sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Puro/Pure Cinema

Puro Cinema, Pure Cinema. Curtas Vila do Conde 20 Anos Depois / Curtas Vila do Conde 20 Years After é um livro que reflete o cinema a partir de vinte entrevistas e conversas com vinte e seis autores que passaram por Vila do Conde. Pretende ser um documento que debate as transformações e as tendências do cinema contemporâneo nas suas diferentes mutações, pondo em questão a própria definição do que é o cinema. O resultado da sua análise ajuda a clarificar a identidade do Curtas Vila do Conde nas últimas duas décadas enquanto festival de cinema contaminado por outras manifestações artísticas. Complementam o livro, reflexões pessoais sobre o festival do crítico de cinema Augusto M. Seabra e do cineasta americano Mike Hoolboom, além de uma história crítica do festival.

This book is a reflection on cinema, from twenty interviews and talks with twenty-six authors who have been in Vila do Conde. It intends to be, therefore, a document that discusses the changes and trends in contemporary cinema in its various mutations, calling into question the very definition of what cinema is. The result of this analysis also helps to clarify the identity of Curtas Vila do Conde in the last two decades while film festival contaminated by other art forms. The book is complemented by personal reflections on the festival by film critic Augusto M. Seabra and the American filmmaker Mike Hoolboom; finally, there is a critical history of the festival.

Edição bilingue (Português e Inglês) de Daniel Ribas e Mário Micaelo. 2012.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Novo diretor do Museu do Chiado

Paulo Henriques assume amanhã o cargo de diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado). Sucede a Helena Barranha, que ocupou o cargo nos últimos três anos, a qual pretende seguir a vida académica. Na sua carreira, Paulo Henriques já foi diretor do Museu Malhoa e do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), aqui sucedendo a Dalila Rodrigues (notícia a partir do jornal Público).

domingo, 29 de julho de 2012

EUscreen Publishes its Second Online Access to Audiovisual Heritage Status Report

"EUscreen is pleased to announce its second status report Online Access to Audiovisual Heritage. In three chapters, the report gives an overview of technological developments bearing an influence on publishing and making accessible historical footage. The report discusses online heritage practices within Europe and beyond. In a field that faces constant renewal, overhaul and additional challenges, the report means to take stock of the status of the online audiovisual heritage field. This allows the EUscreen project to measure our own strategies and technological development and allows the participating archives, broadcasters and the broader GLAM community to come up with solutions for providing access that cater to users’ needs and environments. The status report is divided into three chapters, each focusing on a different aspect of online access. Through this structure, we successively discuss three main trends regarding access, namely: 1) use and reuse today, 2) trends towards a cultural commons and 3) fundamental research in the area of audiovisual content. The first chapter gives an overview of major developments, including access provision and use of content by the creative industries. In the second chapter we explore the topic of (sustainable) reuse of audiovisual sources as a cultural and explorative practice leading towards more open and participatory archives. Finally, the third chapter discusses European research topics that are currently ongoing in areas connected to audiovisual heritage". Download the Second EUscreen Status Report [PDF] here.

Videogames 2012

5th Annual Conference in Science and Art of Videogames “Game, Play, and Society” 13, 14 and 15 December, Catholic University of Portugal - Lisbon. Videogames 2012 - Annual Conference in Science and Art of Videogames will be organized by the research line Media, Technology, Contexts of the Research Center for Communication and Culture (CECC), at the Faculty of Human Sciences of the Catholic University of Portugal, and the Portuguese Society of Videogame Sciences (SPCV). The SPCV conferences take place annually and have come to constitute significant venues to promote research as well as debate and foster the videogames industry. The conference hosts researchers and professionals in this area, and aims at promoting the dissemination of work in the field and facilitating exchanging experience between the academic community and the industry. This 5th conference seeks to assert itself as a multidisciplinary event, looking for contributions from several scientific areas including art, game design and narrative, computational aspects, as well as videogames theoretical and critical analysis regarding practices and applications that encompass the market and the industry. Original and high quality submissions are expected, from both the academic community and the gaming industry. New deadline (full papers, short papers and demos): 1st September 2012. Further information available at the conference website: https://sites.google.com/site/videojogos2012. All suggestions and comments are welcome. Please contact the Organizing Committee through the e-mail: videojogos2012@gmail.com.

