diversidade cultural? Qual o lugar das práticas culturais na formação ou sensibilização dos públicos da cultura? Que relações estabelecer entre os públicos e as políticas de cultura? Em que públicos pensamos quando falamos de políticas públicas da cultura? Como evitar que as indústrias culturais se circunscrevam a meras indústrias de entretenimento? Qual o papel da cultura na recuperação do espaço público, nomeadamente nas cidades? Os contributos do livro distribuem-se pelas seguintes partes: «Novas valências da cultura»; «Criação/produção cultural e artística: novos contextos e novas relações»; «A cultura, os media e as novas tecnologias»; «Políticas culturais e desafios actuais»; «Que destaques nos novos trilhos da cultura?».
segunda-feira, 29 de março de 2010
ENTRE A COMUNICAÇÃO E A HISTÓRIA
Explorations in communication and history, editado por Barbie Zelizer (2008), articula comunicação e história e aplica-a ao estudo da tecnologia, audiências e jornalismo. Capítulos de S. Elizabeth Bird, Richard Butsch, James Curran, Susan J. Douglas, Anna McCarthy, Robert McChesney, John Nerone, David Paul Nord, John Durham Peters, Michael Schudson, Peter Stallybrass e Paul Starr.
domingo, 28 de março de 2010
CIDADES INDEPENDENTES/INDEPENDENT CITIES
Neste ano de 2010, em que dezassete países africanos comemoram 50 anos de independência e cinco países da América Latina decidem festejar o Bicentenário da sua formação como nações, a realização de um workshop de investigação e produção teórica, no âmbito de um Programa Cultural cujo foco principal incide sobre estas regiões geográficas e culturais, reveste-se, pensamos, de toda a pertinência. [...] Aparentemente, cidades como Casabalanca ou o Cairo pouco terão em comum com Maputo, S. Paulo, Lima ou Bogotá. E, no entanto, como o confirmaram alguns dos investigadores presentes neste workshop, há problemas e soluções que atravessam o “ar do tempo” e que são comuns a muitas delas: um tráfego rodoviário intenso e tendencialmente caótico, a situação de permanente guerra civil, que tipifica muitas cidades sul-americanas e africanas e que torna reféns os seus habitantes, as novas configurações urbanas modeladas pelo aumento cada vez mais significativo das periferias — que as transformam em mega—cidades -, pela extensão tentacular dos bairros de lata/favelas onde se instalam sucessivas vagas de populações rurais na miragem de melhores condições de vida, pelos vazios que a desindustrialização vai provocando, pela criação de um novo tipo de arquitectura, temporária e frágil, produzido pelos que se deslocam no interior das cidades, etc. [foto de cima: Javier Silva-Meinel; foto de baixo: Avelina Crespo]
In this year of 2010, when seventeen African countries will be commemorating 50 years of independence and five Latin American countries have decided to celebrate the bicentenary of their formation as nations, the holding of a workshop dedicated to research and theoretical production, under the scope of a Cultural Programme whose main focus of attention is on these geographical and cultural regions, is, we believe,a highly pertinent occasion. [...] Apparently, cities such as Casabalanca or Cairo have little in commonwith Maputo, São Paulo, Lima or Bogotá. And yet, as some of the researchers attending this workshop have confirmed, there are problems and solutions that pass through the “mood of the moment” and are common to many of them: an intense and generally chaotic road traffic, the situation of permanent civil war, which typifies many South American and African cities and turns their inhabitants into hostages, the new urban configurations shaped by the increasingly significant growth of the peripheries (which has transformed them into mega-cities), by the tentacular spread of the shanty towns/favelas in which successive wavesof rural populations have settled in the vain hope of obtaining better living conditions, by the empty spaces resulting from deindustrialisation, by the creation of a new type of temporary and fragile architecture, produced by those moving around in the heart of the cities, etc.
