domingo, 26 de setembro de 2010

TEATRO I

Ifigénia na Táurida, de Goethe, estreada no teatro Cornucópia em Setembro do ano passado, teve agora uma curta passagem pelo Teatro Municipal de Almada, saindo hoje de cena. A encenação coube a Luís Miguel Cintra, a recriação poética a Frederico Lourenço e o cenário e os figurinos a Cristina Reis.

Beatriz Batarda (Ifigénia), Luís Miguel Cintra (Toas, rei dos Tauros), Paulo Moura Lopes (Orestes), Vítor d'Andrade (Pílades) e José Manuel Mendes (Arcas) interpretaram a peça de Goethe, interessado pela cultura clássica grega, onde recuperou a história de Ifigénia, filha de Agamemnón e Clitemnestra, que aquele decidira sacrificar para obter os favores dos deuses no cerco a Tróia. A deusa Diana salvara-a, tornando-a sacerdotisa na Táurida. Mais tarde, Orestes vinga a morte do pai, assassinado pela mãe, e foge, perseguido pelas Fúrias. Com o amigo Pílades, chega à Táurida e resgata a irmã do rei Toas, levando-a de retorno à Grécia.

Escreve o encenador: "O trajecto é o das trevas para a luz. Em Ifigénia, em Orestes, em Toas. É o da transformação da barbárie ou da velha Cultura em Civilização. É o caminho até à revelação da verdadeira natureza de Deus através da revelação de cada um a si próprio. [...] É esse amor à verdade (o de Ifigénia, neste caso) que tudo move. No confronto com o que a vida nos traz, com o «acaso», se se quiser, «coisa que não dominamos». É esse o fogo, o desejo do confronto. O tema da peça julgo que é o próprio Conhecimento. Citando a própria Ifigénia: conhecimento de si próprio". Mais à frente, Cintra refere o autor, Goethe, que indica ser a peça pobre em vida exterior, "mas rica em vida interior. E é essa vida interior que o actor teria de recriar".

A peça gira em torno de Toas, Orestes e Ifigénia. Melhor, é Ifigénia o centro: ela, ciente da sua fraqueza, vê igualmente as fraquezas dos homens. As suas palavras, o poder que ela tem contra a espada dos homens, acabam por tecer os destinos daqueles seres, o da liberdade para Orestes e Pílades, igualmente para ela, e o da razão, da cedência e do reconhecimento do envelhecimento e da lenta perda de poder em Toas. Na realidade, Ifigénia ocupa todo o espaço do palco, e mostra-nos em quase duas horas o grande dramatismo da história de uma família amaldiçoada pela violência e pelas mortes desde Tártaro (fotografia retirada do sítio do Teatro da Cornucópia).

GRAFFITI TUGA (8)

sábado, 25 de setembro de 2010

PRÉMIO MÁXIMA

Maria Teresa Horta foi distinguida com o Prémio Máxima Vida Literária, pela obra Poesia Reunida (Dom Quixote). O júri do prémio foi constituído por Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres (via Blogtailors).

TRÓIA

INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS SEGUNDO A MINISTRA DA CULTURA

Gabriela Canavilhas, a ministra da Cultura, anunciou ontem para, muito proximamente, "apresentar um pacote de propostas para o sector das indústrias criativas e culturais. «O Ministério da Cultura juntamente com o Ministério da Economia está empenhado em criar um conjunto de premissas que vão ao encontro de criar condições para que o sector cultural e criativo se afirme de uma forma sustentável», explicou a ministra na sessão de abertura da conferência sobre indústrias criativas e culturais no âmbito da feira «Portugal Tecnológico 2010», que está a decorrer na FIL, em Lisboa" (Público online de ontem; a notícia completa pode ler-se neste link do jornal). O pacote a lançar envolve quatro eixos de intervenção: formação, financiamento, internacionalização e direitos de autor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

THE LISBON CONSORTIUM

O programa Lisbon Consortium, modelo de formação internacional, é constituido por uma rede em que participam a Universidade Católica Portuguesa, a Câmara Municipal de Lisboa, o Centro Nacional de Cultura, a Cinemateca - Museu do Cinema, a Culturgest, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional do Teatro. Hoje, foi o arranque das actividades académicas de mestrado e doutoramento em Estudos de Cultura daquela universidade.