domingo, 22 de julho de 2012

Estação ferroviária Coimbra B

Dantes, o comboio que levava os passageiros de Coimbra B a Coimbra A esperava que aqueles chegassem no comboio rápido (hoje Alfa e Intercidades). Agora, não. Possivelmente, a CP acha que os clientes são um problema. Fica o aliciante do mural junto à gare de partida.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mulheres repórteres


Os meus parabéns a Isabel Ventura pelo livro As Primeiras Mulheres Repórteres. Portugal nos anos 60 e 70, uma edição da Tinta da China com prefácio de Fernando Alves.

domingo, 15 de julho de 2012

Museu do Teatro

O Museu Nacional do Teatro, através das suas coleções, constituídas a partir de 1979, desenvolve o conhecimento da história e da atualidade das artes do espetáculo e tratar, e visa conservar, preservar, organizar, investigar, documentar e divulgar um património de 250 mil peças, que incluem trajes e adereços de cena, cenários, figurinos, cartazes, programas, discos e partituras e cerca de 120 mil fotografias. Existe uma biblioteca especializada com 35 mil volumes. O Museu está instalado no Palácio Monteiro-Mor, edifício do século XVIII restaurado e adaptado especificamente para o efeito (informação retirada do sítio do museu).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A RTP e o sistema de medição de audiências

Hoje, ao fim da tarde, ouvi na rádio que a RTP, pela voz do seu presidente, Guilherme Costa, considera ter a auditoria ao sistema de medição de audiências da GfK provado que os resultados não são credíveis. Guilherme Costa mostrou preocupação com a próxima privatização de um canal.

Audiências de rádio

A Rádio Comercial, conforme os dados mais recentes do Bareme Rádio, passou a ser a estação mais ouvida do país, com uma Audiência Acumulada de Véspera (AAV) de 14,1% no segundo trimestre de 2012, com a RFM, líder de audiências de rádio na última década, a ter uma AAV de 13,1% (a partir de texto da newsletter Meios & Publicidade).

sábado, 7 de julho de 2012

A importância de criar o Arquivo Sonoro Nacional

Hoje, decorreu no Museu da Música Portuguesa o colóquio Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições, organizado pelo Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança e por aquele museu de Cascais. Uma das principais conclusões do encontro é a necessidade de criar um Arquivo Sonoro Nacional, já consignado em legislação do Estado português há vários anos mas ainda não concretizado.

Os intervenientes realçaram a importância da constituição deste arquivo, considerando-o no âmbito da música que existe em Portugal, com uma base de dados em rede (internet), alargado a todas as instituições com arquivos sonoros (que podem continuar a manter e gerir os seus arquivos) e a colecionadores particulares ou privados. Como disse na abertura do colóquio Salwa Castelo-Branco, coordenadora do Instituto de Etnomusicologia, o arquivo sonoro deve incluir a preservação do património sonoro, a sua disseminação, o seu estudo e a repatriação (arquivos sonoros sobre Portugal existentes em arquivos estrangeiros) [ver curto vídeo abaixo].

A existência do Arquivo Sonoro Nacional não quer dizer um novo edifício mas uma estrutura leve com especialistas dotados de técnicas de conhecimento, com criação de metadados e aptos a comunicar a informação às comunidades. Foi um dia intenso de trabalhos, tendo como elemento de fundo a presente exposição sobre o trabalho de Armando Leça (sobre a qual escrevi aqui, e cujo trabalho do compositor e coletor de música de cariz rural merece ser contextualizado técnica, teórica e ideologicamente), patente no Museu da Música Portuguesa.

Apresentaram comunicações Susana Sardo (Escutar, gravar e colonizar Arquivos Sonoros e a repatriação de património sónico na Europa pós-colonial), Eduardo Leite (76 anos de gravação sonora na rádio pública: o desafio da permanência), Manuel Nunes (A canção de Coimbra: o papel dos colecionadores), Pedro Félix (Arquivar o som em Portugal. Notas de um processo inquietante. Estratégias), Carla Raposeira (Fundação Inatel: cuidar do passado para projetar o futuro 76 anos depois), Susana Belchior (As primeiras expedições da The Gramophone Companhy em Portugal), Andreia Mendes (O património sonoro nos Açores: para um inventário regional) e Leonor Losa (A emergência de uma economia de mercado de música gravada em Portugal no início do século XX: o papel dos lojistas).