Texto de/text by António Pinto Ribeiro [Próximo Futuro/Next Future, nº 3]
In this year of 2010, when seventeen African countries will be commemorating 50 years of independence and five Latin American countries have decided to celebrate the bicentenary of their formation as nations, the holding of a workshop dedicated to research and theoretical production, under the scope of a Cultural Programme whose main focus of attention is on these geographical and cultural regions, is, we believe,a highly pertinent occasion. [...] Apparently, cities such as Casabalanca or Cairo have little in commonwith Maputo, São Paulo, Lima or Bogotá. And yet, as some of the researchers attending this workshop have confirmed, there are problems and solutions that pass through the “mood of the moment” and are common to many of them: an intense and generally chaotic road traffic, the situation of permanent civil war, which typifies many South American and African cities and turns their inhabitants into hostages, the new urban configurations shaped by the increasingly significant growth of the peripheries (which has transformed them into mega-cities), by the tentacular spread of the shanty towns/favelas in which successive wavesof rural populations have settled in the vain hope of obtaining better living conditions, by the empty spaces resulting from deindustrialisation, by the creation of a new type of temporary and fragile architecture, produced by those moving around in the heart of the cities, etc.
Texto de/text by António Pinto Ribeiro [Próximo Futuro/Next Future, nº 3]
A FAMÍLIA PORTUGUESA NO TEATRO ABERTO
António é o ausente sempre presente: foi ele quem pagou a casa onde vive a família, seria ele que poria ordem à desordem da vida da sua família. Isaura (Teresa Faria), a viúva, é a intérprete da sua memória, mas já confunde a fantasia com a realidade. O filho Zé (João Maria Pinto) esteve na guerra colonial, mais propriamente em Moçambique, trazendo ainda hoje os traumas da experiência. Depois do regresso, aderiu ao Partido. Agora, já reformado, é acometido permanentemente por achaques e receios de cancro, que já dizimou um dos pulmões. A vida não lhe correu muito bem, resume. A mulher, Rosa (Luísa Salgueiro), secretária numa escola secundária, vive entre apoiar o Zé e os filhos, tendo ainda que dar conta da sogra Isaura, com quem não se relaciona nada bem. Os filhos são Ricardo (Bruno Simões), que trabalha num banco e é o principal sustentáculo da família, e Rui (Carlos Malvarez), ainda adolescente a acabar o ensino secundário e a pensar em entrar como voluntário para as forças armadas, a que o pai se opõe veementemente.
Uma família portuguesa, de Filomena Oliveira e Miguel Real, mostra uma família a caminho da desestruturação, dadas as dificuldades diárias: a falta de dinheiro, a doença, a desesperança, os pequenos problemas tornados quase impossíveis de resolução. Parece haver uma predisposição inconsciente que marca a vida da família, um destino e um percurso indestrutíveis e sem alternativa [imagem ao lado fornecida pela produção da peça].
A encenação de Cristina Carvalhal é um frenesim do começo ao fim, deixando quase sem respirar os espectadores (além dos actores, claro), entre o coro grego inicial e o teatro de acção, uma espécie de bailado ao largo do palco com exercícios de equilíbrio em cima de móveis ou na cama, além do musical. Gostei do movimento mas também apreciei os silêncios, o centrar da história num dos lados do palco, com temas mais intimistas e introspectivos. Por seu lado, o cenário da arquitecta Ana Vaz vai ao encontro do texto de José Gil, publicado no catálogo da peça: Portugal releva o pequeno, o pequenino, os múltiplos bibelots e fotografias e objectos que enchem uma casa. O lar é um amontoado de coisas que quase obnubilam o pensamento e o diálogo entre as pessoas. As coisas estão acima das pessoas. Daí o movimento quase permanente de mudar os objectos para que as personagens se sentem ou andem de um lado para o outro.
A peça foi premiada pela Sociedade Portuguesa de Autores em 2008. Agora em cena no Teatro Aberto compreendem-se as razões. Mas não projecta um futuro optimista, desanuviador. Afinal: o que foram as guerras coloniais? E a entrada dos partidos políticos no quotidiano das famílias? Como se comporta uma família portuguesa nas relações entre os seus elementos?