PRODUÇÃO E MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES

Curso de Produção e Montagem de Exposições. Centro de Arte Manuel de Brito, Algés. 11, 12, 13, 25 e 26 de Outubro, 10:00-13:00, 14:30-17:30. O curso tem como objectivo ajudar os formandos a identificar os principais processos a ter em conta na Produção e Montagem de uma Exposição, tendo em vista os diferentes contextos expositivos e também o objecto-alvo da exposição. Pretende-se dar a conhecer as componentes que estão implícitas nas diferentes fases de Produção (desde a Pré-Produção à Exposição, em si), conhecendo questões relacionadas com: conceito do curador; tipologias de espaços; recursos materiais; sistemas de suporte e métodos de instalação; financiamentos, apoios e parcerias; empréstimos e seguros das obras; planos de divulgação e comunicação. O curso será composto por aulas teóricas e práticas, em contexto de sala de aula, com dinâmicas de grupo e análise de casos práticos; contando ainda com uma visita de estudo a um espaço expositivo. Inscrições até 4 de Outubro. Mais informações aqui.

MODELOS DE NEGOCIO PARA UNA ECONOMÍA DIGITAL: EL VALOR DE LOS CONTENIDOS

Programa del XXV Congreso Internacional de Comunicación que se celebrará en la Facultad de Comunicación, Universidad de Navarra, Pamplona, los días 25 y 26 de noviembre bajo el título de "Modelos de negocio para una economía digital: El valor de los contenidos". Les invitamos a enviar sus propuestas de comunicaciones antes del 30 de septiembre. Puede consultar el programa y toda la información en la página web del congreso: http://www.unav.es/fcom/cicom.

PROGRAMA

25 noviembre 2010
NUEVOS MODELOS DE NEGOCIO DIGITAL
09:30 Apertura del congreso. Mónica Herrero, Universidad de Navarra
09:45 Ponencia inaugural. Monetizar la atención: El gran desafío en el entorno digital. Emili Prado, Universidad Autónoma de Barcelona y New York University
10:15 Through a glass darkly: The challenges of business model in an uncertain media world. Lucy Küng, University of Jönköping (Suecia) y SR SSR (televisión publica suiza)
11:45 Comunicaciones
RETOS DE LOS MEDIOS TRADICIONALES
16:00 Content monetization: An update on the status of paid content models. Greg Swanson, ITZ Publishing, Journalism Online and American Press Institute
16:30 Asking the right question about the future of news business: not who is going to pay for news, but who is going to define the future business models in news. Rafat Ali, fundador de paidContent.org

26 noviembre 2010
DERECHOS DE AUTOR Y LIBERTAD DE LOS USUARIOS
10:00 Libertad del usuario y derechos de autor: Una jungla llamada a ser parque temático. Ana Azurmendi, Universidad de Navarra
PRODUCIR Y DISTRIBUIR CONTENIDOS MULTIMEDIA
10:30 Hollywood y los nuevos modelos de negocio en el entorno digital. Alejandro Pardo, Universidad de Navarra
12:00 Networked publics and social values of multimedia contents. Nicoletta Vittadini, Università Cattolica del Sacro Cuore (Milán)
12:30 Contenidos y nuevos modelos de negocio: indexación, experiencia de marca, consumo y ROI. Alberto Knapp Bjeren, The Cocktail Analysis
15:30 Comunicaciones
17:30 Mesa redonda profesional. Retos y oportunidades de la distribución multiplataforma de contenidos. José Manuel González Pacheco, director general Antena 3 Multimedia; José María García Lastra, director de gestión de contenidos de Unión Radio; Rosalía Lloret, directora del área de Internet de Unidad Editorial

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

WELCOME TO TEACHING MEDIA

Tony Nadler and Julie Wilson have been designing the website Teaching Media to create a space for college-level media studies instructors to share teaching ideas and resources (syllabi, assignments, undergrad reading recommendations, etc.). So, that is a collaborative site that aims to facilitate the exchange of undergraduate teaching resources and ideas among critical media scholars. All users must be registered and logged in to use the site.

CADERNOS DE JORNALISMO

Perdi o primeiro número de Cadernos de Jornalismo, do Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas já li os dois números seguintes. Em papel reciclado, com dimensão maior que a das habituais revistas, e um grafismo inovador, o que se lê são textos de alunos daquele instituto, nomeadamente relatórios de estágio de mestrado. Vale a pena comprar e ler.


