Colóquio internacional (Museu da Ciência da Universidade de Coimbra), a 20 e 21 de Novembro.
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.







Retiro do sítio da EBC a seguinte informação:



A exposição é comissariada por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal) e Pedro Bebiano Braga (Museu Rafael Bordalo Pinheiro). O material pertence à colecção da Hemeroteca Municipal e representa "documentos bem reveladores dos objectivos e especificidades da censura sobre a imprensa, neste caso, sobre um jornal humorístico, bem como das estratégias e respostas dos jornais, muitas delas subtis, para contornar a acção do famoso lápis azul".
Daí ser curiosa a percepção que se tem de Portugal no Brasil e noutros países, incluindo os africanos. Em Cabo Verde, os mais velhos ainda têm uma ligação afectiva a Portugal: vêem a RTP África e seguem os clubes de futebol (Benfica, por exemplo). Os mais novos importam as modas das telenovelas. As ligações aéreas entre Fortaleza (Brasil) e Praia (Cabo Verde) são frequentadas por cabo-verdianas que compram a moda de vestuário vista na novela brasileira e a revendem na ilha de Santiago. Se Cabo Verde não tem qualquer sala de cinema, os canais televisivos de conteúdo religioso, oriundos do Brasil, têm uma penetração crescente. Existem duas bibliotecas nas nove ilhas do arquipélago, mas as aquisições são reduzidas, com o essencial das sobras da feira anual do livro português. Há duas universidades privadas e sei de um editor brasileiro que quer colocar os seus livros ali. O português das ilhas muda de sotaque e a língua de troca, a habitualmente falada, é o crioulo, num universo de meio milhão de habitantes.