No conjunto, houve trabalhos que projetam investigações em curso, relatos de arquivos sonoros existentes ou em arrumação e modelos de investigação empírica. O colóquio encerrou com uma mesa redonda moderada por Manuel Deniz Silva e com alguns dos comunicadores acima identificados, que consideraram a criação do Arquivo Sonoro Nacional como ação premente a implementar, embora atendendo aos condicionalismos financeiros existentes. Salwa Castelo-Branco e Rosário Pestana foram as duas organizadoras principais do colóquio por parte do Instituto de Etnomusicologia.


Sem hierarquizar as comunicações, gostei de ouvir Manuel Nunes sobre os contactos que vem estabelecendo com colecionadores de música de Coimbra desde há 25 anos. Tem descoberto coleções de discos de 78, 45 e 33 rpm, gravações de festas de despedidas de estudantes finalistas, gravações efetuadas por amadores, dados sobre composições e biografias de músicos e cantores, partituras, fotografias, memórias orais, chapas de provas de discos (numa altura em que a prova ia ao artista para aprovação da edição). O conferencista traçou um perfil do colecionador, que habitualmente não adota procedimentos científicos dos arquivos e das fonotecas mas elabora uma organização própria, com coleções constituídas por discos e outros elementos (acima descritos), arrumação em espaços variados e nem sempre em boas condições (prateleiras, caixotes, empilhados no chão), qualidade da coleção dependendo da capacidade financeira e da idade (os mais velhos tornam-se mais seletivos e de gosto mais estreito), com valores associados à recolha e divulgação, em que o colecionador tem orgulho no que possui e mostra uma atitude possessiva (pode colocar muitas dificuldades no acesso ou no empréstimo para investigação, acesso que se torna mais complicado se o colecionador morre).

Gostei igualmente de ouvir Susana Belchior, que falou do modo como se efetuaram as primeiras gravações de discos em Portugal, no ido ano de 1900, por Sinkler Darby, representante da Gramophone, no Porto. Técnicas de gravação, perfil dos sons gravados (peças musicais do teatro, repertório de cantores populares e rurais, sons de ambiente) e estratégias do marketing da época (a gravação visava a venda desses discos e de aparelhos de leitura dos discos) foram elementos que desenvolveu. Por seu lado, Leonor Losa falou e identificou os lojistas como elementos essenciais da comercialização dos fonogramas, a partir de 1903, uma vez que a industrialização só se pode falar a partir da década de 1940 com a criação da Fábrica Triunfo, no Porto.

Susana Belchior e Leonor Losa publicarão em breve um livro sobre a gravação e a venda de discos no início do século XX, esperando eu atentamente a obra para ler as conclusões das suas investigações. Uma outra comunicação que me despertou muita atenção foi a de Susana Sardo e os conceitos que definiu: repatriação e arquivo sónico. Repatriação quer dizer regresso aos países de origem de registos feitos por investigadores, nomeadamente alemães e outros povos coloniais europeus no começo do século XX, com registos frequentes em cilindros de cera. A repatriação representa digitalização e investigação simultânea das gravações. Arquivo sónico implica música mas também outros sons (ambientais). Guardados em sítios longe do espaço de origem, salvar os registos quer dizer preservar a memória e analisar a identidade de uma comunidade, traduzível numa nova cartografia do conhecimento.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Colóquio “Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições”

No dia 7 de julho, entre as 9:30 e as 17:00, no Museu da Música Portuguesa, vai decorrer o colóquio subordinado ao tema Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições, organizado pelo Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança.

O colóquio pretende promover a discussão e a circulação de informação relativas à problemática do património sonoro, sua conservação e utilização, arquivos sonoros e outras instituições depositárias, com responsáveis por coleções, colecionadores e estudiosos que têm vindo a abordar a temática a nível da preservação e do estudo e divulgação em Portugal e no estrangeiro. Os organizadores do colóquio consideram que não existe em Portugal um arquivo sonoro, à semelhança de outros países europeus, e partem do princípio que os problemas associados à preservação e divulgação do património sonoro são da responsabilidade de todos nós.