No número 2 (Fevereiro de 2009), Ana Rita Faria escreve sobre jornalismo económico, área que usa muitas palavras de economês, isto é, palavras de jargão técnico que o jornalista deve descodificar tendo em vista os seus leitores. A autora parte de um estágio no jornal Público na passagem dos anos 2007 a 2008. Combinando bibliografia teórica com exemplos práticos, escreve sobre deontologia jornalística e pressão das fontes. Destas, elenca um conjunto de empresas que fazem abordagens distintas com um objectivo: ser bem representado nas notícias escritas sobre a entidade que a jornalista entrevista.

No número 3 (Março de 2010), para além do dossiê sobre Coimbra e os estudos sociológicos e económicos sobre a baixa da cidade, saliento o relatório de estágio de Catarina Pinto efectuado no jornal Público. Há igualmente uma mistura entre referências bibliográficas e histórias da redacção e da escrita de notícias. E também a análise do impacto dos promotores ou fontes das notícias. Se, no relatório acima indicado, eram as entrevistas as formas de pressão, neste relatório há um debruçar sobre os comunicados de imprensa. Confessa a estudante: "das cinquenta peças que produzi, nove tiveram origem em press-releases. Cinco baseavam-se apenas nos comunicados, enquanto nas outras quatro, por iniciativa própria, entendi que deveria esclarecer certos aspectos".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

INTERMEDIARIES AND THE ORGANIZATION OF THE CREATIVE ECONOMY

Taking matters into third hands: intermediaries and the organization of the creative economy, AAG 2011, Seattle, April 12-16, 2011. Session organized by: Bas van Heur (Maastricht University) and Doreen Jakob (University of North Carolina at Chapel Hill) [Association of American Geographers (AAG) Annual Meeting]. For the past twenty years geographers have been analyzing the meaning, role and importance of the creative economy. It is heralded as a job and wealth creator and as a prominent tool for urban and regional revitalization. Whether one agrees with these assertions or not, the effectiveness and ethics of the creative economy will largely depend on the intermediaries that shape and regulate it. While much attention has been paid recently to the political projects that introduce a focus on the creative economy, less is known about the intermediaries that organize and govern it. When implementing dominant policy imaginaries, intermediaries translate and transform them in often unexpected ways. This session aims to investigate intermediaries and to further explore their role in producing the creative economy. We welcome papers from diverse conceptual and empirical perspectives (see Call for Papers). If interested, send a title and abstract (250 words) to Bas van Heur (b.vanheur@maastrichtuniversity.nl) and Doreen Jakob (djakob@email.unc.edu) by October 1, 2010.

Call for Papers and Organized Sessions - The Annual Meeting of the Association of American Geographers (AAG) attracts more than 7,000 geographers and related professionals from around the world. Our forum stimulates discussion about research, education, accomplishments, and developments in geography. Your participation is most welcome and encouraged. The 2011 Annual Meeting will be held at the Washington State Convention Center and the Seattle Sheraton Hotel in Seattle, WA, April 12-16, 2011. If you are interested in submitting a presentation, please read the guidelines carefully. If you have any questions about these guidelines please direct them to Oscar Larson at meeting@aag.org.

BLOGTAILORS

O Blogtailors decidiu mudar o visual, depois de três anos com a plataforma Blogger. Agora está alojado no Sapo, com design de autoria de Pedro Neves, do Blogs do Sapo, e ilustrações a cargo de Pedro «Irmão Lúcia» Vieira. Parabéns aos seus animadores, pois está muito bonito e continua com muita informação.

CONFERÊNCIA SOBRE INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS

Na FIL (Parque das Nações, Lisboa), vai ter lugar a Mostra Portugal Tecnológico 2010, de hoje até dia 26 de Setembro. O Ministério da Cultura organiza a conferência As indústrias culturais e criativas como catalisadoras da inovação e da economia, a realizar dia 24 de Setembro pelas 10:00. A conferência conta com vários oradores, com John Howkins, analista e criativo inglês, um dos grandes impulsionadores do conceito de indústrias culturais e criativas, e diversos oradores portugueses.

15 ANOS DE JORNALISMO ONLINE

"O jornal Público foi o pioneiro em Portugal do jornalismo na internet" (editorial de hoje do jornal Público).