Ontem, foi Dia Mundial do Teatro e, antes da peça, foi lida uma mensagem da Sociedade Portuguesa de Autores, assinada pelo actor Rui Mendes.
Uma família portuguesa, de Filomena Oliveira e Miguel Real, mostra uma família a caminho da desestruturação, dadas as dificuldades diárias: a falta de dinheiro, a doença, a desesperança, os pequenos problemas tornados quase impossíveis de resolução. Parece haver uma predisposição inconsciente que marca a vida da família, um destino e um percurso indestrutíveis e sem alternativa [imagem ao lado fornecida pela produção da peça].
A encenação de Cristina Carvalhal é um frenesim do começo ao fim, deixando quase sem respirar os espectadores (além dos actores, claro), entre o coro grego inicial e o teatro de acção, uma espécie de bailado ao largo do palco com exercícios de equilíbrio em cima de móveis ou na cama, além do musical. Gostei do movimento mas também apreciei os silêncios, o centrar da história num dos lados do palco, com temas mais intimistas e introspectivos. Por seu lado, o cenário da arquitecta Ana Vaz vai ao encontro do texto de José Gil, publicado no catálogo da peça: Portugal releva o pequeno, o pequenino, os múltiplos bibelots e fotografias e objectos que enchem uma casa. O lar é um amontoado de coisas que quase obnubilam o pensamento e o diálogo entre as pessoas. As coisas estão acima das pessoas. Daí o movimento quase permanente de mudar os objectos para que as personagens se sentem ou andem de um lado para o outro.
A peça foi premiada pela Sociedade Portuguesa de Autores em 2008. Agora em cena no Teatro Aberto compreendem-se as razões. Mas não projecta um futuro optimista, desanuviador. Afinal: o que foram as guerras coloniais? E a entrada dos partidos políticos no quotidiano das famílias? Como se comporta uma família portuguesa nas relações entre os seus elementos?
Ontem, foi Dia Mundial do Teatro e, antes da peça, foi lida uma mensagem da Sociedade Portuguesa de Autores, assinada pelo actor Rui Mendes.
sábado, 27 de março de 2010
SECOND EUROPEAN FORUM ON CULTURAL INDUSTRIES
- Barcelona to host Second European Forum on Cultural Industries over two days (29 and 30 March) as prologue to Informal Meeting of Ministers of Culture on 31 March More than 500 representatives of European culture seek new strategies to boost the sector.
The main point of interest during the first day of the event will be the unveiling of the preliminary version of the Green paper on cultural and creative industries, produced by the European Commission on the basis of prior discussions between the cultural industries platform and the ad hoc governmental working party. The data and statistics in this report are highly revealing, since they provide a real map of European culture and its habits and trends.
The work agenda planned for Monday 29 March will also involve making progress on and looking in greater depth at the five areas for discussion to be covered during this event: (1) the financing of cultural industries (financial intervention mechanisms, SME sustainability, etc.), (2) raising professional standards in cultural industries (new skills arising from the move to digitisation, mobility of talent, etc.), (3) internationalisation of cultural products (local production in global markets, internationalisation and cooperation strategies, etc.), (4) intellectual property and copyright management, (5) regional and local development (culture and regional development, European programmes for local and regional development).
sexta-feira, 26 de março de 2010
PEDRO OLIVER
Expõe Kallabash, Les Paradis Artificiels na galeria "Por Amor à Arte Galeria" (rua Miguel Bombarda, 572, Porto), até 10 de Abril.
Nas lendas africanas, Kallabash é usado como equivalente ao mundo e à terra onde convivem as sociedades. A obra de Oliver fala-nos do respeito pela terra, dos valores da sociedade e da cultura. Os paraísos artificiais, que lembram Baudelaire, são impossíveis por si só mas procuram uma fórmula para completar uma falha ou gosto ou necessidade ou respeito.