Colóquio tendo como pano de fundo a exposição patente na Casa Verdades de Faria sobre Armando Leça e a emergência das indústrias culturais e da tecnologia de gravação e reprodução em Portugal, decorrerá lugar na avenida de Sabóia, 1146, no Monte Estoril.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Canal 180 - o olhar da estagiária

Mariana Chambel Cardoso defendeu hoje o seu relatório de estágio para obtenção do grau de mestre na Universidade Nova de Lisboa sobre o canal 180, a funcionar na televisão por cabo. Canal lançado pela OSTV (Open Source Television) em abril de 2011 na posição 180 da ZON, mais tarde alargado à Vodafone TV e à Optimus TV, o canal 180 é uma alternativa televisiva, operando na área da cultura e da agenda de oferta cultural no país, a partir do escritório do Porto. Enquanto estagiou no canal 180, Mariana Cardoso viu aumentar o número de horas de emissão do canal. Objeto de um apoio de entidades do Porto no âmbito das indústrias criativas, o canal 180 tem três dirigentes (João Vasconcelos, Rita Moreira, Nuno Alves) e outros colaboradores, perfazendo uma equipa variável entre 10 e 15 elementos. Segundo o canal, a sua estrutura permite obter ganhos até 90% do custo do mercado tradicional. Além das plataformas acima indicadas, o canal 180 está no Facebook.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Modernismo Feliz: Art Déco em Portugal. Pintura, Desenho, Escultura, 1912-1960

"O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial. Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstracionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos (como a Secessão Vienense, os grafismos francês e germânico de 1900 ou os Ballets Russes), o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total (inspiração de vida), tal como na proposta pioneira de Wagner no século XIX, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspetos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão. [...] Em Portugal, o Art Déco projetou-se, igualmente, com excelente pujança. Com efeito, uma parte muito substancial dos artistas portugueses do 1º e 2º Modernismos foram praticantes altamente empenhados deste gosto que, como nos outros países, renovou a totalidade dos mais diversos aspetos da vida quotidiana – e o próprio Estado Novo viu neste Movimento um veículo eficaz de propaganda e afirmação de poder" (Museu do Chiado) [Reprodução: António Soares (1894 – 1978). No terrasse do Café des Plaires. C.1925. Óleo sobre tela, 33 x 36 cm. Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 654. Foto: Carlos Monteiro, DGPC].

Exposição temporária patente no Museu do Chiado até 28 de outubro de 2012.

Julieta


Espetáculo de Mario Gonzalez, com Elsa Valentim, a partir de Romeu e Julieta de William Shakespeare, projeto Tell to Joy/Open Workspace 2012. Elsa Valentim, formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, tem trabalhado regularmente como atriz em teatro, cinema e televisão. Mario Gonzalez, natural de Guatemala, é encenador, ator e professor no Conservatoire National Supérieur d'Art Dramatique (CNSAD), em Paris. A sua paixão reside no trabalho de clown e máscara. Tendo dedicado uma grande parte da sua vida profissional à pesquisa da tradição original da Commedia dell’Arte, Mario Gonzalez conseguiu criar uma prática única, reconhecido como o maior especialista. No Teatro do Bairro (rua Luz Soriano, 63, Lisboa), nos dias 13,14,15, 21 e 22 de julho.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Penthesilia

O encenador Martim Pedroso estreia Penthesilia a 30 de junho em Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012. A nova criação de Martim Pedroso revisita a Penthesilea, de Heinrich von Kleist (1908) em três línguas: português, italiano e alemão. A interpretação de Nicole Kehrberger, a Penthesilia, devolve ao espetáculo as origens linguísticas da sua trágica dramaturgia. O intérprete italiano Emanuele Sciannamea é a língua do amor em Aquiles, Carla Bolito e o próprio Martim Pedroso os corifeus desta peça. Um mergulho num universo de emoções contraditórias, no Centro Cultural Vila Flor, dia 30 de Junho, pelas 22:00.

More U.S. teens hide online activity from parents: survey

"More and more teenagers are hiding their online activity from their parents, according to a U.S. survey of teen internet behavior released on Monday. The survey, sponsored by the online security company McAfee, found that 70 percent of teens had hidden their online behavior from their parents in 2012, up from 45 percent of teens in 2010, when McAfee conducted the same survey. McAfee spokesman Robert Siciliano cited the explosion of social media and the wider availability of ad-supported pornography as two factors that have led teens to hide their online habits. The increased popularity of phones with Internet capabilities also means that teens have more opportunities to hide their online habits, he said. The survey found that 43 percent of teens have accessed simulated violence online, 36 percent have read about sex online, and 32 percent went online to see nude photos or pornography. The survey reported that teens use a variety of tactics to avoid being monitored by their parents. Over half of teens surveyed said that they had cleared their browser history, while 46 percent had closed or minimized browser windows when a parent walked into the room. Other strategies for keeping online habits from parents included hiding or deleting instant messages or videos and using a computer they knew their parents wouldn't check. Meanwhile, the survey found that 73.5 percent of parents trust their teens not to access age-inappropriate content online. Nearly one quarter of the surveyed parents (23 percent) reported that they are not monitoring their children's online behaviors because they are overwhelmed by technology" (Reuters).