Saúdo a comemoração. Contudo, a expressão acima citada deveria ser escrita do seguinte modo: "O jornal Público foi um dos pioneiros em Portugal do jornalismo na internet". Na realidade, o primeiro jornal a ter edição na internet foi o Jornal de Notícias, a 26 de Julho de 1995; seguir-se-ia o jornal Público, a 22 de Setembro do mesmo ano. Cito o texto de Helder Bastos, então jornalista do diário portuense precisamente na edição online, no texto que publicou no nº 42 da revista Jornalismo & Jornalistas:

"Antes dessa data [22.9.1995], o jornal já colocava online, de forma esporádica, artigos do jornal impresso. Mas, durante cerca de três anos, o site limitou-se a fornecer uma versão electrónica do jornal impresso. Foi em Setembro de 1999, em plena crise de Timor-Leste, que começou a produzir informação própria, com a introdução do serviço «Última Hora»".

Actualização (23.9.2010, 21:12)
1. A entrevista feita por João Pedro Pereira a José Vítor Malheiros editada no Público de 23 de Setembro de 2010 vem repor alguma da informação produzida acima. Reproduzo: "Não foi em 1995 [a criação do site]. Isto tem uma pré-história. A 22 de Setembro de 1995, lançámos a primeira edição diária integral na Internet. Fomos o primeiro jornal a fazê-lo. O JN fez algumas coisas antes, costuma apresentar-se como um pioneiro nesta área. Eles foram pioneiros em algumas coisas, nós fomos noutras, não vale a pena entrar nessa discussão. No entanto, começámos a fazer umas brincadeiras logo em 1994. Tínhamos um site, que não era visitado praticamente por ninguém. Publicávamos notícias, fazíamos coberturas online, a partir da redacção, de alguns eventos, mas foram só experiências. A compreensão de que a Internet ia ser muito importante para os jornais surgiu em 1994". José Vítor Malheiros, enquanto esteve como jornalista no Público, foi um profissional que muito admirei. Logo, tomo como verdadeira a explicação que faz, o que me leva a repensar o escrito ontem, dia 22 de Setembro.
2. Muitas vezes, penso como um blogue pode fazer serviço público. Quando escrevi a mensagem sobre a qual estou a reflectir, não dediquei toda a atenção ao texto de Helder Bastos, publicado na JJ, nem pensei no impacto que a minha pequena notícia teria (131 visualizações entre ontem e hoje). Helder Bastos, ao abordar a história do ciberjornalismo em Portugal, dividiu-a em três períodos: a) implementação (1995-1998), b) expansão ou boom (1999-2000), c) depressão e estagnação (2001-2010). O texto é, pois, um esforço notável ao condensar a actividade do jornalismo electrónico ao longo de década e meia, em que o primeiro período é o do registo das experiências e dos primeiros domínios oficializados, caso da RTP, em Maio de 1993. O segundo período é o da euforia e dos grandes projectos, com grupos de multimedia a apostarem em portais. Houve uma grande procura de jornalistas online. Mas a passagem de 2000 para 2001 foi dramática: demissão dos directores da Lusomundo.net, integração de redacções, dispensa de pessoal. A nova economia perdia impacto. O terceiro período, a que Bastos chama de depressão e estagnação, tem a ver com o período mais recente. Contudo, parecer-me-ia interessante desagregar esse longo período e encontrar outro, de 2004-2005 para a frente, fruto do aparecimento do Youtube e do desenvolvimento dos podcasts, conjunto de inovações que tem redimensionado e dinamizado os media electrónicos. Isto sem falar no jornalismo cidadão e na criação de redes sociais, como o Facebook e os blogues, muito bem utilizados pelos media de qualidade.