Nas lendas africanas, Kallabash é usado como equivalente ao mundo e à terra onde convivem as sociedades. A obra de Oliver fala-nos do respeito pela terra, dos valores da sociedade e da cultura. Os paraísos artificiais, que lembram Baudelaire, são impossíveis por si só mas procuram uma fórmula para completar uma falha ou gosto ou necessidade ou respeito.
quinta-feira, 25 de março de 2010
INDIELISBOA
Leio no Público que o IndieLisboa deste ano é aquele em que há mais cinema português. Apesar da crise, e do manifesto assinado por cineastas e produtores muito recentemente, o facto de João Salaviza ter ganho o prémio do ano passado - e logo a seguir a Palma de Ouro em Cannes - pode ter sido um grande impulso, como o fora a presença de Edgar Pêra na edição de 2006.
O IndieLisboa vai decorrer de 22 de Abril a 2 de Maio. Retiro do Público os nomes dos filmes de competição: Fantasia Lusitana, de João Canijo (olhar sobre Portugal a partir de material de arquivo), Pelas sombras, de Catarina Mourão (documentário sobre a artista plástica Lourdes Castro), Traces of a diary, de Marco Martins e André Príncipe, Sem companhia além do medo, de João Trabulo (prisão masculina de Penafiel), e Guerra civil, de Pedro Caldas. Há também 14 curtas.
O IndieLisboa vai decorrer de 22 de Abril a 2 de Maio. Retiro do Público os nomes dos filmes de competição: Fantasia Lusitana, de João Canijo (olhar sobre Portugal a partir de material de arquivo), Pelas sombras, de Catarina Mourão (documentário sobre a artista plástica Lourdes Castro), Traces of a diary, de Marco Martins e André Príncipe, Sem companhia além do medo, de João Trabulo (prisão masculina de Penafiel), e Guerra civil, de Pedro Caldas. Há também 14 curtas.
UMA FAMÍLIA PORTUGUESA
De Filomena Oliveira e Miguel Real, com encenação de Cristina Carvalhal, na Sala Vermelha do Teatro Aberto, de quarta-feira a sábado (21:30) e domingo (16:00), em cena até 2 de Maio. Com Bruno Simões, Carlos Malvarez, João Maria Pinto, Luísa Salgueiro e Teresa Faria.
MILLY POSSOZ
Milly (Emília) Possoz (1888-1968) integrou o primeiro modernismo português e é autora de uma vasta obra de ilustração, desenho, gravura e pintura. Nas décadas de 1920 e 1930, dedicou-se nomeadamente à ilustração na imprensa e participou em salões independentes e nas exposições da SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes). De ascendência belga, fez parte da sua formação artística em Paris, Bruxelas e Düsseldorf. A sua obra, agora patente na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, mostra uma artista de grande sensibilidade e fineza nos seus traços, quando observa momentos populares ou urbanos. Parte significativa da sua obra pertence à Gulbenkian e ao grupo hoteleiro Tivoli. A feliz imagem do cartaz reproduz uma fotografia com a artista em Paris em 1924, acompanhada do seu gato Fuji. Quando andei na escola primária, não imaginei que as ilustrações dela estivessem num livro que acompanhei durante o ano inteiro, o livro da segunda classe.
quarta-feira, 24 de março de 2010
LIPOVETSKY EM LISBOA
O autor de A era do vazio, O império do efémero, A felicidade paradoxal e A cultura-mundo, entre outros livros, deu hoje de manhã uma conferência na Universidade Católica Portuguesa, com o título A Cultura Planetária na Era Hipermoderna. Carlos Capucho, docente daquela universidade, foi o moderador da mesa. Lipovetsky (à esquerda na imagem) encontra-se em Portugal onde lançou o livro O ecrã global, escrito em parceria com o crítico de cinema Jean Serroy (Edições 70) [em baixo, capas de alguns dos livros já editados em Portugal].
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