Detalhes invisíveis

Instalação e fotografia. de Rodrigo Martins Vila, de 2 a 7 de julho de 2012. O tempo passa, os séculos crescem e as pessoas mudam. Aquilo que torna a cidade única e de certo modo intemporal, a par da sua paisagem e beleza natural, é a arquitectura. As imagens que chegam até nós através dos meios de comunicação, hoje em dia são na maior parte em formato digital, tornando-se a cada dia mais imateriais. A série de fotos reproduz o edifício do teatro através de detalhes e enquadramentos. A técnica utilizada pretende através da luz, representar e fixar a imagem ao papel, remetendo para as retículas utilizadas na impressão de jornais.

Inauguração de um ciclo de exposições com curadoria de Luísa Santos, na Round the Corner. Rua Nova da Trindade, 9 F/G / Chiado / Lisboa.

Festival Silêncio 2012

Tendo como principais palcos o Cinema São Jorge, o Musicbox, o Povo, a Pensão Amor e a Fundação Saramago, o Festival Silêncio pretende devolver o poder à palavra cruzando-a com as diferentes artes, juntando em Lisboa grandes nomes da cena literária e artística. Da programação de espectáculos, destacam-se “Os Poetas – Entre Nós e as Palavras” de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, “Neurotycon” de Pop Del Arte, “Bate Papo” por Mão Morta e “Irmãos Demónio” com Hélio Morais e Quim Albergaria (Paus), Kalaf e Filho da Mãe. As Conversas do Silêncio irão pôr em palco escritores, músicos, artistas e realizadores, tais como Rui Zink, Maria do Rosário Pedreira, Mário Zambujal, Nuno Artur Silva, Helena Vasconcelos, João Botelho, entre muitos outros e Word Cut Docs reunirá inúmeros documentários sobre escritores de renome — como Marguerite Duras, José Saramago, Herberto Helder ou Julia Kristeva — e a estreia nacional de Words of Advice – William S. Burroughs de Lars Movin. Até 1 de julho.

Manuel Estrada

Manuel Estrada (1953) é designer gráfico espanhol com uma obra notável, a trabalhar em Madrid. Desde 1989, dedica-se ao design gráfico (depois de uma experiência em estudos de arquitetura), concebendo Programas de Identidade Corporativa, Coleções de Livros e Projectos Editoriais, Embalagens, Identidade Visual para Museus, Sinalética e Arquigrafia. A sua exposição Aonde Nascem a Ideias, Cadernos do Equilibrista inaugura no MUDE, Museu do Design e da Moda, Rua Augusta, 24, Lisboa, no dia 28 de junho 2012, sendo precedida por uma Conversa Aberta, pelas 18:00, com Manuel Estrada, Luís Serpa e Henrique Cayatte.

Rui Sanches

Rui Sanches, destacado escultor português, está até ao dia 30 de Junho de 2012, na galeria tp - situada na Rua S. João da Praça, 120 (à Sé), com várias esculturas de pequeno formato, entre as quais algumas reproduções em bronze fundidas pela Fundição Artística Mão de Fogo em colaboração com a Fundição Alfa Arte em Bilbao.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Festival das Artes em Coimbra

O Festival das Artes em Coimbra chega à 4ª edição, com música, artes plásticas, cinema, artes do palco, gastronomia e serviço educativo, numa iniciativa cultural descentralizada em Portugal. A seguir a Noite, Água e Paixões, o tema de 2012 é Viagens, motivado pela celebração dos 440 anos da edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões. De entre os convidados, destacam-se: Christoph Pregardien e Artur Pizarro na música, a que se juntam concertos das orquestras Metropolitana de Lisboa, Chinesa de Macau, Casa da Música, e Clássica do Centro, Drumming, Músicos do Tejo, António Chainho, Nelson Garrido, que apresenta fotografias na Casa das Caldeiras em Do Deserto à Clandestinidade, e os desenhos de António Jorge Gonçalves, em Subway Life. A programação de cinema de viagens passa pelo olhar de António Mega Ferreira, por onde passam filmes como Fitzcarraldo, de Werner Herzog, e Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Diogo Infante declama, com acompanhamento de João Gil, a Ode Marítima, os embaixadores António Monteiro, Francisco Seixas da Costa e Marcello Mathias em conferência debatem A Viagem dos Portugueses cinco séculos depois: Ásia, Brasil, África, António Fonseca partilha o 3º Canto dos Lusíadas na Biblioteca Joanina, Gonçalo Cadilhe em workshop sobre escrita de viagens. Registam-se ainda as presenças dos escritores Almeida Faria, Gonçalo M.Tavares e Inês Pedrosa, ao passo que o Trio Laura Baptista vai tornar melhores os finais de tarde a bordo do barco Basófias e José Avillez e Miguel Vieira vão apimentar e rechear de sabores o Festival das Artes. Destaque ainda para a homenagem ao músico português que estreou o Anfiteatro Colina Camões e marcou o Festival das Artes: Bernardo Sassetti. De 13 a 29 de Julho em Coimbra.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Resultados da auditoria ao sistema de audiências de televisão