Actualização (25.9.2010, 21:50)

Paulo Querido, escreve no dia 22 sobre Os 15 anos do Público.pt e os pioneiros do jornalismo na Internet: quem conta um conto (com actualizações posteriores), onde narra outros pormenores da história dos 15 anos do online em Portugal. Conta nomeadamente: "Em Julho de 1995 já existia há alguns meses uma edição regular na Internet de um jornal português. O Blitz era divulgado, em versão full text, a partir de uma BBS tanto quanto me lembro desde 1994. A sua primeira edição web foi em Novembro de 1994 (c.f. obra O passado da Internet, Libório Silva, Centro Atlântico). Em Agosto de 1995 (ou seja: depois do Jornal de Notícias mas antes do Público), a Rádio Comercial teve a primeira emissão na web. Não recordo se foi um «conteúdo» jornalístico ou musical: algum dos leitores poderá lembrar-se? Se falamos de edições próprias para a Internet, que o Público passou a ter apenas em Setembro de 1999, então teremos de falar do Correio Informático/Computerworld, da Recortes, da Dígito, do Top 5% webzine e, se bem me recordo, do próprio Tek Sapo - tudo sites com jornalistas a produzir notícias originais, artigos e fotos, em contínuo, uns desde 1995, outros 96. Um deles, o Correio Informático/Computerworld, vazava também a edição que era publicada em papel, já desde 1995, e publicava notícias apenas na edição online, para exaspero do seu proprietário". Todo o texto dele merece ser lido com atenção. É que as memórias de várias fontes, caso de jornalistas que estiveram no começo da actividade, contribuem para um muito melhor conhecimento do que se passou.

A RÁDIO COMO VEÍCULO DO ENSINO DO PORTUGUÊS NA GUINÉ-BISSAU

Em Canchungo, a 24 de Abril de 2008, Marcolino Elias Vasconcelos, professor – sobretudo de língua portuguesa – no Liceu Regional Hô Chi Minh, e António Alberto Alves, sociólogo e voluntário, iniciaram o programa Andorinha na Rádio Comunitária Uler A Baand, com o objectivo da promoção da língua portuguesa e da cultura em língua portuguesa. Desde então, mantém a periodicidade semanal, todas as quintas-feiras entre as 20:30 e as 21:30 na frequência de 103 MHz.

De imediato, para responder a diversas solicitações de apoio educativo, jovens estudantes tomaram a iniciativa de se organizarem em bankada*, para ouvirem o programa Andorinha e "praticarem a oralidade e ultrapassarem o receio de falarem em português".

Ao longo desse ano, constituíram-se bankadas nos bairros da cidade de Canchungo (Betame, Pindai, Catchobar, Tchada, Djaraf, rua de Calquisse, Bairo Nobo) e em algumas tabanka (Cajegute, Canhobe, Tame). Complementarmente, foi constituída a bankada central Andorinha, que concentra as suas actividades no Centro de Desenvolvimento Educativo de Canchungo e que tem organizado algumas iniciativas: sessões de vídeo, acções de sensibilização em escolas, feira do livro.

Ler mais no blogue Andorinha em Canchungo.

* Bankada é um grupo informal mas estruturado, sobretudo de jovens, que se juntam num local na rua, para ouvirem rádio – neste caso, o programa Andorinha e para praticarem a oralidade em língua portuguesa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BIG BROTHER RIP: 10 YEARS OF CELEBRITY PRODUCTION

The journal Celebrity Studies seeks 1,000 word articles on the end of Big Brother for a special issue of its "Celebrity Forum section": after 10 seasons, the UK version of Big Brother ended in September 2010. The series has generated a range of academic scholarship which  has interrogated genre and programme form, documentary truths, the construction of the real, audience participation, dumbing down, the role of Channel 4, public service broadcasting, the performance of the self, and the formation of celebrity. No doubt not the first or last call for papers on the series end, this special issue of "Celebrity Forum" solicits entries that reflect on the role the format and UK series has played in our understanding of modern fame. This special issue seeks pithy, polemic and original takes on Big Brothers' s role in contemporary celebrity culture: its economics, aesthetics, audiences and supposed democratisation or exploitation of fame. Please send 150 word abstracts with a 50 word biography to j.bennett@londonmet.ac.uk. Final articles must be no more than 1,000 words including references. Key Dates: Abstracts due: 18th October 2010, 1st draft deadline: 10th December 2010, Final Versions: 1st Feb 2011. For further information about the journal and to view an online sample copy, please visit www.tandf.co.uk/journals/rcel.

15 ANOS DO PÚBLICO ONLINE

"Em 1995, poucos tinham telemóvel e a Internet era um sítio onde se ia de vez em quando. O Google ainda não existia": nascia o Público online, faz amanhã 15 anos. Na realidade, o mundo mudou muito.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

COMO A TELEVISÃO INFLUENCIA A CULTURA

Criminologia (50 alunos admitidos em 302 candidatos) e ciências bioanalíticas foram cursos universitários escolhidos por alunos influenciados por séries televisivas como o CSI, escreve o Diário de Notícias de hoje. Também o Project Runway, reality show de televisão que se centra no design de moda, produzido nos Estados Unidos e apresentado pela modelo Heidi Klum, seduziu estudantes, levando-os a inscreverem-se em design de moda (40 alunos). Curiosamente, em Portugal, os canais hertzianos programaram já para as suas grelhas séries sobre moda e design.

domingo, 19 de setembro de 2010

CRÍTICA LITERÁRIA

Para Nuno Júdice (ABC da Crítica, 2010), a literatura é tudo o que reflecte um universo pessoal, que transporta uma imagem do mundo, que converte o quotidiano, o efémero e o banal em arte (p. 68), com o tempo a ser o grande factor de autoridade na definição de um cânone (p. 16, p. 99).

Toda a crítica é exercida sobre um objecto, o texto (p. 11). A função do crítico é esclarecer sobre géneros, estilos, movimentos, o que constitui a diversidade e a plural coexistência de linguagens (p. 58), através de três momentos: interrogação, comunicação e compreensão (p. 87). A crítica não se deve afastar do texto, na tradição inglesa da close reading (p. 95), em que cada obra é única, cada autor é único (p. 59).

O autor tece críticas: em Portugal, acentua-se o divórcio entre a literatura e a linguagem ficcional imposta pelo meio audiovisual, construída de acordo com parâmetros de compreensão imediata e de consumo, barreira responsável pela criação do género editorial de best-sellers, fabricados de acordo com um receituário de género (p. 31). Ele explica melhor: há produtos de consumo feitos à medida de públicos limitados no tempo e no espaço (p. 44), dá-se a um clássico o mesmo nível do artigo jornalístico, sem qualquer hierarquia (p. 45). E continua: o zapping televisivo repercute-se no ensino universitário com a fotocópia, em que se lêem capítulos que interessam para o exame e não a obra toda, fenómeno que a internet levou ao ponto máximo (p. 48).

Há uma oposição. De um lado, parece existir um declínio de investimento em ciências humanas em função de critérios economicistas; de outro lado, assiste-se à disseminação de cursos de mestrado, pós-graduação e doutoramento (p. 50). A formação de um crítico literário passa pelo ensino universitário e pelos cursos de Letras, mas também pela especialização nos cursos de Comunicação (p. 105). Além disso, alarga-se o leque de leituras: 1) texto escolar, 2) prémios, recomendações de leitura, adaptações à televisão e ao cinema, 3) clubes de leitura, edição ilustrada (p. 74).

HIP-HOP

Hip-Hpo Danza Urbana é um espectáculo lúdico e didáctico que conta a história e evolução do hip hop como cultura, sobretura na dança. Os bailarinos ilustram as diferenças dos estilos popping, locking, freestyle e bboying (breakdance). Um espectáculo organizado por Artemrede, a iniciar no Montijo (25 de Setembro) e continuando por Benedita (27 de Setembro), Barreiro (30 de Setembro), Torres Vedras (1 de Outubro), Palmela (2 de Outubro), Oeiras (3 de Outubro), Almada (7 de Outubro), Abrantes (8 de Outubro) e Alcanena (9 de Outubro).

AS PRAIAS DO MEU VERÃO

PRAGA




Fotografias de PCS, a quem agradeço. Ver mais imagens, acompanhadas de texto, sobre Praga nomeadamente aqui (1.5.2006) e aqui (30.4.2006).

sábado, 18 de setembro de 2010

DEMITIU-SE MEMBRO DA ERC

Na carta de renúncia de Luís Gonçalves da Silva do cargo de vogal do conselho regulador da ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social), ontem apresentada ao Parlamento e à própria ERC, o demissionário acusa a Entidade de ser, muitas vezes, um obstáculo à liberdade de imprensa.

VIDEOJOGOS 2010

[Texto e imagens de Alexandre Rodrigues, a quem agradeço a amabilidade]

Esta semana, decorreu a conferência Videojogos 2010, no Polo Tagus Park do Instituto Superior Técnico, em Oeiras. O dia inaugural foi dedicado exclusivamente a workshops de cariz técnico e programático na produção de jogos digitais. O segundo dia iniciou-se com a sessão de abertura, onde se comentou qual o futuro da indústria em Portugal e o caminho a seguir, para além da referência à comunidade que faz parte do ecossistema dos jogos digitais: indústria, jogadores e académicos; não esquecendo de abordar a falta de ligação entre estas comunidades.