Da newsletter Briefing de hoje, retiro a seguinte informação sobre a auditoria ao sistema de medição de audiências da CAEM: "O relatório preliminar da auditoria efetuada pela consultora PwC ao sistema de audimetria da CAEM não assinala questões que possam pôr em causa o contrato celebrado com a GfK". O relatório fez uma análise exaustiva dos aspetos relativos ao sistema de audimetria mas não produz uma conclusão definitiva.

A newsletter da Briefing continua assim: "A consultora PwC enuncia um vasto conjunto de questões, desde o establishment survey, ponto de partida para a criação da amostra de telespetadores, até às condições de segurança das instalações onde os dados são guardados. O relatório preliminar valida ainda os aspetos metodológicos relacionados com a instalação do painel e analisa a infraestrutura técnica do sistema, nomeadamente testando o limiar da perda de som e da falta de matching, aspetos suscitados publicamente nas primeiras semanas de funcionamento do novo sistema. É ainda referenciada a existência de indicadores de audiência de canais que não estão disponíveis free to air em boxes instaladas em lares que declararam não deter TV por subscrição. Os técnicos da PwC fizeram ainda um levantamento de riscos relacionados com a segurança do sistema. O relatório preliminar, sendo muito exaustivo na identificação das questões relacionadas com a prestação de serviços da GfK e, inclusivamente, com as convenções definidas no seio da CAEM, omite, no entanto, qualquer referência à eventualidade de os procedimentos adotados poderem pôr em causa a fiabilidade do sistema de audimetria. A apresentação foi feita na segunda-feira à CAEM, a entidade autorreguladora que agrupa as televisões, as agências de meios e os anunciantes".

Esperam-se comentários oficiais a este relatório.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os Dias dos Media

A coordenação de Os Dias dos Media - Uma Análise de Estruturas Organizativas (2012, Universidade Católica Editora, 176 páginas, apoio do Gabinete para os Meios de Comunicação Social) é minha, mas conta com capítulos escritos por mestres em ciências da Comunicação da Universidade Católica que eu orientei ou coorientei, o que me dá muita alegria.

Assim, Rute Caldeira escreveu sobre o Gatekeeping na editoria de agenda de um canal de televisão, Bernardo Mata sobre Jornalismo desportivo: relacionamento entre jornalistas e fontes, Isabel Campos sobre Os textos de moda da Máxima online, Melissa Marques sobre Jornalismo online: novas formas de contar "estórias", Sara Vidal sobre Estações de televisão na internet, Ana Rita Nascimento sobre Rádio Renascença e Rádio Sim: estratégias de programação e Ana Luísa Branco sobre A Floribella aos olhos das crianças: diferenças de género. O texto de introdução pertence-me. Além de mim, os trabalhos dos alunos - agora em versão reduzida e adaptada para a edição do livro - foram orientados pelos meus colegas Fernando Cascais, Verónica Policarpo, José Lopes Araújo e Nelson Ribeiro.

Do começo da introdução, retiro as seguintes palavras: "O livro agora presente dá conta da análise interior às empresas de media, às suas estruturas, modos de produzir e programar. Cobre os principais media, da imprensa e da rádio à televisão e à internet. São capítulos escritos individualmente por investigadores no final do mestrado em Ciências da Comunicação para obtenção do grau académico".

V Feira Medieval

23 e 24 de Junho em Linda-a-Velha, no Jardim das Amendoeiras do Palácio dos Aciprestes. Propõe fazer-se uma recriação histórica em volta de 1384 e de um dia na vida de Antão Vasques de Almada, com trajes à época. Algumas atividades previstas: demonstração de mesteres e profissões de então, jogos medievais, rábulas, tiro com arco e workshop de catapultas.

Teatro

O Doente Imaginário foi a última peça escrita por Molière. Ele já estava muito doente, pois morreu poucos dias depois da peça se estrear (fevereiro de 1673). Mas o papel que desempenhou na peça, Argão, mostrava um falso doente de uma grande vitalidade, que desdenhava da medicina de então, baseada no preconceito e ideias falsas e desvalorizando descobertas como a circulação sanguínea. Falso doente, Argão (Jorge Pinto) quer ter o médico sempre perto dele e entende que a filha deve casar com o filho do médico, médico também. Mas este é um pobre coitado, que decorou e decorou uma série de coisas que mais não servem do que perpetuar preconceitos e ideias falsas, uma retórica oca. Claro que Angélica (Vânia Mendes) tem outras pretensões e di-lo ao pai e à madrasta, que queria ficar com o dinheiro do velho tonto imaginariamente doente. No quadro complexo da história, a criada Tonieta é um furacão, procurando fazer ver ao senhor o ridículo das situações. Por isso, Emília Silvestre, que desempenha o papel de Tonieta, enche o palco todo com as suas capacidades de atriz. Encenação de Rogério de Carvalho, no Teatro Nacional de S. João (Porto) até 1 de julho.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Futebol

O futebol é um fenómeno de massas com épocas e rituais próprios. O campeonato nacional de equipas decorre em simultâneo um campeonato europeu das melhores equipas, a que se sucede um campeonato europeu ou mundial de países. Ao longo da vida, recordo-me de vitórias e derrotas, de maiores sucessos ou maiores insucessos. A televisão transformou o modo como nós vemos esse jogo, com coreografias específicas que a montagem ou a ligação de várias câmaras permite, do mesmo modo que a rádio fizera uma estética particular, em que o modo de relatar e de transmitir o golo foi um código lentamente elaborado até ficar património coletivo de algumas gerações.

O atual ciclo é o do Europeu, iniciado no final da semana passada. Do consumo no lar passou-se para o ecrã gigante na rua. Que eu saiba, em Lisboa, há um ecrã gigante a funcionar no Campo Pequeno (dentro da praça multiusos, outrora apenas arena de touros) e fora, ao passo que no Porto há uma tela gigante na Praça D. João I. Multidões juntam-se para ver Portugal jogar, habilmente aproveitado por uma empresa de cervejas. Aos anunciantes diretos na rádio, cuja publicidade era lida pelo relatador, sucederam-se os clips ou cartões de televisão. Hoje, há mais plataformas, que trazem anunciantes de uma só marca e que vivem do consumo imediato.

Cria-se um novo património coletivo, em que a partilha da "comunidade imaginada" (Benedict Anderson) aparece ancorada a um consumo determinado [imagens de P. C., feitas no Campo Pequeno, aqui em Lisboa, a partir de telemóvel].

Os desafios da investigação em comunicação

Na passada segunda-feira, em Braga, houve uma reunião de centros de investigação em comunicação de várias universidades do país que se reuniram com a SOPCOM, Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. Ali, os investigadores e responsáveis de centros de investigação analisaram as decisões recentes da entidade estatal responsável pelo financiamento à investigação científica, procurando assumir uma posição da área de investigação. O Diário do Minho e o Público fizeram peças sobre o encontro (no segundo caso uma peça complementar).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comprar produtos anunciados no Facebook?

"Quatro em cada cinco utilizadores do Facebook nunca compraram produtos depois de verem anúncios ou comentários na rede social, revela um estudo Reuters/Ipsos hoje publicado" (Público). Depois da queda na Bolsa, após uma colocação no mercado de valores com suspeitas, não poderia haver pior notícia sobre a famosa rede social.

A história e o jornalismo, segundo José Miguel Sardica. Pontos de confluência e reciprocidade.

Para José Miguel Sardica, em aula recente, a história e o jornalismo (e a comunicação) têm interesses comuns e seria vantajoso aprenderem os métodos e os objectivos de uma e outra disciplinas. Ele começou por referir um texto de Barbie Zelizer, Explorations in Communication & History, onde se destaca essa articulação.