O primeiro painel de artigos académicos foi marcado pelo tema dos jogos sociais / casuais que são jogados nas redes sociais, em especial o Facebook. Comentando-se que são assentes num processo comunicativo, numa integração social e uma produção de sentidos, mas igualmente, apoiados em competitividade solidária e técnicas especificas de persuasão, ou um regresso à experiência tradicional: potlatch.

Por outro lado, o segundo painel abordou temas totalmente díspares entre si, iniciando-se por uma apresentação do movimento pro-am na indústria dos jogos digitais, concluindo-se que toda a panóplia de artefactos amadores na rede aumenta a permeabilidade do círculo mágico, que é o espaço onde o jogo decorre. Outro artigo apresentou o potencial dos jogos educacionais, revelando que estes devem ser baseados em fantasia, curiosidade e desafio, e o último artigo falava na relação existente entre as TIC e os Idosos na perspectiva que estes melhoram a agilidade mental com a sua utilização.

A sessão da tarde ficou marcada pela intervenção levada a cabo pelo painel da indústria. Inicialmente Luís Ribeiro da PDM&FC comentou a dificuldade de acesso a meios financeiros para a produção de um jogo digital, salientando que o processo de criação de um jogo é muito semelhante ao do cinema. António Saraiva da Biodroid apresentou a estratégia seguida pela sua empresa que consiste em adquirir propriedade intelectual já estabelecida no mercado do entretenimento, em especial dos brinquedos, e adaptá-la ao mercado dos jogos digitais. As vantagens deste método são a desnecessidade de desenvolver um conceito de jogo ou expender um largo orçamento em marketing. O CEO da Real Time Soluctions, Pedro Costa, expôs a dificuldade de relacionamento entre developers e Publisher em todas as plataformas da indústria e a dificuldade de manutenção de uma estrutura larga, existindo assim necessidade de diminuição da estrutura e recurso a outsourcing. Por fim, Sérgio Varanda da Miniclip realçou a falta de bons programadores em Portugal para que a indústria se estabeleça no nosso País.

Para o final do dia estava reservada a demonstração do projecto Kinect da Microsoft, que foi desenvolvido com o objectivo de concorrer com a Nintendo Wii, sendo que o principal factor que as diferencia é a não utilização de comando na jogabilidade.

TODOS

O festival Todos - Caminhada de Culturas regressou ao eixo Martim Moniz-Avenida Almirante Reis, em Lisboa, com circo cigano, uma estrela da canção chinesa, à mistura com fado, e aulas de culinária. Estas decorreram hoje e repetem-se amanhã, no Mercado do Forno do Tijolo, festival de gastronomia como forma de manifestação cultural e partilha de saberes. Famílias da Índia, China, Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Ucrânia cozinharam para comensais curiosos de aprender como se fazem os pitéus, comidos com ânimo e vontade de experimentar em casa.

CFP

Call for Papers International Association for Literary Journalism Studies "Literary Journalism: Theoria, Poiesis and Praxis". The Sixth International Conference for Literary Journalism Studies (IALJS-6). Université Libre de Bruxelles, Département des Sciences de l'Information et de la Communication (SIC), Brussels, Belgium. 12-14 May 2011.

The International Association for Literary Journalism Studies invites submissions of original research papers, abstracts for research in progress and proposals for panels on Literary Journalism for the IALJS annual convention on 12-14 May 2011. The conference will be held at the Département des Sciences de l'Information et de la Communication (SIC) at Université Libre de Bruxelles in Brussels, Belgium. Information on previous annual meetings can be found at http://www.ialjs.org/?page_id=33.

LUÍS GARLITO

Recordou hoje memórias de programas, produtores e cantores e actores da rádio na Antena 1.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ALÔ SÉRVIA

Gostava de saber quem me lê na Sérvia. Quer nas estatísticas da Blogger quer nas do extremetracking.com, a Sérvia aparece numa das quatro primeiras posições em termos de países leitores do blogue.

INDICADORES DE PLURALISMO NOS MEDIA

Colóquio no Palácio Foz (Restauradores, Lisboa) no dia 29 de Setembro, às 9:30.