Um livro de Asa Briggs e Peter Burke (A Social History of the Media. From Gutenberg to the Internet) também foi identificado, pois é necessário aos estudiosos de comunicação e cultura levarem a história a sério. Para quem faz história do mundo contemporâneo, os jornais (e os media em geral) são elementos imprescindíveis. Vasco Pulido Valente fundou os seus estudos de história na imprensa da época, na leitura e releitura com crítica. A imprensa, apesar de não ser a verdade da época, reflecte, é um mediador, um repertório de cores e vozes de uma época. Os melhores livros de história (History em inglês) são os que narram. Ora, as histórias escritas nos media (stories em inglês) seguem uma narrativa, uma história. O comunicador ou jornalista narra o momento de hoje, o historiador narra o passado como se fosse um comunicador do que aconteceu hoje. Por outras palavras, o comunicador é o historiador do momento presente. O historiador e o jornalista usam técnicas de análise comuns.

Uma discussão sempre presente no trabalho do jornalista é a objectividade, a sua neutralidade e imparcialidade. O que não acontece, do mesmo modo que ao historiador. Aqui, há uma vantagem do historiador sobre o jornalista. Como o seu objeto está distanciado do tempo, as paixões do momento e as conclusões precipitadas atenuam-se. Como dizia Paul Veyne: a história é a actualidade política arrefecida.

José Miguel Sardica, nessa aula, apresentou cinco eixos de trabalho e um apontamento final sobre a interrelação historiador/jornalista:

1) Objecto. O historiador estuda acontecimentos mas também estruturas. Os acontecimentos são constituídos por factos relevantes, que o historiador monta numa narrativa. O historiador é uma espécie de comunicador de fim de semana. O historiador faz informação e opinião. Já o jornalista analisa igualmente o acontecimento. O historiador ensina que a distância faz ver a floresta, ao passo que o jornalista vê a árvore (José Mattoso). A comunicação (e o jornalismo) não estuda átomos mas pessoas, ideias, a atividade humanista.

2) Método. A história tem duzentos anos de método, fixado na heurística (pesquisa) e na hermenêutica (interpretação). A heurística permite identificar arquivos, espólios, ler cartas e documentos, o corpus. Exerce sobre os objectos as suas operações. O jornalista e o comunicador fazem perguntas às fontes, avaliam a relevância e o carácter acessório, hierarquizam os documentos enquanto desconfiam das fontes. A história oral é o método da entrevista usada pelo jornalista. Logo, há métodos que são parecidos para o historiador e para o jornalista. Ao comunicador falta o rigor da heurística. O historiador não escreve sobre fontes anónimas, o que acontece com frequência ao jornalista.

3) Linguagem. O comunicador ensina muito ao historiador. Este tem um jargão académico, aquele incorpora na melhor história um estilo curto, conciso e claro. A mediatização da história levou o historiador a procurar comunicar melhor com o público. Para A. J. P. Taylor, deve ultrapassar-se o hermetismo do historiador e ser claro como o que se escreve nos jornais, o que não quer dizer superficialidade.

4) Função social. Há autoridades diferentes: o mundo do historiador é a academia, onde se guarda a memória. O comunicador é o guardião da polis, do bem comum, da res-publica, agenda-setter da sociedade actual, da cultura cívica, do civismo.

5) Contributos recíprocos. O jornalista não é historiador, nem este aquele. As áreas são distintas mas aproximam-se pelos métodos. Como fechar o ciclo? O comunicador potencia a capacidade de interpretar o real se tiver maior cultura histórica, enquanto o historiador terá melhor qualidade quando comunicar melhor. O historiador e o comunicador podem juntar-se na comunicação organizacional, no marketing e nos recursos humanos. Para António Hespanha, a história é a gestão de conflitos, pelo que o historiador pode ensinar como, noutras organizações e noutros momentos, a comunicação gerou consensos e negociou. A história é a aprendizagem dos conflitos antigos para resolver os casos de agora.

Apontamento final Paul Veyne (1971). Como se escreve história. A história não é uma ciência. A sua maneira de explicar é compreender. O que não é diferente do que faz o jornalista ou o que lê as notícias. 

José Miguel Sardica é professor associado da Universidade Católica Portuguesa, onde ensina História da Imprensa e da Opinião entre outras disciplinas. Editou nomeadamente O Século XX Português (2011), A Regeneração sob o Signo do Consenso. A Política e os Partidos entre 1851 e 1861 (2001) (prémio da Academia das Ciências de Lisboa), Duque de Ávila e Bolama. Biografia (2005) e A Europa Napoleónica e Portugal. Messianismo Revolucionário, Política, Guerra e Opinião Pública (2011).

quinta-feira, 31 de maio de 2012